sábado, 18 de julho de 2009

Os Acertos do SBT


Faz tempo que estou devendo um texto exclusivo sobre as mudanças que o SBT tem feito e a briga que Sílvio Santos comprou com a Record ao contratar nomes da outra emissora, como Eliana, Roberto Justus e, mais recentemente, Tiago Santiago.

Há mais ou menos 03 anos, o SBT começou a entrar numa crise sem precedências, caminhando para um final melancólico, semelhante ao da TV Tupi e, posteriormente, da TV Manchete. Era triste ver uma emissora tão popular se perdendo numa programação bizonha, sem nenhum tipo de identificação com seu público que sempre fora fiel.

A tal grade voadora não parava, a impressão que dava era de que Sílvio Santos queria testar a paciência de seus telespectadores e, conseguiu irritar muitos que migraram para a Rede Record no mesmo período em que a emissora da IURD começava a crescer em investimento rumo a liderança, slogan dela próprio.

Tudo já parecia perdido, o SBT já demonstrava estar conformado em ser terceiro lugar no Brasil e temendo que a BAND com fenômenos como CQC ultrapasse e conquistasse esse terceiro lugar, seria terrível para Sílvio Santos ver sua emissora, a menina de seus olhos afundada num bisonho quarto lugar na audiência.

Foi então que surgiu sabe-se Deus de onde, Daniela Beirute, filha de Sílvio Santos e que, em 2009, provou ser uma mestre na arte de administrar a programação de uma emissora. Ela fez com que o pai entendesse a necessidade de uma grade fixa e, mesmo com audiências pífias manteve os programas sempre no mesmo horário.

Ela foi responsável pelo retorno de Ratinho, uma grata surpresa que veio para alegrar o começo de noite em que o sangue e a violência pairam na Tv brasileira, sendo também responsável pelo investimento na dramaturgia e correção de alguns programas, além de compra de outros Realities.

Agora, com Eliana, Roberto Justus e Tiago Santiago, o SBT caminha a passos largos em busca da segunda colocação novamente, principalmente porque a Record parece completamente perdida em meio a seu ego inflado que a torna cega em busca pelo primeiro lugar e não parece que deva resistir durante muito tempo para entregar a segunda posição de volta ao SBT.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Emmy 2009 - Indicados e minha opinião

Saiu nesta quinta-feira, 16, a lista dos indicados a uma das maiores premiações televisiva dos EUA, o Emmy. Algumas surpresas, outras constatações e a lista está cheia de polêmicas. Segue abaixo a lista dos indicados, pra quem estou torcendo (em negrito), quem eu acho que vá ganhar e quem fez falta (em itálico), quando se fizer necessário.

Melhor série drama
Big Love
Breaking Bad
Damages
Dexter
House
Lost
Mad Men
Fez Falta: True Blood e 24 Horas

Melhor ator em série drama
Bryan Cranston (Breaking Bad)
Gabriel Byrne (In Treatment)
Hugh Laurie (House)
Jon Hamm (Mad Men)
Michael C. Hall (Dexter)
Simon Baker (The Mentalist)
Fez Falta: Josh Holloway - Sawyer de Lost)

Melhor atriz em série drama
Elisabeth Moss (Mad Men)
Glenn Close (Damages)
Holly Hunter (Saving Grace)
Kyra Sedgwick (The Closer)
Mariska Hargitay (Law & Order: Special Victims Unit)
Sally Field (Brothers & Sisters)
Fez Falta: Elizabeth Mitchell (Juliet de Lost)

Melhor ator coadjuvante em série drama
Aaron Paul (Breaking Bad)
Christian Clemenson (Boston Legal)
John Slattery (Mad Men)
Michael Emerson (Lost)
William Hurt (Damages)
William Shatner (Boston Legal)

Melhor atriz coadjuvante em série drama
Chandra Wilson (Grey’s Anatomy)
Cherry Jones (24 Horas)
Dianne Wiest (In Treatment)
Hope Davis (In Treatment)
Rose Byrne (Damages)
Sandra Oh (Grey’s Anatomy)

Melhor direção em série drama
Bill D’Elia (Boston Legal, Made in China/Last Call*)
Michael Rymer (Battlestar Galactica, Daybreak – Part 2*)
Phil Abraham (Mad Men, The Jet Set*)
Rod Holcomb (ER, And in the End*)
Todd A. Kessler (Damages, Trust Me*)
Fez Falta: Direção do episódio La Fleur de Lost

Melhor roteiro em série drama
Andre Jacquemetton, Maria Jacquemetton e Matthew Weiner (Mad Men, Six Month Leave*)
Carlton Cuse e Damon Lindelof (Lost, The Incident*)
Kater Gordon e Matthew Weiner (Mad Men, Meditations in an Emergency*)
Matthew Weiner (Mad Men, The Jet Set*)
Matthew Weiner e Robin Veith (Mad Men, A Night to Remember*)

