quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Ídolos não pegou


Já acabou a fase de audição de Ídolos e eu confesso que nem percebi. Não foi uma nem duas vezes que eu simplesmente esqueci do programa da Record e olha que sempre fui fã desse estilo de programa, desde os tempos do excelente Popstar no SBT. Também fiquei apreensivo quando o programa mudou do SBT para a Record, mas aprovei a edição passada.

A média de audiência do programa gira sempre em torno de 10 e 11 pontos, sem grandes picos e sem grandes quedas de audiência. Fiquei me perguntando o motivo de um formato tão vencedor ao redor do mundo não emplacar no Brasil. American Idol é o programa mais assistido na TV americana quando está no ar e em todo o ano perde apenas para as finais de baseball, diferença né?

Então, qual o problema com Ídolos? Na 1ª temporada, ainda pelo SBT, o programa quase emplacou, chegou a médias excelentes de 16 pontos, o que para o SBT era motivo de se comemorar, mas já na 2ª temporada não houve fôlego e a audiência ficou no mesmo patamar que se encontra hoje.

A resposta é muito simples. Você se lembra de Leandro? Deixa eu refrescar sua memória, ele tem o cabelo todo vermelho. Ainda não? Mais uma dica: ele é conhecido como Leandro Pica-Pau. Lembrou? Não? Pois é, esse cara foi o vencedor do Ídolos 1, derrotando Lucas (que por mais que eu tente, é impossível lembrar o sobrenome).

Pela Record, alguém lembra quem venceu o programa o ano passado? E aos que lembram eu pergunto se estão ouvindo algum sucesso do vencedor ou se ele emplacou algum sucesso no país todo? Não, né. Essa é a diferença. Enquanto nos EUA American Idol realmente forma novos Ídolos como a exuberante Kelly Klarkson que depois do programa ficou mundialmente conhecida e ainda hoje, anos depois de ter estado no programa, continua no auge da carreira, no Brasil vemos vencedores que já são esquecidos no dia seguinte.

A exceção ao formato foi Popstars feminino que formou o grupo Rouge que conseguiu uma fama assombrosa, mas pouco duradoura. Enfim, enquanto a Record - atual detentora dos direitos do programa - pensar em Ídolos apenas como um programa de entretenimento, não vai adiantar, não teremos novos ídolos nunquinha.

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Eu preciso falar. O que foi a interpretação da Paloma Duarte no capítulo desta quinta em Poder Paralelo? Podem discordar o quanto quiser, podem dizer que Christiane Torlone foi brilhante em Caminho das Índias, ou a Cássia Kiss que foi sensacional em Paraíso, mas pra mim, a melhor atuação feminina no ano e, disparada, foi de Paloma Duarte que nos presenteia com sua Fernanda Lyra. Palmas pra ela - e de pé.

Quero também fazer uma observação para a excelente atuação da dupla Patrícia França e Guilherme Boury, muito bem nos papéis de Nina e Pedro, também em Poder Paralelo.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Norma: um acerto errado


Quem assistiu à estréia da nova série da Globo no último domingo pôde perceber que ela tem todos os elementos de quadro do "Fantástico". Bom texto, bom elenco, boa fotografia, interação com o público. E Denise Fraga!

Depois de diversos anos à frente dos mais variados quadros humorísticos e com moldes completamente diferentes dos tradicionais, a atriz emplacou uma série dentro desses mesmos critérios.

"Norma", na verdade, tem o selo Denise Fraga de qualidade. Ou seja: é um presente para quem gosta de assistir humor despojado, mas de qualidade, frases e situações fortes, que nunca parecem forçadas ou de baixo nível. É o típico humor que, às vezes, tem uma pitada de pimenta. Mas que mesmo assim pode ser assistido por toda a família, dos 8 aos 80.

A interação com o público me chamou a atenção. Denise Fraga é Norma, uma pesquisadora que faz tudo na sua vida baseada em pesquisa. E exagera na dose profissional. Por conta disso, após uma pesquisa estatística, decidiu separar-se de seu marido, que mesmo assim continua aparecendo sempre. Afinal ela ainda o sustenta - ao menos com comida. Norma ainda é mãe de uma adolescente e, em meio a esse caos, ela pergunta aos colegas de trabalho como "uma mulher divorciada, que trabalha fora e é mãe de adolescente consegue arrumar um jeito para namorar".

É aí que entra o público. Público este que está no estúdio e conversa com Denise, num bate papo informal e divertido. A espontaneidade de Denise Fraga diante da platéia me chamou a atenção também. Acabou tudo parecendo conversa de amigos. E a Norma, claro, segue as dicas dadas a Denise, mexendo na condução da história, mas nem tanto assim, já que fica claro que o roteiro não é modificado. Com todos esses ingredientes, a série é excelente e veio em boa hora, principalmente por estarem em falta produtos de qualidade alta.

Mas há um porém em meio a tantos elogios. O molde diferente que mais parece um quadro corre o risco de não agradar o telespectador, que pode rejeitar tantas interrupções a história para ajudar a Norma. É um risco que a direção da emissora correu.

E mais do que isso: um produto dessa qualidade corre o risco, sim, de cair no esquecimento pelo simples fato de que o telespectador brasileiro não tem o histórico de gostar de programas que o faça pensar. E é esse o tipo de humor de Norma e Denise Fraga. O brasileiro tem preguiça de pensar, principalmente em frente da TV. Por isso, na minha opinião, Norma é um acerto errado.

*Este texto também está no site Famosidades. Conheça tudo sobre o mundo dos famosos no site.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Alma Gêmea é um presente


Sei que o melhor num texto opinativo é que ele seja principalmente diversificado, por isso peço licença para me repetir à semana passada e falar novamente sobre novela. Sim, sobre novela. Mas dessa vez, diferentemente da outra semana, quero me ater a uma boa novela, como exemplo às demais.

