sábado, 10 de abril de 2010

Gugu está em situação delicada na Record


Quem diria, após tanta pompa em sua chegada, poucos meses depois é delicada a situação de Gugu Liberato na Rede Record. Com audiência pífia, o Programa do Gugu passa por uma crise sem precedentes e a emissora da Barra Funda já pensa em tomar providências drásticas se o programa não emplacar até o mês de Junho.

Engana-se quem pensa que o programa pode ter apenas mais um diretor, como este blog já publicou, atualmente a imprensa fala muito no nome de Vildomar Batista para assumir a atração, é possível que Gugu tenha seu horário modificado se ele não apresentar reação nos próximos domingos, e o pior é que nem a cúpula da Record acredita nesta reação.

Não é solução vencer o Programa Sílvio Santos. Não vem sendo fácil e na esmagadora maioria dos domingos de 2010 Sílvio Santos venceu o ex-pupilo com tremenda facilidade, mas mesmo que Gugu reaja e passe a vencer Sílvio com diferença de 0,5 1 ou 2 pontos, isso não fará diferença para a Record.

Isso porque, segundo pessoas de dentro da emissora, o apresentador não foi contratado para passar sufoco e nem para ser vice-líder apertado. O próprio apresentador disse em sua chegada que seu programa disputaria com o Fantástico a liderança de audiência, o que hoje, parece não apenas um sonho distante, mas um sonho improvável e até impossível.

Ainda há estudos sobre o motivo da rejeição de Gugu e um dos fatores pode ser o horário, já que o público ainda estranha o fato do apresentador aparecer no ar tão tarde, uma vez que no SBT se acostumaram com ele sempre a tarde. Porém, por enquanto não há movimentação para alguma mudança, a cúpula da Record aguarda resultados, que não dão a entender que chegarão.


sexta-feira, 9 de abril de 2010

Sem alarde, Separação faz público rir e consegue cativar

Separação foi sem dúvida a melhor estréia entre as três novas séries da nova grade da Rede Globo em 2010. Certamente durante a divulgação, a série foi a menos badalada e a que menos teve espaço na mídia, mas foi incomparavelmente superior a A Vida Alheia e SOS Emergência.

Os Normais é uma boa lembrança ao se pensar em Separação. Os traços do estilo de Fernanda Young, roteirista de ambas, estão todos lá. As frases curtas, despojadas de qualquer pudor, as situações estranhas, bizarras e, ao mesmo tempo comuns, e os diálogos rápidos, ágeis e cheios de violência e furor. Evidentemente contados de um jeito diferente e com um outro tom, que muda completamente o ângulo de abordagem.

O principal diferencial da série foi o narrador. Um sujeito que antecipa as situações, sempre em off, e ainda tem a coragem de zombar descaradamente dos dois protagonistas, tornando tudo ainda mais estranho e, pra variar, hilário. O narrador é exatamente o responsável por dar o tom das situações e que prepara o telespectador para as situações que virão a seguir, uma idéia muito interessante.

Débora Bloch esteve impecável nesta estréia. Soube compor sua personagem para não se aproximar demais de Vani, personagem de Fernanda Torres em Os Normais e ainda criou trejeitos com os olhares e com as viradas de cabeças que por si só já são engraçados sem parecer forçados. Vladimir Brichta, que normalmente compromete todas as cenas em que aparece, desta vez não foi mal. Não esteve sequer próximo da sua companheira, mas não chegou a atrapalhar as cenas, o que já é um começo.

Enfim, numa semana tão aguardada por todos os telespectadores em que a frustração tomou conta após a exibição de A Vida Alheia e um episódio estranho e caricata, e também com SOS Emergência e suas situações sem graça, Separação veio de forma simples, sem alarde e mostrou a todos que uma série de humor não precisa ter tiradas geniais, não precisa ter frases brilhantes, precisa apenas fazer o público rir. E a gente riu muito.


Lamentável: Som e Fúria não terá segunda temporada


A produtora O2 Filmes, anunciou publicamente que a série Som e Fúria não terá uma segunda temporada, ao menos não na Rede Globo. A decisão partiu da própria emissora que não considerou viável produzir uma segunda temporada de uma série que não emplacou no Ibope, apesar de ter sido a mais elogiada pela crítica ao longo de todo 2009.