Melhor série comédia
30 Rock
Entourage
Flight of the Conchords
How I Met Your Mother
The Office
Uma Família da Pesada
Weeds
Fez Falta: Greek

Melhor ator em série comédia
Alec Baldwin (30 Rock)
Charlie Sheen (Two And A Half Men)
Jemaine Clement (Flight of the Conchords)
Jim Parsons (The Big Bang Theory)
Tony Shalhoub (Monk)
Steve Carell (The Office)

Melhor atriz em série comédia
Christina Applegate (Samantha Who?)
Julia Louis-Dreyfus (The New Adventures of Old Christine)
Mary-Louise Parker (Weeds)
Sarah Silverman (The Sarah Silverman Program)
Tina Fey (30 Rock)
Toni Collette (United States of Tara)

Melhor ator coadjuvante em série comédia
Kevin Dillon (Entourage)
Jack McBrayer (30 Rock)
Jon Cryer (Two and a Half Men)
Neil Patrick Harris (How I Met Your Mother)
Rainn Wilson (The Office)
Tracy Morgan (30 Rock)

Melhor atriz coadjuvante em série comédia
Amy Poehler (Saturday Night Live)
Elizabeth Perkins (Weeds)
Jane Krakowski (30 Rock)
Kristin Chenoweth (Pushing Daisies)
Kristin Wiig (Saturday Night Live)
Vanessa Williams (Ugly Betty)

Melhor direção em série comédia
Beth McCarthy (30 Rock, Reunion*)
James Bobin (Flight of the Conchords, The Tough Brets*)
Jeff Blitz (The Office, Stress Relief*)
Julian Farino (Entourage, Tree Trippers*)
Millicent Shelton (30 Rock, Apollo, Apollo*)
Todd Holland (30 Rock, Generalissimo*)

Melhor roteiro em série comédia
Bret McKenzie, James Bobin e Jemaine Clement (Flight of the Conchords, Prime Minister*)
Jack Burditt e Robert Carlock (30 Rock, Kidney Now!*)
Matt Hubbard (30 Rock, Reunion*)
Robert Carlock (30 Rock, Apollo, Apollo*)
Ron Weiner (30 Rock, Mamma Mia*)

Melhor reality show de competição
American Idol
Dancing with the Stars
Project Runway
The Amazing Race
Top Chef

Melhor apresentador de reality show ou reality show de competição
Heidi Klum (Project Runway)
Jeff Probst (Survivor)
Phil Keoghan (The Amazing Race)
Ryan Seacrest (American Idol)
Tom Bergeron (Dancing with the Stars)
Tom Colicchio (Top Chef)

Melhor minissérie
Generation Kill
Little Dorrit

Melhor telefilme
Coco Chanel
Grey Gardens
Into the Storm
Prayers for Bobby
Taking Chance

Melhor ator em minissérie ou telefilme
Brendan Gleeson (Into the Storm)
Kevin Kline (Cyrano de Bergerac – Great Performances)
Ian McKellen (King Lear – Great Performances)
Kenneth Branagh (Wallander: One Step Behind)
Kevin Bacon (Taking Chance)
Kiefer Sutherland (24 Horas: A Redenção)

Melhor atriz em minissérie ou telefilme
Chandra Wilson (Accidental Friendship)
Drew Barrymore (Grey Gardens)
Jessica Lange (Grey Gardens)
Shirley MacLaine (Coco Chanel)
Sigourney Weaver (Prayers for Bobby)

Melhor ator coadjuvante em minissérie ou telefilme
Andy Serkis (Little Dorrit)
Bob Newhart (The Librarian: Curse of the Judas Chalice)
Ken Howard (Grey Gardens)
Len Cariou (Into the Storm)
Tom Courtenay (Little Dorrit)

Melhor atriz coadjuvante em minissérie ou telefilme
Cicely Tyson (Relative Stranger)
Janet McTeer (Into the Storm
Jeanne Tripplehorn (Grey Gardens)
Marcia Gay (The Courageous Heart of Irena Sendler)
Shohreh Aghdashloo (House of Saddam)

Melhor direção em minissérie, telefilme ou especial drama
Dearbhla Walsh (Little Dorrit, Part 1*)
Michael Sucsy (Grey Gardens)
Philip Martin (Wallander: One Step Behind)
Ross Katz (Taking Chance)
Susanna White (Generation Kill, Bomb in the Garden*)
Thaddeus O’Sullivan (Into the Storm)

Melhor roteiro em minissérie, telefilme ou especial drama
Andrew Davies (Little Dorrit)
David Simon (Generation Kill, Bomb in the Garden*)
Hugh Whitemore (Into the Storm)
Michael R. Strobl e Ross Katz (Taking Chance)
Michael Sucsy e Patricia Rozema (Grey Gardens)

Melhor programa de variedades, musical ou de humor
Late Show with David Letterman
Real Time with Bill Maher
Saturday Night Live
The Colbert Report
The Daily Show with Jon Stewart

Melhor direção em programa de variedades, musical ou de humor
Bruce Gowers (American Idol, The Final Three*)
Chuck O’Neil (The Daily Show with Jon Stewart, 13107*)
Don Roy King (Saturday Night Live, Host: Justin Timberlake*)
Hal Grant (Real Time with Bill Maher, 705*)
Jerry Foley (Late Show with David Letterman, Episode 2932*)
Jim Hoskinson (The Colbert Report, 4159*)

E você? Qual sua opinião?