Se critiquei e continuo com a mesma opinião sobre a fraca "Viver a Vida", também preciso dar o devido mérito à Rede Globo que põe em sua programação - de forma acertada ou não, vale a discussão - uma obra de arte da dramaturgia, chamada "Alma Gêmea".

Uma novela que foi ao ar há pouco tempo de fato não deveria ser reprisada porque o público tem lembranças fortes ainda. Mesmo assim é admirável poder assistir uma novela tão bem feita, com um roteiro tão redondo, cenas muito bem elaboradas e com situações e seqüência normalmente surpreendentes.

A história de Serena e Rafael foi muito bem contada por Walcyr Carrasco que, em praticamente todo capítulo colocava uma cena excepcional para brindar o público. O amor entre o casal protagonista era por si só algo lindo de se ver, não havia exagero, não havia clichê e nunca parecia algo forçado ou meloso demais. Tudo ali sempre fez sentido.

A interpretação, principalmente de Priscila Fantin, deixa a desejar e está muito aquém do núcleo protagonista. Flávia Alessandra já dava mostras de que seria uma grande atriz e Eduardo Moscovis dispensa qualquer comentário, pois todos sabem como é um dos atores mais talentosos do país.

Outro fato que torna a novela deliciosa de se assistir é o núcleo cômico - que não é pequeno - com situações muito bem construídas e sempre divertidas. Destaque para Fúlvio Stefanini e Fernanda Souza que normalmente arrancavam muitas - e agora arrancam novamente - do público em suas atuações.

Em uma época em que vemos uma novela das 21h tão fraca, tão cheia de clichês e com personagens que simplesmente não conseguem agradar ao público, poder assistir "Alma Gêmea" é um presente, um prêmio para quem tem a oportunidade. Pois ali, sim, vemos uma novela.

*Este texto foi originalmente escrito para o site Famosidades Conheça tudo sobre o mundo dos famosos no site.

domingo, 4 de outubro de 2009

As Melhores Atrizes Brasileiras de Todos os Tempos

Continuando com nossa saga infindável com a Lista de Melhores e Piores, chegou a vez de elegermos as 10 Melhores Atrizes Brasileiras de Todos os Tempos, segundo a opinião de 10 pessoas. Foi uma votação interessante porque apareceram alguns nomes inesperados, mas a lista, como um todo, até que ficou de uma certa forma, bem justa. Confira:

10 - Patrícia Pilar - 1964



Uma boa atriz precisa fazer bons papéis, mas uma ótima atriz, transforma qualquer papel numa boa interpretação. Essa definição que é até clichê no mundo da dramaturgia se encaixa perfeitamente a Patrícia Pilar.
Uma atriz que nunca, ou quase nunca, ficou marcada no imaginário popular, principalmente porque nunca foi de aceitar papéis muito grandes ou papéis absolutamente complexos e que chamassem a atenção do público, ainda assim, toda vez que ela dá vida a um personagem, este personagem, literalmente, rouba a cena.
Ela estreou na TV numa das principais novelas da história, Roque Santeiro, e ali já teve o olhar da crítica para sua atuação firme, mesmo num papel pequeno. Em 1986 o Brasil pôde definitivamente saber que ali estava um talento, na primeira versão de Sinhá Moça, Pilar deu vida a Ana do Véu e conquistou o coração dos fãs.
Ela continuou fazendo novelas e sua primeira chance como protagonista foi na novela Salomé, que não fez grande sucesso junto ao público, mas sua interpretação sempre foi elogiada.
Em Renascer e Pátria Minha, Patrícia Pilar tomou conta da novela em boa parte da trama, dando interpretação viva e forte mostrando que teria muito sucesso pela frente. Em 1996, a atriz fez o Brasil parar emocionado com sua atuação em O Rei do Gado, quando deu vida a Luana (Marieta Berdinazzi), sendo até então considerado este seu principal papel.
Depois disso a atriz deixou de lado a vida de protagonista e encarnou dois personagens menores, mas que invariavelmente roubaram a cena, em Cabocla foi Emerenciana e arrancou muitas gargalhadas do público com seus trejeitos e na segunda versão de Sinhá Moça foi Cândida Ferreira, emocionando a todos com uma interpretação perfeita.
Mas seria em 2008 que Patrícia Pilar entraria para a história da TV com uma das principais atuações, senão a principal, em todas as novelas. Flora Pereira da Silva, a vilã sórdida de A Favorita fez muitos telespectadores sentirem medo dela, com uma atuação impecável, Patrícia Pilar espantou o Brasil com sua capacidade de criação e levou todos os prêmios possíveis de melhor atriz.
Com tantos trabalhos excepcionais, Patrícia Pilar não poderia ficar de fora duma lista como essa e no blog ela abre a lista de melhores atrizes brasileiras, ocupando a 10ª colocação.