Som e Fúria, com roteiro e direção geral do premiado cineasta brasileiro Fernando Meireles, foi inspirada numa série canadense e contava a história do grupo do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, mostrando ensaios, produção e também as vidas particulares das pessoas envolvidas nesse mundo tão complexo e que é conhecido por muitas poucas pessoas. Trazia como protagonista Felipe Camargo que encarnou divinamente bem o papel de Dante, ator frustrado que teve um trauma quando atuava e que dirige um grupo pequeno de teatro até se deparar com o papel de assumir a direção do grupo do Teatro Municipal.

A série foi muito elogiada pela crítica por mostrar um ritmo completamente diferente do que a TV brasileira está acostumada. Drama, humor, romance, tudo estava envolvido na produção de Som e Fúria que apresentava situações dramática bem teatrais, mas que se encaixavam com perfeição na tela da televisão. Nomes de peso no elenco como Pedro Paulo Rangel, Andréa Beltrão e Dan Stulback.

A Rede Globo ao cancelar esta série - uma das melhores já produzidas no país e completamente diferente de tudo que a emissora vem produzindo nos últimos anos - comete um erro crasso, exatamente o mesmo erro que as menores emissoras cometem. Definir sua programação, baseando-se exclusivamente no Ibope. É evidente que por ser muito mais clássica, Som e Fúria não teria um grande retorno na audiência, mas os prêmios e a crítica valeriam a pena o investimento em uma segunda temporada.

Segundo pessoas ligadas a produtora, ainda há quem queira produzir, não agora, a segunda temporada da série de forma independente, ou seja, sem o apoio da Globo. Como fazer isso é que não se sabe, já que boa parte do elenco é contratado da emissora. O jeito é suspirar fundo e lamentar o fim precoce da melhor produção de 2009.


A Vida Alheia: uma sucessão de equívocos

Ares de super produção, grandes nomes no elenco e aposta no formato que vem fazendo sucesso nos EUA, a dramédia. Tudo para dar certo e mesmo assim a estréia de A Vida Alheia, exibido nesta quinta-feira, 08, foi deprimente, graças a uma sucessão de erros que certamente é culpa de todos os envolvidos.

A série é uma aposta da Rede Globo e mostra o dia a dia da redação de uma revista de fofocas e seus meandros para conseguir escândalos com os famosos e transformá-los em notícias que interessem ao grande público. Escrita por Miguel Falabella, o episódio piloto foi responsável por uma série de equívocos.

A começar pelo próprio roteiro, Miguel Falabella parece não conseguir mais acertar a mão. Mesmo em 2009, na última temporada de Toma lá, dá cá, o autor já vinha se perdendo. As idéias de roteiro para cada episódio eram muito boas, mas o desenvolvimento da história era muito superficial. A Vida Alheia apresentou o mesmo problema, uma história que parece interessante e que poderia se tornar um marco de produções no país, mas o erro na condução dos acontecimentos atrapalhou bastante a história. Mal desenvolvido, o roteiro não foi apenas superficial, como não teve nenhum gancho interessante e nada que prendesse a atenção do público, além de diálogos que, em alguns momentos, davam vergonha alheia.

Outro ponto baixo desta estréia foi o figurino. Na tentativa de inspirar o glamour do mundo das celebridades, a direção de figurino cometeu diversos equívocos ao escolher as roupas para cada personagem. Roupas irreais e que em nada se aproximam da realidade das celebridades e muito menos dos empresários brasileiros, o que se viu foram roupas e maquiagens exagerados que funcionariam apenas numa série de humor pastelão.

Mas ainda assim, o maior equívoco se deu nas personagens. Ninguém entre todo o elenco foi capaz de cativar o público. Algumas personagens podem vir a tornar-se interessantes, como é o caso de Alberta Peçanha (Cláudia Gimenez) que tinha tudo para engrenar, mas não funcionou devido a péssima composição da atriz. Gimenez pecou ao pensar que sua personagem, por ser uma mulher implacável, devia ser apenas ranzinza. Claramente inspirada em Meryl Streep no filme O Diabo Veste Prada, a atriz não conseguiu colocar nenhuma das emoções que Meryl impôs a sua personagem no filme, tornando Alberta vazia e sem graça.