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Som e Fúria - Fim da 1ª Fase


Terminou na noite de terça-feira a primeira fase de "Som e Fúria", minissérie da Rede Globo que veio como a grata surpresa de 2009 para todos os apreciadores de arte. Já falei sobre a série aqui, mas quero aproveitar para colocar alguns pontos importantes:

1 - A produção continua impecável e, a cada episódio fica mais nítido os ares de produção independente e que não há o dedo da Globo nas atuações e, principalmente, na direção, o que é muito bom, pois nos mostra um outro estilo de se produzir e, muito bem feito.

2 - O roteiro da série é o que há de melhor nessa produção. Fernando Meirelles pensou em cada detalhe enquanto escrevia as cenas, as seqüências. Cada frase tem diversos significados que dependem bastante da nossa observação para que possamos concluir.

3 - Daniel de Oliveira melhorou muito. O galã que precisava mostrar saber atuar e não ser apenas um rosto bonito e cheio de conflitos foi muito bem interpretado. Ele soube dar vida a este personagem e, principalmente, as cenas em que ele interpretava Hamlet na peça, também mostrou que ele acertou o tom finalmente.

4 - Em compensação, Maria Flor continuou fora de sintonia com o restante do elenco. Passei a prestar mais atenção em sua atuação e notei que ela até deu uma cor interessante a sua interpretação, mas a sua personagem é realmente fora do tom da série.

5 - Alguns destaques em interpretação: Dan Stulback, Regina Cazé, Paulo Beti e Andréa Beltrão. Atores já renomados da Rede Globo e, sob outro prisma de direção, melhoraram ainda mais e deixaram a atuação enxuta e completa.

6 - O grande destaque continua sendo de Felipe Camargo. Um monstro nessa série com atuação digna de indicação a diversos prêmios, quem sabe com vitória em um desses prêmios internacionais. Felipe Camargo acertou a forma de interpretar seu personagem como poucas vezes se viu no Brasil.

7 - Estou completamente ansioso pela segunda fase da série em que a Companhia de Teatro deve começar a ensaiar Romeu e Julieta e, com Débora Falabella como Julieta. A tendência é só melhorar.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Harry Potter e o Enigma do Princípe

* Spoilers, se você não viu o filme e não quer saber fatos da história, evite o texto.


É em momentos como este que me sinto privilegiado por ser jornalista. Graças ao meu trabalho consegui ingressos para a disputada pré-estreia de "Harry Potter e o Enigma do Princípe", sexto filme da saga do bruxinho britânico mais querido do mundo, que aconteceu no início da madrugada desta quarta-feira.

Sou fã da saga desde que conheci a história através dos livros. Ao contrário de muitos críticos literários que consideram a história rasa, eu penso que é um dos fenômenos de vendas e comentários entre crianças e adolescentes justamente por captar a linguagem dessa faixa etária, os conflitos e as fantasias, fato elogiável para os dias atuais em que livros são praticamente inacessíveis para crianças e adolescentes devido a sua complexidade cultural.

Quanto aos filmes, sempre os vi com bons olhos, buscando separar as obras literárias das obras cinematográficas, porque de fato são enfoques muito diferentes. Mesmo assim, fiquei empolgado esperando pelo 6º filme por uma série de motivos e, um deles, era o fato de contar a história de Snape, meu personagem favorito na saga.

Existem três caminhos para se realizar uma crítica bem construída sobre "Harry Potter e o Enigma do Príncipe", a primeira é analisar o filme como super produção holliwdiana, já que a saga tomou essas proporções; a segunda é fazer um comparativo entre o filme e o livro, uma vez que o primeiro conta a história do segundo; e a última forma é analisar como algumas horas de entretenimento para adolescentes, análise sem dúvida, mais rasa.

Eu optei por seguir a primeira metodologia, por achar mais justo, já que o filme de fato é uma super produção. E como toda super produção que se preze, principalmente quando o tema gira em torno de realismo fantástico, não se pode haver falhas no quesito efeitos especiais e, nisso, Harry Potter e o Enigma do Princípe não ficou devendo para nenhum grande filme. Os efeitos são muito bem feitos, em nenhum momento temos a impressão de montagem ou algo irreal, porque os elementos inseridos nas cenas de magia - principalmente quando Harry e Dumbledore aparatam - beira a perfeição.