9 Cláudia Abreu - 1970



Uma pessoa que sempre quis atriz, que brincava com o irmão quando era criança e ela, invariavelmente, queria ser atriz na brincadeira. Essa é a história de vida de Cláudia Abreu, a atriz que conquistou seu espaço na TV com atuações excelentes.
Comparada a outras atrizes dessa lista, Cláudia é a que deve ter menos trabalhos televisivos, até por ser mais nova que a maioria, mas em todos os trabalhos esteve impecável e recebeu todos os tipos de elogios possíveis vindos da crítica que já a consideravam uma estrela global muito antes de seu principal papel na TV.
A atriz estreou na TV em Hipertensão no ano de 1986 após ser vista no teatro e, a partir dali, nunca mais parou. Em 1989 esteve em Que Rei Sou Eu, uma das novelas de maior sucesso do horário na Globo e explodiu com sua personagem Princesa Juliette conquistando a simpatia de todos.
Em 1990 seu primeiro papel de destaque, em Barriga de Aluguel, Cláudia foi Clara e emocionou o público com sua história conturbada, confusa e muito triste. Muito do sucesso da novela se deve a interpretação da atriz.
A partir de então, Cláudia Abreu estava sempre na TV, senão em novelas, estava fazendo participações especiais em séries da Globo, mas nunca passava dois anos inteiros fora da tela.
Em 1999 realizou um sonho, interpretar uma escrava branca, no bom estilo A Escrava Isaura, novela que viu na infância. Em Força de um Desejo ela foi Olívia e começou num pequeno papel, mas roubou a cena e tomou a novela para si com a melhor interpretação da obra.
Depois da novela, voltou a fazer participações especiais em séries globais por alguns anos esperando um novo convite para novelas.
E ele veio, o melhor deles, aliás. Laura Prudente da Costa foi vivida por Cláudia Abreu em Celebridade e parou o Brasil pela sua interpretação. A primeira vilã da carreira da atriz mostrou que ela era capaz de criar uma personagem complexa e bem humorada. Novamente a atriz roubou a cena e foi dona da novela, deixando de lado os protagonista e os outros vilões da trama.
Em seguida, Cláudia Abreu estava novamente num papel difícil, interpretar a sofrida Vitória em Belíssima. Arrancando qualquer vestígio de Laura, a atriz foi brilhante e logo fez o público esquecer-se da vilã pérfida e torcer pela sua mocinha.
Sua primeira protagonista de horário nobre viria em Paraíso Tropical, quando a atriz interpretaria as gêmeas Paula e Taís, mas por engravidar pouco antes da novela começar, Claúdia Abreu teve de abrir mão do papel. Ela voltou a TV em 2008 interpretando Dora, em Três Irmãs, novela que não funcionou e não agradou o público.
Com excelentes trabalhos, sempre conquistando o público, Cláudia Abreu é considerada a melhor atriz de sua geração e aparece em 9º lugar na nossa lista.

8 - Tereza Raquel - 1935



Uma atriz que nunca teve grande oportunidades na TV e, quando as teve, agarrou completamente e mostrou que é uma das melhores atrizes que o Brasil já viu. Assim define um diretor a Tereza Raquel.
Ela é da geração que começou a atuar antes mesmo de existir televisão no Brasil, vem das rádio-novelas e também do teatro no início da década de 50 e sempre com muita fama e respeito por parte de todos.
Começou na TV em 1958 na novela O Jovem Dr. Ricardo, com uma ponta que chamou a atenção da direção. Em 1966, num papel maior, conquistou o público interpretando Francis, na novela A Pequena Karen.
A década de 70 foi muito boa para a atriz que recebeu elogios e prêmios por estar em várias novelas como Jerônimo, o Herói do Sertão, O Grito e O Astro. A década de 80 novamente mostrou Tereza Raquel roubando a cena nas novelas Baila Comigo e na primeira versão de Paraíso, quando interpretou Aurora e fez muito sucesso junto ao público.
Em Que Rei Sou Eu foi a Rainha Valentine e soube causar momentos de muita gargalhada do público, dando o tom correto a sua personagem sem cair no clichê, fato que foi muito elogiado por todos.
Mas seria em 1995 o grande papel da carreira da atriz. Na novela A Próxima Vítima ela foi Francesca Ferreto, numa novela perfeita do começo ao fim, com um elenco afiado, era difícil alguém se destacar, pois Tereza Raquel conseguiu, chamando a atenção de todos e vencendo prêmios.
Ela ainda esteve na novela Era uma Vez, interpretando Berta, mas depois disso apenas pequenas aparições nos programas globais, sem nunca mais ter um personagem só seu numa novela, o que causa lamento na crítica e nos fãs.
Mesmo assim, o blog não poderia esquecer-se de uma atriz tão vitoriosa e por isso ela foi eleita a 8ª melhor atriz brasileira de todos os tempos.

7 - Glória Menezes - 1934



Uma mulher que já é considerada uma das melhores atrizes do Brasil mesmo antes da TV existir, isso por si só é algo a se pensar. Essa carreira vitoriosa é de Glória Menezes.
Segundo ela mesma, sempre quis ser qualquer coisa, menos atriz e a carreira aconteceu por acaso, mas foi paixão a primeira vista, por isso nunca pensou em mudar de profissão, mesmo com tantas mudanças na TV e cinema nacionais.
Ela começou na TV em 1963 na novela 2-5499 Ocupado, interpretando Emily e já fazendo sucesso com seu jeito simples de atuar que chamava a atenção por não ter exageros.
A partir daí a carreira de Glória deslanchou na TV e ela não parou mais. Apenas na década de 60 foram dez novelas, número recorde na época, as principais foram: Pedra Redonda, A Deusa Vencida, Sangue e Areia e Rosa Rebelde. Em todas a atriz teve destaque e foi muito elogiada.
Em 1970 seu primeiro gigantesco trabalho, na novela Irmãos Coragem, a atriz roubou a cena interpretando três personagens Maria de Lara, Diana e Márcia e conquistou público, crítica e colegas.
Ela não parou, continuava a fazer muitas novelas mesmo já sendo uma estrela na TV. Foram Cavalo de Aço, O Semideus, Espelho Mágico até chegar em outro retumbante sucesso, Pai Herói.
Glória Menezes é considerada uma das atrizes que mais trabalhou em novelas, esteve ainda em Guerra dos Sexos, Brega e Chique e também na excepcional A Rainha da Sucata, divertindo o público com sua personagem.
A atriz diminuiu o ritmo na década de 90 e passou a escolher melhor seus trabalhos. Fez A Próxima Vítima, Deus nos Acuda, todas novelas de grande repercussão e com personagens ótimos.
Em Senhora do Destino teve grande destaque como a Baronesa e emocinou o público com sua história, mostrando que não importa a idade, uma grande atriz é sempre uma grande atriz.
Seu último trabalho foi em 2008 na novela A Favorita, quando interpretou brilhantemente Irene e chamou a atenção por sua vitalidade, pois era uma das personagens principais da trama.
Glória Menezes já recebeu inúmeros prêmios por atuação e por isso figura na lista de melhores sempre. Aqui, ela fica com o 7º lugar.

