sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Flash Forward - "White to Play"



* Texto com spoiler

Após o eletrizante episódio piloto, Flash Forward voltou em seu 2º episódio e os fãs ansiosos querendo muitas respostas, ávidos por novas informações da série que, pelo jeito, chegou para ficar.

Em "White to Play", 2º episódio da série, vemos uma sequência muito mais lenta de acontecimentos. Nada tão instigante como no episódio de estréia, mas também pudera, seria impossível que a série mantesse o mesmo ritmo alucinado para sempre, até porque não é este o objetivo.

Vemos no episódio o drama de cada personagem e a forma como eles estão lidando com o fato de que sabem seu futuro. Mark está numa situação muito interessante para a série, afinal, como ele mesmo disse: "No trabalho eu luto para que estas visões sejam mesmo do futuro e aqui em casa, eu rezo para que não".

Essa frase é emblemática, pois sozinha nos remete exatamente a situação de cada um dos personagens. Afinal, será mesmo que a "sabedoria" é um dom, como disse o médico amigo da Dra. Olívia? Ou saber que seu futuro não é tão bom ou então estar com alguém que você nunca tenha visto antes, é realmente uma bênção? Essas questões passam pela cabeça de cada um dos personagens.

O início do episódio foi absolutamente sinistro. A imagem de todas as crianças deitadas no chão, numa quadra e parque de diversão duma escola, em pleno "apagão", com uma música sinistra sendo cantada por crianças ao fundo enquanto Charlie ficava lá, de pé, olhando para elas, foi realmente impactante. Mesmo que logo depois o episódio mostre que tudo não passou de uma brincadeira chamada de "apagão", criada pelas crianças. Boa tacada.

O episódio definitivamente centrou-se nos conflitos humanos. Mark e a esposa lutando para que o futuro não seja real e eles não se separem, enquanto isso Olívia se desespera ao conhecer o estranho de sua visão e perceber que, de fato, o futuro está acontecendo.

Ainda temos Noh, o policial "coreano" que não viu nada. Meio clichê o fato da policial de Utah que não viu nada também morrer pouco depois, isso me irritou um pouco, confesso, mas nada que atrapalhasse a sequência.

E também existe a investigação e como existe. Já são, afinal de contas, dois os suspeitos de terem participado do "apagão". O suspeito zero - como o FBI chama o homem que estava calmamente andando pelo estádio enquanto todos "dormiam" - e o D. Gibbons, homem que clonou o cartão de uma protestante simpática e muito divertida.

A seqüência em que Mark e seu parceiro perseguem Gibbons na fábrica fechada de bonecas é muito interessante e bem feita e, novamente, vemos o flash forward de Mark acontecendo, quando a foto de uma boneca queimada é vista.

O episódio foi muito bom, não como o piloto, mas com outro enfoque. Ainda assim ficou acima do que eu esperava, novamente e ganhou mais fôlego, dando provas que veio para ficar.

Novamente Flash Forward deixou um gancho excpecional para o fim do episódio. Afinal, por que Charlie - a filha de Mark - falou: "D. Gibbons é um cara mau"? Se ela viu Dylan, o menino autista que Olívia salvou no episódio de estreia e filho do sujeito de sua visão, significa dizer que ela e Dylan estavam juntos com esse tal Gibbons? Só o futuro, ou um Flash Forward dirá.

1 Quebraram tudo:

Paulo Roberto Montanaro disse...

Muito bom comentário. Parabéns.
Creio que os próximos episódios vão se focando em um ou outro personagem, e pelo jeito cada episódio tbm tyerá um novo elemento no quadro de Mark...

Vamos ver.
Há braços
Paulo

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