O roteiro do filme é muito bom também. O roteirista seguiu a mesma linha de Harry Potter e a Ordem da Fênix, como o livro é muito extenso, fez uma abordagem rápida a cada tema menos importante e se focou totalmente nos acontecimentos fortes. O que me chamou a atenção no "Enigma do Princípe" foi que o roteiro focou bastante nos relacionamentos, passou vários momentos mostrando a relação conflituosa entre Hermione e Rony e o namoro de Harry e Gina, tudo feito com muito cuidado e com qualidade.

Mas a história de Harry nunca foi uma história de amor. Sempre ficou claro que a saga do bruxinho era uma história de terror e a falta de iluminação, o escurecimento nas cenas principais do filme mostrou que a direção acertou no tom sinistro.

As atuações, infelizmente, de modo geral, ficaram abaixo do esperado. Daniel Radclif após atuar razoavelmente bem no 5º filme da saga, errou a mão nesta produção. Harry Potter não é movido por ódio, não é movido por vingança e o tom que o ator deu às suas falas deu sempre a impressão de um Harry sombrio, sem vida e com sede de vingança, o que prejudicou o filme. A atuação de Tom Felton (Draco Malfo) beirou o ridículo, ele teve grande destaque na história (e era necessário) e em todos os momentos, principalmente no ápice em que ele enfrenta Alvo Dumbledore, decepecionou. Pena.

Mas nem todas as atuações foram ruins. Michael Gambon, intérprete de Alvo Dumbledore desde Harry Potter e o Prisioneiro de Askaban e que só acertou a mão no último filme, Harry Potter e o Enigma da Fênix, esteve perfeito no Enigma do Príncipe. O filme dependia muito de sua atuação, uma vez que Dumbledore tem muita ação e ele soube dar o tom correto, aliás, pela primeira vez deu a impressão de vermos um Dumbledore de verdade, o Doombie criado por JK.

Mas Harry Potter e o Enigma do Princípe teve um dono e ele se chama Alan Rickman, ator que interpreta Severo Snape na história. O "Príncipe" que aparece no título do filme é ele e, obviamente, a história gira em torno desse personagem. Meu medo era de que o ator - até então um mistério como seu personagem nos filmes anteriores - não desse conta da complexidade de interpretar Snape, de longe o personagem mais completo da saga. Mas o ator esteve perfeito em todos os momentos. A dubiedade de Snape permaneceu, a frieza em cada cena, a fala mansa, mas cheia de veneno, sempre esteve ali, impregnada na atuação.

No ápice do filme, quando Snape simplesmente mata Alvo Dumbledore com um "Avada Kedavra" - principal momento de toda a saga em minha opinião - tanto Michael Gambon quanto Alan Rickman estiveram sensacionais em suas atuações e deram a carga dramática que a cena precisava. Ponto também para a atuação de Alan no momento em que ele tortura Harry porque o bruxinho o chama de covarde. Sensacional.

O ponto negativo do filme, além da atuação de Daniel Radclif, foi o final. Um filme que conta uma saga e tem por objetivo prender a atenção do público para a continuação, deve encontrar uma saída para não terminar de forma morna. Tudo bem, o livro acaba de forma morna, mas o filme deveria ter buscado uma alternativa. O velório de Alvo Dumbledore foi um dos momentos mais chatos de todos os filmes, sonolento até.

Ainda assim, o balanço geral do filme foi positivo. Acredito eu que o melhor de toda a saga de Harry Potter. Aguardemos agora pelo sétimo e penúltimo filme (já que o último livro será dividido em duas partes no cinema).

terça-feira, 14 de julho de 2009

Linha de Shows 2 no SBT

O SBT lançou com alarde - mas sem pompas, diga-se - seu segundo horário de linha de shows na semana passada, e com programas em horário nobre. Muita expectativa em torno desses "novos" programas e, o que se viu, foi mais do mesmo.

Na segunda-feira, a estreia no horário foi da apresentadora Hebe Camargo, a chamada "Rainha da TV brasileira" e que há alguns anos segue o mesmo patamar da Rainha da Inglaterra, vive só com a pompa do cargo, mas não produz mais nada há muito tempo. O Programa da Hebe não é pouco ruim, é muito ruim, fraco, não se reinventa e, o resultado é evidente, audiência pífia.

Eu nunca fui muito fã da Hebe, mas nos últimos anos ela caiu muito em qualidade e até suas entrevistas sempre beiram o vulgar e fogem de qualquer lógica, com perguntas estapafúrdias que deixam os convidados quase sempre constrangidos. Eu entendo que o SBT não tem como simplesmente tirá-la do ar, e o horário pra ela é interessante, mas vai sempre micar entre 3 a 5 pontos.