6 - Marília Pêra - 1943



Dona de um dos maiores talentos da arte brasileira, seja no teatro, no cinema, na TV ou na música, e também dona de um dos maiores egos do país, essa é Marília Pêra.
Atriz que sempre trabalha em grandes papéis, sempre envolvida em polêmicas por não aceitar papéis menores por se considerar uma das maiores atrizes do país - e realmente é - está na TV desde sempre, praticamente.
Estreou em 1965 em Rosinha do Sobrado, arrancando suspiros dos marmanjos da época por sua beleza impressionante, mas chamando a atenção de todos por seu talento que parecia não ter fim.
Desde então está sempre na TV e, ainda na década de 60 esteve na novela que revolucionou o jeito de se fazer teledramaturgia e se diz honrada por fazer parte daquela equipe, estando num dos papéis principais de Beto Rockfeller.
Na década de 70 somente fez grandes papéis como em Uma Rosa com Amor, quando interpretou Serafina ou em Supermanuela ao dar nome a protagonista e receber todos os elogios possíveis.
Nos anos 80, seu sucesso na TV foi em Brega e Chique e em Top Model, ambas ela esteve muito bem e até recebeu prêmios por isso, sendo elogiada sempre. A partir daí, a atriz decidiu se dedicar a carreira no teatro e fez pequenas aparições em séries da Globo ou em minisséries de curtíssima duração, fato que ela mesmo preferia, segundo ela.
Em 2004 Marília voltou às novelas em Começar de Novo como a Vó Doidona, mas a novela foi um fracasso completo. Ela esteve novamente na TV em 2006, na novela Cobras e Lagartos e sua personagem Milu, roubou a cena com uma das interpretações mais divertidas do horário.
Sua última participação em novelas foi em 2007 na novela Duas Caras, quando interpretou Gioconda e tomou conta da novela, mostrando que é sim uma grande atriz.
Por tudo isso Marília Pêra sempre é lembrada como uma das principais atrizes do Brasil e no blog ficou com o 6º lugar.

5 - Glória Pires - 1963



Todas as profissões existem os especialistas, isso é um fato inegável. E na interpretação não poderia ser diferente, afinal é uma profissão. E a especialista em TV e novelas é Glória Pires, a principal atriz de novelas do Brasil, considerada por todos.
Uma atriz que é impossível escolher qual seu melhor papel e qual sua melhor atuação já mostra que é uma vencedora, Glória Pires vai além, praticamente todos os seus papéis são excelentes.
Ela começou em 1968 em A Muralha e lá arrancou elogios e nunca mais parou de fazer TV. Novamente em 1968 ganhou destaque, com 05 anos de idade na novela A Pequena Órfã ao interpretar Glorinha e chocar a todos com sua capacidade de interpretar.
Depois disso fez algumas séries na Globo até ser convidada para uma nova novela e de novo roubar a cena. Em Selva de Pedra, foi Fatinha e encantou a todos com sua forma de interpretar.
Esteve ainda em Duas Vidas e Dancin' Days, sempre muito elogiada, mas sua primeira grande chance foi em Cabocla, quando foi a protagonista Zuca e chamou a responsabilidade para si, deu conta do recado, ao contrário do que muitos achavam, e virou uma estrela na TV.
Glória Pires virou figurinha fácil nas novelas da Globo, esteve em As Três Maria, Água Viva e Louco Amor, além de muitas outras. Até ter sua primeira interpretação considerada fora de série. Em Vale Tudo, ela foi Maria de Lourdes. Uma aprendiz de vilã que chocou o Brasil com suas atitudes, mas chocou a crítica com sua interpretação firme e que nunca caiu no clichê das vilanias.
Ela ainda fez Mico Preto e O Dono do Mundo, ambas novelas não tiveram a repercussão desejada, mas na segunda versão de Mulheres de Areia, Glória Pires chocaria o Brasil novamente com sua interpretação das gêmeas Ruth e Raquel. Mais do que interpretar as gêmeas, Glória Pires fez o impensável, interpretou 04 personagens, deixando o público completamente confuso, como ela queria. Ela fez Ruth, Raquel e Ruth imitando Raquel e Raquel imitando Ruth.
Depois dessa obra prima, ela ainda esteve de forma seguida em três trabalhos com interpretações incríveis: Memorial de Maria Moura, O Rei do Gado e Anjo Mau, nesta última mostrou uma capacidade de mudança impressionante.
Aí, ela esteve em seu primeiro fiasco. Suave Veneno não agradou nem público, nem crítica e nem Glória que afirma sem medo que este foi seu maior erro na TV.
Em Belíssima ela interpretou Júlia, protagonista mais complexa da TV, por simplesmente não ter nada de protagonista. E como ela soube fazer isso muito bem, roubando a cena em muitas oportunidades. Depois ela esteve em Paraíso Tropical, seu último trabalho na TV.
A expectativa de todos é que Glória Pires volte em 2011 na novela de Gilberto Braga, novamente como vilã. Por tantos papéis brilhantes, Glória Pires é, para nós, a 5ª melhor atriz brasileira de todos os tempos.

