sábado, 25 de maio de 2013

Teledramaturgia não é lazer, é entretenimento cultural

Desde que a TV produz dramaturgia a discussão existe e, certamente, irá perdurar por muitos anos. É uma questão complexa, afinal, envolve opiniões subjetivas e análises que vão além de prismas pessoais e devem passar por uma leitura da influência social que produtos de ficção tem diante de toda a comunidade de telespectadores. Enxergar o público televisivo como uma grande massa que não raciocina de forma independente, mas absorve apenas tudo que vê diante da tela não parece ser o melhor caminho para quem tem a responsabilidade social e artística de transmitir algo para outrem. Ainda assim, há os que enxergam na teledramaturgia uma forma exclusiva de desafogo, de lazer, de passatempo. Estes,...

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Amor à Vida levanta importante debate: o auto preconceito

Discutir a homossexualidade na TV já virou muito mais clichê que propriamente tabu. Foi-se o tempo em que o telespectador, arraigado em crenças completamente arcaicas e conservadoras, se incomodava com a presença de homossexuais nas telenovelas. Difícil imaginar que nos dias atuais possa haver rejeição de personagens assim a ponto deles precisarem ser eliminados da história, como aconteceu em Torre de Babel - exibida nos anos 90, nem tão distante assim, mas em uma eternidade, se considerarmos a mudança de gerações e da sociedade como um todo. Muitas tramas brasileiras já conseguiram discutir o tema e propôr tratamento de igualdade quando se fala em orientação sexual. Em América, Glória...

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Sangue Bom é complexa demais para a TV aberta

Com 21 capítulos exibidos até a noite da última quarta-feira, 22, a novela das 19 Horas, Sangue Bom - assinada por Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari, com direção de núcleo de Dênis Carvalho - não está sequer perto de cumprir seu objetivo mais simplório: recuperar a audiência do horário, que foi perdida por sua antecessora. Os números da novela, aliás, acompanham uma queda que preocupa, mesmo ainda estando em sua fase inicial. Porém, é preciso saber analisar tanto os números quanto a trama. O que parece claro é que o folhetim é muito complexo para ser exibida na TV aberta. Uma análise assim é delicada e cheia de riscos para quem a faz, porém, parece o caminho certeiro ao se refletir...

terça-feira, 21 de maio de 2013

Dona Xepa faz estreia convencional e acertada

Estreou na noite desta terça-feira, 21, a nova novela da Rede Record. Com assinatura de Gustavo Reiz, Dona Xepa entra em cena com um objetivo nada simples: recuperar o público de telenovelas da emissora que se perdeu desde a equivocada aposta em Máscaras e que se manteve perdida com Balacobaco. Difícil prever, mas pelo menos nesta estreia, a trama mostrou ser capaz de, ao menos, apresentar um bom produto para o telespectador. Após duas propostas um tanto quanto ousadas no que se refere a produção de telenovelas, a emissora não quis inovar e isso ficou claro durante todo o primeiro capítulo. Gustavo Reiz que não carrega um currículo tão vasto assim, mostrou-se com um objetivo claro: aproximar...

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Amor à Vida estreia confundindo agilidade com pressa e erra

Estreou nesta segunda-feira, 20, a nova novela das 21 Horas. Responsável por recuperar a audiência do horário, perdida pela antecessora, Amor à Vida marca a estreia do experiente novelista Walcyr Carrasco no principal horário da Rede Globo e traz o também experiente Wolf Maya como diretor de núcleo e um elenco de peso. Mas a tirar pelo primeiro capítulo, autor e direção misturaram o que o novo modelo de telenovelas vem apresentando e erraram a mão. Desde A Favorita percebe-se que o público brasileiro busca por tramas ágeis, com diversos acontecimentos e sem as chamadas cenas de barriga. Mas não é fácil estrear um folhetim apresentando agilidade e, ao mesmo tempo, construindo uma trama...

Balacobaco e as armadilhas de uma obra aberta

Quando estreou, a novela da Rede Record que chega ao fim nesta segunda-feira, Balacobaco, com assinatura de Gisele Joras, tinha como missão recuperar a audiência perdida pela controversa Máscaras e também tentar recolocar a teledramaturgia da emissora nos eixos após seguidos equívocos. Fechando seu ciclo, está claro que o objetivo não foi cumprido. Se a audiência chega ao fim muito abaixo da expectativa - 07 pontos de média geral - muito mais grave que isso foi perceber que a autora, provavelmente por falta de experiência, tarimba - tanto dela quanto da equipe - caiu nas armadilhas que uma obra aberta pode oferecer, e elas não são poucas. O folhetim sai de cena cercada de equívocos que...

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