Na terça-feira continua a mesma coisa, o Cine Espetacular e o SBT sempre teve tradição em comprar bons filmes, 2009 parece realmente ser um ano promissor, pois a divulgação de novos filmes parece ser novamente os melhores da TV aberta. Se a emissora souber distribuir bem essas produções durante o ano, tem tudo para obter boa audiência, que começou bem na semana passada com a ótima ideia da "Semana Mágica", abrindo na terça-feira com "Harry Potter e a Pedra Filosofal" e, a que eu sei, deu ótima audiência.

Quarta-feira reestreou o excelente "Show do Milhão", um dos melhores programas do início do dos anos 2000. Sílvio Santos recebeu na estreia o pessoal do seu cast de novelas e, como sempre, tornou a atração muito divertida, apesar do pouco esforço dos "participantes". A tendência é que semanalmente o programa aumente sua audiência e se estabilize brigando pelo 2º lugar com "A Fazenda", da Rede Record.

Na quinta-feira é a vez de "A Praça é nossa", humorístico tradicional da TV brasileira, mas que já cansou há muito tempo. A Praça já teve seus auros tempos em que tinha ótimos quadros como "a velha surda", "a fofoqueira", quadros com o Golias, mas ultimamente o programa anda carregado e, o pior, sem graça. Chega a competir com o Zorra Total como pior humorístico da TV.

Sexta-feira é noite de filmes novamente com "Tela de Sucesos", a informação vale tanto para sexta como vale para terça. A exibição de "Harry Potter e a Câmara Secreta" deu fôlego novo ao horário e deixou o SBT o tempo todo com dois dígitos, prova que bons filmes chamam a atenção.

Sábado também é filme, o "Cine Belas Artes". Aí já é exagero, numa linha de shows, a maioria ser filmes, significa que a emissora terá de ter muitos filmes para conseguir manter a atenção do público e é improvável que o SBT consiga e possível que no mesmo ano repita um filme num desses dias.

O fato é que a linha de shows 2 do SBT é frágil, mas com exceção da Hebe, é bem possível que consiga audiência razoável. Talvez um Reality no lugar de um desses dias de filme, seria mais interessante, mas é a emissora do Sílvio que está se mexendo em busca de voltar ao 2º lugar.

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A contratação de Tiago Santiago pelo SBT é interessante. A Record perdeu um supervisor que foi capaz de organizar a dramaturgia da emissora, colocar autores de peso e aprovar sinopses de boas noveas que sempre deram resultado. Já o SBT granha um novelista fraco, que produz novelas horríveis, mas que normalmente dão alguma audiência.
Como o SBT o contratou apenas como novelista, esperamos novidades e que um autor de peso seja contratado para assumir toda a dramaturgia da casa e, aí sim, a briga será boa.

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O "Você se Lembra?" é um programa aparentemente interessante. Nada que vá marcar a história da TV brasileira, mas é uma boa pedida para quem quer atrações diferentes para o horário.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Os 10 Melhores da Semana

Vejamos os melhores momentos da TV aberta na semana passada.

10 - Caldeirão do Huck, na Globo

9 - 10 anos mais Jovem, melhor episódio penso, no SBT

8 - Repórter Record, ótimo programa, na Record

7 - Fantástico, o melhor programa do ano, na Globo

6 - Ivone finalmente com frases dignas de vilania, em Caminho das Índias, na Globo

5 - Semana de Poder Paralelo, cada vez melhor, na Record

4 - Paloma Duarte sempre perfeita, em Poder Paralelo, na Record

3 - Brigas entre Luciele e o povo da casa, em A Fazenda, na Record

2 - A volta do Show do Milhão, sempre divertido, no SBT

1 - Som e Fúria em todos os episódios, na Globo

Frase da Semana: "Pena do Raul? Por que eu teria? Ele é tão mau quanto eu, mas ele engana
a todos com aquele sorriso de Alice no País das Maravilhas" - Ivone em Caminho das Índias,
na Globo.

sábado, 11 de julho de 2009

Top 10 - Melhores Novelas

Como prometido, começamos hoje nosso Top 10 que estará todos os sábados aqui no blog, escolhidos sempre por um grupo de 10 pessoas. Essa semana o tema é "As Melhores Novelas"

10º Vale Tudo – 1988



Autor: Gilberto Braga
Direção: Denis Carvalho
Protagonistas: Regina Duarte, Antônio Fagundes e Glória Pires