4 - Irene Ravache - 1944



A atriz precisa saber escolher os personagens, não adianta aparecer toda hora na TV se não for para poder emocionar os telespectadores. Assim define a sua carreira Irene Ravache, que sempre prezou pelos bons personagens e sempre soube dar vida a eles com maestria.
A atriz é da geração que entrou na TV na década de 60 e ali, em meio a tantos talentos do teatro e cinema, garimpou um lugar para si na televisão e nas telenovelas, que ainda era um produto novo e nunca mais saiu.
Irene estreou em Paixão de Outono e chamou a atenção por sua firmeza na forma de olhar para a câmera e também em sua capacidade de mutação. Por causa disso continuou fazendo novelas em todos os anos seguintes, estando em Eu Compro Esta Mulher, O Grande Segredo e Sublime Amor, até estrelar Beto Rockfeller e fazer retumbante sucesso com sua personagem Neide, vencendo inclusive prêmios.
Na década de 70 foram muitas novelas, todas com sucesso e com a atriz sempre chamando a atenção para sua interpretação. Como em O Machão, A Viagem, O Profeta e Cara a Cara, sempre dando show.
Em Guerra dos Sexos, Irene Ravache, roubou a cena ao lado de Fernanda Montenegro e dividiu o papel principal com a atriz, arrancando gargalhadas e mostrando sua veia cômica, como mostrou novamente em Sassaricando.
Em 1994 ela arriscou e se deu bem. Deixou a Rede Globo e foi para o SBT interpretar o principal papel de sua carreira. Dona Lola, em Éramos Seis até hoje está no imaginário popular como uma das personagens mais queridas da TV. Lola é a personagem brasileira de maior sucesso fora da Rede Globo.
A atriz voltou a Globo no fiasco Suave Veneno, mesmo com personagem de destaque, como a novela não fez sucesso, ela também não fez. Fez ainda algumas participações especiais, até voltar com tudo diante do público ao interpretar Katina, na novela Belíssima e comandar o principal núcleo cômico de uma novela em horário nobre.
Sua última novela foi Eterna Magia, roubando a cena e tomando conta da novela com sua personagem Loreta. Ela também esteve em Tudo Novo de Novo, série global de 2009.
Irene Ravache é querida do público e também dos colegas, que a consideram uma excelente pessoa. Com tantas qualidades é impossível não estar como as melhores e aqui, figura no 4º lugar.

3 - Eva Wilma - 1933



Uma atriz que por muito tempo figurou como a principal atriz do Brasil na opinião de muita gente, devido a sua capacidade de compor um personagem. Esta é Eva Wilma, um talento sem fim.
Ela também é da geração de tantas atrizes que surgiram para a TV na década de 60, oriunda do teatro e tentando aprender um pouco do novo veículo que era a televisão. Rapidamente se tornou uma estrela.
Ao contrário da maior parte das atrizes, ela não estreou na Globo, mas na TV Record e fez sucesso na extinta TV Tupi. Esteve em Fatalidade, Prisioneiro de um Sonho, todas na TV Record e na TV Tupi participou de Angústia de Amar, Nenhum Homem é Deus e O Meu Pé de Laranja Lima.
Teve sua primeira grande chance na Tupi, ao interpretar as gêmeas Ruth e Raquel na primeira versão de Mulheres de Areia que foi um sucesso e ela recebeu muitos elogios da crítica.
Esteve na Tupi até 1979, ainda fazendo parte do elenco de A Viagem, O Julgamento, Roda de Fogo, entre outras, nessas ela sempre fez muito sucesso e tomava conta da novela.
Estreou na Globo no sucesso Plumas e Paetês, interpretando Rebeca e fazendo muito sucesso na nova casa. Em seguida vieram só sucessos, Ciranda de Pedra, Elas por Elas e Guerra dos Sexos.
Em Roda de Fogo e Sassaricando, novelas seguidas, Eva Wilma chamou a atenção por fazer papéis tão diferentes e ainda assim se sair tão bem, um papel em nenhum momento lembrou o outro, feito que a crítica elogiou bastante.
A atriz ainda esteve em muitos sucessos como Que Rei sou Eu, Pedra sobre Pedra, Mico Preto e o sucesso O Rei do Gado.
Mas foi em A Indomada que Eva Wilma mostrou ainda estar em ótima forma, com cenas difíceis, complexas e sempre muito bem interpretadas ela chamou a atenção do telespectador.
Seu último grande papel foi em Desejo Proibido, 2007, ao interpretar Cândida. Atualmente ela se dedica mais ao teatro do que a TV.
Eva Wilma sempre aparece entre as 3 principais atrizes da história do Brasil e aqui não seria diferente, 3º lugar.