Marília Pêra foi outro equívoco do episódio. Dona da revista, a personagem Catarina Faissol é mais política, tenta sempre ficar bem entre as celebridades, mas não é menos implacável que sua editora. Porém, Marília cometeu o erro de criar uma personagem que, para ser política, está sempre sorrindo. Em todas as situações, em todas as falas, a personagem aparecia sorrindo, como se tivesse visto o passarinho verde.

Mesmo tendo duas feras da arte de interpretar no elenco, o destaque positivo ficou por conta de Danielle Winitz. Interpretando uma jornalista que quer subir dentro da revista a todo custo, ela foi muito bem, soube compor a personagem sem parecer exagerada e fugindo dos clichês, apesar de seu texto ser entre todos, o mais fraco.

Ainda assim, há esperança para A Vida Alheia porque a principal aposta da série é boa. Mostrar o mundo dos paparazzi, a produção mostra - evidentemente de forma escrachada - jornalistas que fazem tudo para conseguir um furo, com ou sem ética, isso é um mero detalhe. E, seguindo essa toada, e acertando os equívocos - que foram muitos - do episódio de estréia, a série pode melhorar.


quinta-feira, 8 de abril de 2010

Ratinho, Guilherme de Pádua e a intolerância

Desde que a produção do Programa do Ratinho divulgou que entrevistaria com exclusividade o ex-ator Guilherme de Pádua começou uma série de protestos sem fim pela internet, orquestrada principalmente pela trupe dos famosos da Rede Globo que frequentam o twitter e adoram tecer comentários sobre todos os outros programas, que não os seus.

Para quem não se lembra, Guilherme de Pádua foi condenado na década de 90 pelo assassinato da atriz Daniela Perez, filha da autora Glória Perez. O crime na época chocou o país devido aos requintes de crueldade como ele e sua esposa deram cabo com a vida da jovem e promissora atriz.

Atualmente, Pádua já cumpriu sua pena, vive em liberdade, reconstituiu sua família, casando-se novamente e vive em Belo Horizonte. O convite do Programa do Ratinho certamente foi aceito por ele após uma série de negociações que devem incluir não ser achincalhado em público.

A Campanha contra o apresentador Ratinho incluem diversos protestos que se justifica sob a alegação de "não dar voz a um assassino", como colocou Glória Perez em seu twitter, sendo apoiada por diversas celebridades. O que estas celebridades não explicaram é porque não houve tamanhos protestos quando a Rede Globo - que a maioria é funcionária - exibiu uma extensa reportagem e entrevista com Suzane von Richthofen, no Fantástico. O crime de Guilherme de Pádua é, de alguma forma, mais grave que o de Suzane por ele ter matado uma famosa?

Discutir se uma entrevista agora, anos depois do ocorrido, é importante ou não, é super válida. Mas é impossível determinar a importância da entrevista antes que ela tenha ido ao ar. Há prismas interessantes que podem ser abordados numa entrevista com uma pessoa como Guilherme de Pádua que, publicamente arrependido, tenta reconstruir sua vida diante duma sociedade que não perdoa.

O ponto da discussão não é se o que ele fez é certo ou errado. Todos sabemos que foi um crime grave, porém, ele já cumpriu sua pena diante da justiça e tem o mesmo direito que qualquer pessoa de fazer seja o que for. Pode ser duro de ouvir isso, mas é a verdade, Guilherme de Pádua não é um fugitivo da polícia, não representa perigo para a sociedade e, portanto, não há mal algum, jornalisticamente falando, em ouvi-lo.

O que temos visto nas Redes de Relacionamento é um protesto infundado e um pré-julgamento de como será a entrevista, como fez o autor Walcyr Carrasco, já decidindo que a entrevista será sensacionalista, antes mesmo dela ir ao ar. A posição de Glória Perez de não querer ver o assunto a tona novamente é perfeitamente válida, mas não justifica tamanho burburinho que vem ocorrendo por algo tão corriqueiro entre jornalistas.

Na prática, essa onda de protestos e falácias dos famosos se dá porque o crime ocorreu com uma colega deles. Não é uma posição social ser contra entrevistas com criminosos, se fosse, a trupe já teria protestado em outras ocasiões. Ou seja, puro protecionismo de classe visando o próprio umbigo.


quarta-feira, 7 de abril de 2010

É surpreendente a última semana de Cama de Gato

Ainda não vou falar de Cama de Gato como um todo, isso deixo para a noite de sexta-feira, após a exibição do último capítulo da novela. Hoje, acho importante falar da forma como as autoras Duca Rachid e Thelma Guedes decidiram desenvolver os acontecimentos da última semana.