A novela traz a personagem que foi eleita muitas vezes na década de 80 e 90 como a principal vilã de todos os tempos, a famosa Odete Roitman (Beatriz Segall), mulher sem escrúpulos e capaz de tudo para conseguir seus objetivos. Sua vilania fez escola, trazendo vilãs parecidas nesse novo século, como Laura (Celebridade), Nazaré (Senhora do Destino), Bia Falcão (Belíssima) e até Flora (A Favorita).
Mas ela não foi a única figura sem escrúpulos da narrativa. Maria de Fátima sempre soube que ser boazinha não adiantava nada, por isso culpava a mãe, Raquel, por serem tão pobres. Ela dizia que para subir na vida valia tudo, e ela fazia isso de verdade. Desde seduzir homens ricos para usa-los em seu processo de escalada social, até vender a casa da mãe e obriga-la a sair sem nada, uma das cenas mais fortes e emocionantes da dramaturgia no Brasil.
Odete Roitman é assassinada em meio a confusão da trama e muitos querem saber algo formando a primeira grande pergunta das novelas brasileiras: “Quem matou Odete Roitman?”, perguntava o Brasil inteiro no final de 1988. Muitos foram suspeitos, por inúmeros motivos e, quando veio a revelação de que Leila havia matado a víbora por engano, foi uma das maiores reviravoltas já vistas em novelas.
Muitos consideram Vale Tudo a melhor novela de todos os tempos, mas em nossa lista ela fecha em 10º lugar.

9º O Cravo e a Rosa – 2000



Autor: Walcyr Carrasco
Direção: Denis Carvalho
Protagonistas: Eduardo Moscovis e Adriana Esteves

A história é baseada em uma obra de Shakespeare, “A Megera Domada” e traz os protagonistas Julião Petrucchio e Catarina Batista. Ela é uma moça mimada e rica e que não gosta nem de ouvir falar em casamento, espantando com violência qualquer pretendente em potencial. Geralmente ela fazia isso arremessando vasos de porcelana.
Um problema para o pai que sabe que não pode ter a filha solteira para sempre, pois os costumes da época diz que somente poderá casar a filha mais nova quando casar a mais velha. E Bianca (Leandra Leal), a filha caçula, aguarda ansiosamente que sua irmã desencalhe, porque ela mesma já vive um romance tímido e secreto. Então, o pai oferece um dote para quem conseguir se casar com a Catarina.
Julião Petrucchio, um fazendeiro falido, percebe a grande chance de pagar suas dívidas e não perder a fazenda que é o único bem que está em sua família há muitos anos. Ele então diz que vai domar Catarina como se doma uma vaca brava e tenta se aproximar da moça.
Eles se apaixonam logo no primeiro encontro, mas ela não quer dar o braço a torcer e resiste ao casamento, tratando ele com a mesma violência de sempre, mas aos poucos é convencida pela irmã a se casar e fica comovida com a insistência de Petruccio, casando-se apaixonada.
O que ela não sabe é que após o casamento ele a leva para a fazenda e obriga a ser uma dona de casa exemplar, preparando suas refeições, passando a roupa e limpando a casa. Evidentemente, ela fica furiosa.
Amor e humor na dose certa colocam novamente Walcyr Carrasco em nossa lista, agora em 9º lugar.

8º - O Rei do Gado – 1996



Autor: Benedito Ruy Barbosa
Direção: Luis Fernando Carvalho
Protagonistas: Antônio Fagundes e Raul Cortez

Quem nunca ouviu falar dos Mezenga e dos Berdinazzi? O sobrenome ficou famoso em meados da década de 90 graças a novela O Rei do Gado que trouxe inúmeras estrelas em seu elenco encabeçada por Antônio Fagundes e Raul Cortez interpretando os patricarcas das duas famílias que eram vizinhas, sendo proprietários de grandes fazendas no interior de São Paulo e se odiando muito.
Numa história que lembra Romeu e Julieta, os filhos de ambas as famílias, Enrico e Giovanna se apaixonam e acabam tendo um caso, gerando um filho. Bruno Mezenga, filho do casal, cresce e se torna um dos maiores proprietários de criação de gado do Brasil, conhecido em todo o país como O Rei do Gado. Ele sabe a história de sua vida, o ódio que separou seus pais e não conhece ninguém da família de sua mãe.
A história traz ainda Patrícia Pilar num de seus melhores personagens e que a tornou de fato uma estrela da Rede Globo, no papel de uma pobre bóia-fria sem passado que acaba se apaixonando pelo poderoso Bruno Mezenga.
O Rei do Gado marcou época na TV brasileira, sua trilha sonora foi uma das mais vendidas dos últimos anos e até hoje é lembrada com carinho pelos fãs, e por isso ocupa nosso 8º lugar.