2 - Laura Cardoso - 1927



Uma atriz que não interpreta apenas, mas que ensina todos ao seu redor a melhor maneira de se interpretar, e bem um papel difícil. Essa é a excepcional atriz Laura Cardoso.
Mesmo com mais de 80 anos continuar na ativa mostra a paixão de Laura pela profissão e ela mesmo diz parar só quando morrer.
Ela começou a carreira de atriz bem antes da TV, no teatro antes da década de 50 e já era famosa quando a TV Tupi decidiu criar a chamada telenovela, evidentemente ela teria que fazer parte do elenco.
Em 1952 esteve em Tribunal do Coração, novela ainda ao vivo e que era muito complicada de se fazer por causa do pouco equipamento, mas ainda assim Laura Cardoso foi a mais elogiada na trama.
Ela ainda fez duas novelas até voltar um período para o teatro no fim dos anos 50, participando apenas de Especiais para a TV Tupi, pois era contratada da emissora. Em 1962 ela roubou a cena em A Noite Eterna, chamando a atenção pela forma diferente de interpretar Marta.
Ela fez muitos trabalhos para a Tupi, como Olhos que Amei, Fatalidade e Abnegação, todas novelas de sucesso na época e que tornaram a atriz um dos principais nomes da dramaturgia do país.
Mudou-se para a Record e esteve em sua primeira grande novela em As Pupilas do Senhor Reitor foi Tereza e virou protagonista com uma interpretação que beirou a perfeição na opinião de todos.
Ela ficou a década de 70 toda entre a Record e a Tupi, sempre escolhendo muito bem seus papéis, como em Quero Viver, O Leopardo, Os Inocentes e Ídolos de Pano, todas novelas em que ela esteve muito bem.
Na década de 80 estreou na Globo em Brilhante, como Alda, papel que o autor fez questão que fosse interpretado por Laura Cardoso.Seu primeiro grande sucesso na Globo foi em Pão Pão, Beijo Beijo, como Donana que arrancou gargalhadas e lágrimas dos telespectadores.
As crianças da década de 90 também lembram muito bem de Laura, afinal ela esteve numa das principais séries infantis da década. Como Dona Lila, a atriz fez muito sucesso em Mundo da Lua.
Em seguida a atriz emendou 04 grandes trabalhos Felicidade, Mulheres de Areia, A Viagem e Irmãos Coragem, um feito porque ela já estava na época com quase 70 anos. Fez ainda Explode Coração, Salsa e Merengue e Meu Bem Querer, todas de forma seguida, mostrando fôlego e dando show de interpretação.
A partir daí, Laura diminuiu o ritmo, mas ainda esteve em A Padroeira, Esperança, Chocolate com Pimenta e Como uma Onda. Depois fez pequenas participações em novelas, ficando sem uma oportunidade grande.
Oportunidade que veio em 2009, ao interpretar Laksmi Ananda em Caminho das Índias, Laura Cardoso roubou a cena, mostrando que mesmo com mais de 80 anos, ainda estava em plena forma para interpretar.
Com tantos trabalhos ótimos e talento de sobra, Laura Cardoso merece estar na lista num lugar de destaque, por isso foi considerada a 2ª melhor atriz brasileira de todos os tempos.

1 - Fernanda Montenegro - 1929



Alguém tinha dúvida de que ela seria a vitoriosa. A dama da TV brasileira, a atriz que mais sucesso faz no Brasil e fora dele, respeitada e considerada a deusa da interpretação no país, não poderia ser outra senão Fernanda Montenegro.
Atriz de teatro que resistiu bravamente mais de 10 anos a inúmeros convites da TV. Começou no teatro na década de 50 e dizia-se feliz ali e nem um pouco curiosa ou fascinada pelas tais telenovelas que todos queriam fazer.
Mas não teve jeito, no final da década de 60 conseguiram convencer a atriz a tentar a sorte na TV. Ela começou em Redenção numa pequena participação especial, mas sua primeira novela de fato foi A Muralha, já como protagonista Fernanda Montenegro mostrava seu talento para todo o país, talento que já era respeitado no teatro e no cinema.
A partir dali, com um único trabalho, a atriz já era considerada o principal nome da TV brasileira. Ela fez 04 novelas seguidas e em todas eram a principal, foram Medéia, Cara a Cara e Brilhante, além da primeira já citada. Em todas, Montenegro espantou a crítica e mostrou que era realmente o maior nome da interpretação no Brasil.
Sua primeira protagonista cômica veio em Guerra dos Sexos, uma das novelas mais divertidas da história da TV, em que Fernanda recebeu todos os prêmios da época.
Fez ainda Cambalacho como protagonista, até dar um tempo na TV para voltar a se dedicar ao teatro, afinal, já haviam se passado 20 anos com novelas e sempre como protagonista.
A partir de então, Fernanda Montenegro deixou de fazer grandes e longos papéis, aceitando ser protagonista de fases menores de novela como em Renascer ou em O Mapa da Mina em que ela dividiu o papel de protagonista. Segundo ela, assim era melhor para conciliar toda a carreira.
Em Zazá a atriz voltou a ser protagonista e chamou a atenção da crítica divertindo a todos com sua interpretação amalucada. Depois disso ela fez muitas séries na Globo e recusou papéis em novelas, para poder se dedicar ao cinema e foi nessa época que a atriz conquistou o auge. Com o filme Central do Brasil, Fernanda Montenegro foi a primeira e - até hoje a única - brasileira a ser indicada ao Oscar de melhor atriz e também ao Globo de Ouro, feito que muitos consideram impressionante.
Ela ainda fez Esperança, como co-protagonista, mas a novela não emplacou e ela não gostou muito do papel. Tanto tempo sem um grande papel na TV foi estranho para a atriz, mas ela foi recompensada em Belíssima. Sua primeira grande vilã na televisão no papel de Bia Falcão.
Fernanda não queria fazer a novela toda e, por isso, sua personagem foi dada como morta, mas mesmo estando fora da novela por pelo menos 30% da trama, ela continuava a controlar tudo e todos. Em cena, Fernanda Montenegro superou as expectativa e, na época, foi considerada a pior vilã de todos os tempos ao lado de Odete Roitman e Laura Prudente da Costa.
Com tantos prêmios no Brasil, tantas novelas, tantas peças, tantos filmes e com uma indicação ao Oscar, seria difícil não dizer que Fernanda Montenegro é a melhor atriz brasileira de todos os tempos. E ela é, pelo menos para nós.

sábado, 3 de outubro de 2009

Resultado da Enquete e Final

Vai aí o resultado da enquete: "Qual o seu autor preferido de novelas? - parte 2"

1º Gilberto Braga - 30%

2º João Emanuel Carneiro - 25%

2º Walcyr Carrasco - 25%


4º Benedito Rui Barbosa - 14%

5º Carlos Lombardi - 3%

Como tivemos um empate no 2º lugar, então três autores irão para a grande final, juntando-se aos dois melhores da primeira enquete (Sílvio de Abreu e Glória Perez).