Para quem acompanhou o folhetim desde o início certamente foi um susto - e está sendo - assistir esta última semana. Desde segunda-feira passada o ritmo frenético, as cenas ágeis, as falas rápidas e as constantes mudanças foram substituídas por situações corriqueiras, discursos ao invés de diálogos e cenas maiores. A adrenalina constante das personagens e também do telespectador foi substituída por lágrimas, sorrisos, risos, beijos e abraços.

Por conta de tantas mudanças, parte da audiência começou a reclamar. Não é raro ver em fóruns de discussão ou menos no twitter os fãs da novela reclamando do ritmo - que para ele se transformou em modorrento - que a trama tomou. Os fãs frustrados consideram que as autoras se perderam no ritmo e adiantou em uma semana o que era para ser o final da novela, a semana passada, da prisão da Verônica, que teve um ritmo absurdo de tão alucinante, mesmo para Cama de Gato.

Porém, é preciso calma ao se fazer essa análise. O folhetim não se tornou lento e muito menos a dupla de autoras se perdeu. Ao contrário, apenas quem tem controle absoluto da trama e das subtramas pode fazer o que estamos vendo na última semana da novela. É preciso coragem e ousadia para transformar um folhetim ágil que tem o mérito de revolucionar o estilo do horário em uma trama voltada para as emoções humanas, e mudar completamente o foco em apenas 5 capítulos.

Duca Rachid e Thelma Guedes transformaram Cama de Gato na novela das viradas. Foram tantas ao longo desses meses de exibição que, sequer é possível enumerar. Nesta semana de despedida, elas fizeram mais uma e a maior das mudanças. Tiveram a coragem de diminuir o ritmo e, ao invés de velocidade, apostaram nos diálogos, nas cenas cheias de emoções como amor, tristeza, dor, saudades. Ou seja, elas foram capazes de caminhar por onde quiseram com suas personagens e sem em um único momento perder a mão, sem tornar algo falso.

Não dá pra dizer que o desfecho da novela será brilhante, apenas na sexta-feira saberemos disso. Mas essa última semana faz de Cama de Gato uma novela que foi tantas em uma só. Foi a novela das viradas, a novela que brinca com os clichês, a novela das vilanias, a novela da inovação no horário e, agora, a novela do romance, dos sentimentos, da cor, porque, de escura, Cama de Gato se transformou numa novela colorida.


Mônica Iozzi cala a boca de críticos


Quando Marcelo Tas divulgou o resultado do concurso Oitavo Elemento do CQC, em 2009, mostrando Mônica Iozzi como a grande vencedora e a nova integrante do grupo, a mídia em sua maioria se mostrou contrária a decisão e alguns até apontaram amizades como responsáveis escolha. Este blog também não apoiou a decisão por não considerar Mônica a mais indicada.

Após um começo absolutamente tímido que sugeriu um equívoco em sua escolha, Mônica Iozzi finalmente parece ter se adaptado ao ritmo do programa e ao formato, e nesta terceira temporada - sua segunda - cresceu bastante sendo o grande destaque do humorístico em seu retorno para a grade da Band.

A escolha da direção do programa em colocar Mônica como a nova repórter a cobrir Brasília e, por conseqüência, entrevistar os senadores e deputados federais, foi uma ótima tacada e mostrou um lado interessante da moça. Ao contrário do que fazia em suas reportagens de 2009, quando nitidamente procurava se parecer o máximo possível com os outros integrantes, Mônica despiu o método utilizado pelos repórteres do CQC e criou um jeito próprio de realizar as entrevistas, pensou em seus trejeitos, seus olhares e sua postura, tornando-a única dentro do grupo.

Com essa postura, Mônica mostra-se, além de muito inteligente e com perspicácia para ter sempre uma tirada excepcional diante dos políticos, uma grande humorista e com tarimba para participar de um programa como o Custe o que Custar. Mais do que isso, ela cala a boca de muitos que não gostaram de sua escolha, inclusive a minha, e retribui a aposta que a direção do programa fez ao escolhê-la. As reportagens 2010 de Mônica Iozzi mostram, sem sombra de dúvida, que sua escolha foi completamente correta.


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