7º - Laços de Família - 2000



Autor: Manoel Carlos
Direção: Ricardo Waddington
Protagonistas: Vera Fischer, Tony Ramos, Carolina Dieckmann, Reynaldo Gianechinni

Uma das muitas novelas de Manoel Carlos que traz uma Helena como figura central. A Helena da vez é vivida por Vera Fischer, uma mulher experiente que se apaixona por um homem muitos anos mais novo e não se intimida em viver esse grande amor. Ocorre que muita gente é contra esse amor, inclusive a família dele, e os dois acabam se afastando por conta disso.
Edu (Reynaldo Gianechinni), conhece então Camila (Carolina Dieckmann), filha de Helena e os dois começam a viver uma história de amor. Camila, mesmo sabendo do romance vivido por sua mãe e Edu, não fica nem um pouco constrangida em levar seu relacionamento adiante, causando um mal estar familiar.
Nesse período, Camila descobre ser vítima de uma doença grave, leucemia, e isso a aproxima ainda mais de Edu que decide se casar com a namorada mesmo em dúvida se a ama ou ama a mãe e Helena desiste de sonhar com Edu para apoiar a filha. Cada vez mais debilitada, Camila começa a fazer inúmeros tratamentos, passa meses no hospital, até que chega o momento inevitável. Uma das cenas mais emocionantes da dramaturgia do Brasil é quando Camila raspa a cabeça e chora compulsivamente, sendo recorde de audiência no Brasil.
Helena, como todas as mulheres de Manoel Carlos, batalhadora, decide procurar o pai de Camila e mesmo envolvida com Miguel, passa a noite com Pedro, e por sorte, consegue engravidar. A expectativa é grande e quando ela se torna mãe descobre que a filha poderá doar a medula para a irmã mais velha e doente. O pesadelo da doença de Camila chega ao fim para a alegria de todos.
Laços de Família foi uma história romântica, muito elogiada por críticos e telespectadores e figura em 7º lugar.

6º - Chocolate com Pimenta – 2003



Autor: Walcyr Carrasco
Direção: Jorge Fernando
Protagonistas: Mariana Ximenes e Murilo Benício

A novela conta a história de Ana Francisca, que ficou órfã após o assassinato do pai e passa a morar com a avó no sul do país. Ela é uma moça tímida, feia e que não tem qualquer instrução, já que morava num sítio meio isolado de tudo.
Por isso, é motivo de muitas chacotas das moças da cidade, que são elegantes e bem cuidadas, principalmente de Olga (Priscila Fantin).
Ana Francisca se apaixona por Danilo, um jovem muito popular na cidade, mas cheio de trejeitos estranhos. Ele é rico e por isso cobiçado por praticamente todas as moças do lugar. Por isso, todas armam para que o caso entre a caipira e Danilo vá por água abaixo. Aninha engravida e se sentindo abandonada e no mais completo desespero, encontra apoio em Ludovico, dono da fábrica de chocolates na qual seu tio trabalha. Ludovico a pede em casamento e depois os dois saem do país. Longe dali, nasce Tonico, fruto do caso de amor desastrado.
Após a morte de Ludovico, Ana Francisca retorna, mais madura, chique, imponente e dona da fábrica de chocolates. Ela e Danilo continuam se amando, mas a mágoa de ambos é maior e cada vez mais se distanciam.
A história é cercada por gargalhadas, muita bagunça, doces e principalmente, boladas, tortadas e doce voando para tudo que é lado, fato que deu a Walcyr Carrasco o título de especialista em humor e coloca Chocolate com Pimenta em 6º lugar na nossa lista.

5º - Que Rei Sou eu – 1989



Autor: Cassiano Gabus Mendes
Direção: Jorge Fernando
Protagonistas: Edson Celulari, Giulia Gam, Natália do Vale

1786. Três anos depois da Revolução Francesa, uma trama de capa-e-espada exibe um filho bastardo, Jean Pierre (Edson Celulari), legítimo herdeiro do trono de Avilan, um reino corrompido pela corrupção de seus governantes e incríveis injustiças sociais.
Na ausência do sucessor do trono, os conselheiros reais, que dominam a rainha Valentine (Tereza Rachel), coroam um mendigo – Pichot – como rei. A maldade é obra de Ravengar, o bruxo do condado. Mas Jean Pierre é um rebelde e se arma para derrubar os vilões de Avilan e se apossar em definitivo da coroa que lhe pertence.
Todavia, Jean-Pierre não vive apenas de heroísmo. Sua luta é entremeada por duas mulheres apaixonadas, a jovem Aline e Suzane, esta casada. E ambas disputam o amor do rapaz.
Que Rei sou Eu foi reprisada pouco tempo depois de seu término, na extinta Sessão Aventura. Fazia uma crítica bem humorada e inteligente sobre problemas do nosso país, como a instabilidade da moeda [e um momento muito marcante foi seu final, no qual Jean Pierre, após um belo discurso para o povo de Avilan, termina bradando “Viva o Brasil!”]. Por outro lado, sendo exibida em pleno período de campanha eleitoral, foi considerada como manifestação velada de apoio ao candidato Fernando Collor. Alguns destaques do folhetim foram: a participação especialíssima de Gianfrancesco Guarnieri como o Rei Petrus III, Tereza Rachel em interpretação magistral como a Rainha Valentine [que arrancou risadas do público com sua gargalhada estridente]; Antônio Abujamra como Ravengar e a participação especial de Dercy Gonçalves como Eknésia, mãe de Valentine. Assim, Que Rei Sou Eu? conquista um honroso 5º lugar.