Vote ali do lado, qual o seu autor preferido de novelas?

Paraíso e suas conquistas


Definitivamente dá pra entender o motivo de a Globo ser líder de audiência e preferência do público em cada área da TV. Especificamente na dramaturgia, isso fica claro porque a emissora sabe acertar nos mínimos detalhes, inclusive ao saber exatamente qual o tipo de público que está com a televisão ligada em determinado horário.

Após sofrer muito com constantes quedas de audiência que começou com Eterna Magia e se arrastou por Desejo Proibido, Ciranda de Pedra e Negócio da China, esta última acabou de afundar o horário com audiência abaixo dos 20 pontos em alguns capítulos, a Rede Globo decidiu parar de apostar e trazer de volta o formato mais simples, o amor meloso, sem grandes mudanças, pois o que o público do horário quer ver, segundo entendia a direção da emissora, é um grande e lindo amor.

Foi isso que Paraíso fez, uma novela que já havia sido produzida e feito grande sucesso nos anos 80, foi novamente produzida, com os mesmos personagens, com o mesmo charme e com um texto redondinho. Nada de muito extraordinário. O público não foi brindado com seqüência de cenas que vão entrar para a história da TV, muito menos com personagens tão fortes que serão inesquecíveis. A novela acertou justamente por não ter nada disso, ela acertou por levar de volta ao horário a simplicidade, mostrar pessoas simples e reais que tudo que querem na vida é serem feliz, nem mais nem menos.

O elenco era espetacular? Não. Natália Dill pecou como a protagonista Santinha, não chegou a comprometer a personagem, longe disso, mas ela não encontrou a melhor forma para compo-la, isso é fato. Outros personagens acabaram ficando um pouco exagerados e outros tiveram destaque demais para atuação de menos (né Daniel?). Em compensação, alguns do elenco deram banho de interpretação e o destaque maior da companhia foi Cássia Kiss que não apenas interpretou, mas encarnou muito bem sua personagem, conseguindo o que poucas personagens conseguem, arrancar emoção e gargalhadas dos telespectadores.

Paraíso sai de cena com o horário das 6 parcialmente recuperado, fechando com 27 de média, quase 6 a mais que sua antecessora e a 3 da meta que a Globo impõe ao horário, mas nesses últimos capítulos esteve sempre próxima dos 30 pontos. Essa recuperação é prova de que não existe crise de audiência na Globo e que nenhuma outra emissora se aproxima, mas prova de que com um bom trabalho, o público volta a ver novelas. Simples assim.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Flash Forward - "White to Play"



* Texto com spoiler

Após o eletrizante episódio piloto, Flash Forward voltou em seu 2º episódio e os fãs ansiosos querendo muitas respostas, ávidos por novas informações da série que, pelo jeito, chegou para ficar.

Em "White to Play", 2º episódio da série, vemos uma sequência muito mais lenta de acontecimentos. Nada tão instigante como no episódio de estréia, mas também pudera, seria impossível que a série mantesse o mesmo ritmo alucinado para sempre, até porque não é este o objetivo.

Vemos no episódio o drama de cada personagem e a forma como eles estão lidando com o fato de que sabem seu futuro. Mark está numa situação muito interessante para a série, afinal, como ele mesmo disse: "No trabalho eu luto para que estas visões sejam mesmo do futuro e aqui em casa, eu rezo para que não".

Essa frase é emblemática, pois sozinha nos remete exatamente a situação de cada um dos personagens. Afinal, será mesmo que a "sabedoria" é um dom, como disse o médico amigo da Dra. Olívia? Ou saber que seu futuro não é tão bom ou então estar com alguém que você nunca tenha visto antes, é realmente uma bênção? Essas questões passam pela cabeça de cada um dos personagens.

O início do episódio foi absolutamente sinistro. A imagem de todas as crianças deitadas no chão, numa quadra e parque de diversão duma escola, em pleno "apagão", com uma música sinistra sendo cantada por crianças ao fundo enquanto Charlie ficava lá, de pé, olhando para elas, foi realmente impactante. Mesmo que logo depois o episódio mostre que tudo não passou de uma brincadeira chamada de "apagão", criada pelas crianças. Boa tacada.

O episódio definitivamente centrou-se nos conflitos humanos. Mark e a esposa lutando para que o futuro não seja real e eles não se separem, enquanto isso Olívia se desespera ao conhecer o estranho de sua visão e perceber que, de fato, o futuro está acontecendo.

Ainda temos Noh, o policial "coreano" que não viu nada. Meio clichê o fato da policial de Utah que não viu nada também morrer pouco depois, isso me irritou um pouco, confesso, mas nada que atrapalhasse a sequência.

E também existe a investigação e como existe. Já são, afinal de contas, dois os suspeitos de terem participado do "apagão". O suspeito zero - como o FBI chama o homem que estava calmamente andando pelo estádio enquanto todos "dormiam" - e o D. Gibbons, homem que clonou o cartão de uma protestante simpática e muito divertida.

A seqüência em que Mark e seu parceiro perseguem Gibbons na fábrica fechada de bonecas é muito interessante e bem feita e, novamente, vemos o flash forward de Mark acontecendo, quando a foto de uma boneca queimada é vista.

O episódio foi muito bom, não como o piloto, mas com outro enfoque. Ainda assim ficou acima do que eu esperava, novamente e ganhou mais fôlego, dando provas que veio para ficar.

Novamente Flash Forward deixou um gancho excpecional para o fim do episódio. Afinal, por que Charlie - a filha de Mark - falou: "D. Gibbons é um cara mau"? Se ela viu Dylan, o menino autista que Olívia salvou no episódio de estreia e filho do sujeito de sua visão, significa dizer que ela e Dylan estavam juntos com esse tal Gibbons? Só o futuro, ou um Flash Forward dirá.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Um exagero chamado Aline


Estreou nesta quinta-feira na Rede Globo a nova série brasileira, "Aline". Série que foi testada primeiramente como Especial de Fim de Ano e a direção da emissora decidiu apostar no formato para alguns episódios. Aline é protagonizada por Maria Flor e conta a história da personagem que dá nome a série, uma moça tresloucada, de bem com a vida e que tem dois namorados, vivendo com ambos num apartamento e mostrando que a relação dos três segue em perfeita harmonia.

Assim como foi no Especial de fim de ano, o primeiro episódio dessa temporada inicial de Aline conseguiu ter um enredo muito próximo ao enredo que imortalizou a personagem nas tirinhas de humor, o que por si só já é um feito, afinal levar uma personagem complexa como Aline para a TV e conseguir manter todo o sentido de inocência e sensualidade simultâneos vivos, é um feito.

A série estreou mostrando todo o exagero possível para uma história. Todos os tipos de exageros estão ali, ou seja, a série lida com o inimaginável, com o que não é possível, e para isso não cair na fantasia exagerada e tosca é muito difícil, principalmente quando se usa elementos como a direção usou, como mostrar a imaginação de Aline.

Isso em qualquer outra série seria um defeito, não em Aline. Essa característica singular da série em exagerar tudo é, na verdade, a grande tacada dos roteiristas e que prendem a atenção do telespectador durante todo o episódio. Ao telespectador não importa muito saber que ela e seus namorados não estão com dinheiro para pagar as dívidas, também não importa muito que a publicação do livro contando o diário dela tenha sido exagerado. O que importa mesmo ao público, é ver Aline e suas excepcionais tiradas, respostas bem dadas e, em alguns momentos principalmente, seus devaneios.

É difícil analisar todos os personagens apenas pelo primeiro episódio. Me parece que os dois namorados de Aline vão funcionar muito bem na série, mesmo com dois atores que podem a qualquer momento comprometer o desempenho, mas isso ainda não aconteceu neste episódio. Os pais da menina são personagens que mereciam por si só uma série, excelentes histórias e divinas atuações.

Mas o melhor mesmo é Maria Flor. Ela encarnou a personagem com uma desenvoltura que impressiona e mostra sua maturidade como atriz. Maria Flor já coleciona bons papéis, como na novela Belíssima, em que esteve muito bem. Mas em 2009 teve uma participação apenas discreta na 1ª fase de Som & Fúria. Agora, como Aline, Maria Flor deve roubar a cena e já começou a fazer isso, num ano em que a Rede Globo não teve nenhum grande destaque feminino em atuação, Maria Flor pode salvar 2009.

Emissoras & Curiosidades

1 - É impressão minha ou de fato a Luciana Gimenez tem cometido um número menor e impressionante de gafes durante seu programa, o Superpop? Eu não costumo assistir ao programa, mas sempre ouvia comentários sobre as bizarrices da apresentadora e já faz muito tempo que não ouço nada a respeito.

2 - A TV Gazeta continua sendo uma das emissoras mais charmosas para se assistir quando o assunto é entretenimento para donas-de-cas. O programa Mulheres com a apresentação da Cátia Fonseca conquista o público feminino e a Cátia continua impressionando pela sua simpatia.

3 - É incrível como a TV Cultura contiua com ótimos programas para o público infantil e continua obtendo alguns resultados excelentes em audiência. É o caso do desenho Doug que já marcou gerações passadas de crianças e continua fazendo sucesso entre a garotada. Enquanto isso, as emissoras maiores insistem em desenhos que só expõem as crianças à cenas de violência.

4 - A BAND ao que parece se perde quando o assunto é programação, mas acerta quando aposta em futebol, aliás, a emissora deveria voltar a investir em peso no esporte. A programação da emissora é pífia, somente acertando nos esportes. E a audiência tem dado retorno com a transmissão de jogos do Brasileirão e da Copa do Mundo de Futebol Jr.

5 - O SBT acertou em cheio com Harper's Island, tanto que roubou a vice-liderança de audiência no horário, deixando o maior investimento da Rede Record, "Bela, a Feia" em terceiro lugar. Vamos ver se a audiência vai corresponder agora, com a nova série, "Supernatural". A série é excelente, tem grande potencial, mas já não é inédita, como a outra era.

6 - O que se tem para assistir na Record? Cada vez mais eu percebo que a emissora que chegou a incomodar a Globo com uma programação invejável, se perdeu a tal ponto que não há praticamente um único programa ali que se salve. Exceção feita a ótima novela Poder Paralelo e a um ou outro programa.

7 - Viver a Vida continua perdida e a cada dia perde mais audiência, o sinal amarelo já deveria estar ligado, mas com a calma do autor, duvido que esteja. Enquanto isso, Caras e Bocas segue excelente, lembrando os melhores tempos de Walcyr Carrasco que segue inspiradíssimo.

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