4º - A Próxima Vítima – 1995



Autor: Sílvio de Abreu
Direção: Jorge Fernando
Protagonistas: Tony Ramos, Suzana Vieira e José Wilker

Marcelo (José Wilker) leva uma vida dupla. Casado com Francesca Ferreto (Tereza Raquel), ele mantém outra família ao lado da batalhadora Ana (Suzana Vieira), com quem teve três filhos. Tudo segue normalmente, com Marcelo sempre mantendo as duas famílias, até que ele é descoberto e despertou a ira de sua ciumenta esposa, que se sente rejeitada pelo fato de ser mais velha que ele, e estéril
Paralela à descoberta da bigamia de Marcelo, ocorre uma série de assassinatos: logo na primeira cena, morre Arnaldo Roncalho (Reginaldo Faria), atropelado por um Opala preto que é uma das peças-chave da narrativa. E outras mortes se seguem, inclusive a própria Francesca morre a certa altura da novela. As mortes em série dão início a uma investigação que busca descobrir não só a identidade do assassino e suas razões para mata, mas também quem seria a próxima vítima. A lista das vítimas era baseada em uma lista do horóscopo chinês.
Pode-se dizer que foi uma novela de foco atípico, colocando o mistério acima do romance, que mobilizou pessoas de várias idades, classes sociais (só para citar um exemplo, várias turmas de escola primária chegaram a fazer bolão de apostas sobre quem seria o assassino misterioso) e até países, como a Rússia, que chegava a parar apenas para ver a novela. Por isso, A Próxima Vítima fica em 4º lugar na nossa lista.

3º - Mulheres de Areia – 1993



Autor: Ivani Ribeiro
Direção: Wolf Maya
Protagonistas: Glória Pires

Ruth e Raquel são irmãs gêmeas de personalidades totalmente distintas: uma é boa e outra, má. Marcos Assunção se envolve com as duas que são de família pobre, mas acaba se apaixonando por Raquel, que na verdade não o ama, quer apenas usá-lo para subir na vida e conquistar posição e fortuna. Ela continua seu envolvimento com um amante, tão mau-caráter como ela, e é descoberta por Tonho da Lua, doente mental que é famoso nas redondezas por esculpir mulheres na areia.
Ruth, apaixonada de verdade por Marcos, sofre ao ver as maldades da irmã, mas não sabe como convencer a todos de que Raquel é uma vilã sem escrúpulos e por isso acaba se passando por má.
A novela tem mudanças geniais da autora, como quando Raquel se passa por Ruth e ninguém mais sabe quem é uma e quem é a outra, um dos momentos mais marcantes da história da TV, por isso Mulheres de Areia conquistou o 3º lugar de nossa lista.

2º - Belíssima – 2005



Autor: Sílvio de Abreu
Direção: Denise Saraceni
Protagonistas: Glória Pires e Tony Ramos

“Belíssima” foi uma das muitas novelas elogiadas de Sílvio de Abreu. Contou a história de Júlia (Glória Pires), uma empresária bem-sucedida no ramo da moda; mas uma mulher tímida, cheia de traumas e com auto-estima muito baixa, que viveu sob a cobrança de sua avó, Bia Falcão (Fernanda Montenegro) para perpetuar o mito de sua mãe, essa sim um mito da beleza. Nos primeiros capítulos, Júlia viaja a Grécia para visitar o irmão e a cunhada (vividos por Henri Castelli e Cláudia Abreu) e conhece Nikos (Tony Ramos) tendo uma paixão fulminante.
De volta ao Brasil, Júlia acaba se envolvendo com André (Marcelo Antony), que a princípio se mostra apaixonado, mas na verdade é um contratado para roubar toda a fortuna de Júlia. Um dos grandes mistérios da novela foi saber quem era o chefe misterioso de André.
A novela mostra ainda o primeiro papel de vilã na TV de Fernanda Montenegro, que encarnou Bia Falcão e deixou saudades. Essa personagem chegou a forjar a própria morte (artifício que já havia sido usado em outras ocasiões, como na novela A Próxima Vítima, também de Abreu, quando Francesca Ferreto foi dada como morta e voltou nos momentos finais). Com a revelação de que Bia Falcão era a mandante de André tudo fez sentido e Bia fugindo para Paris, foi um dos finais mais interessantes da teledramaturgia brasileira, por isso Belíssima aparece em 2º lugar.

1º - A Favorita – 2008



Autor: João Emanuel Carneiro
Direção: Ricardo Waddington
Protagonistas: Cláudia Raia, Patrícia Pillar, Mariana Ximenes

A novela trouxe um novo formato do segmento na TV Brasileira. Contava a história de Donatela (Cláudia Raia) e Flora (Patrícia Pillar) amigas de infância que formavam uma dupla sertaneja. Com a morte de Marcelo, marido de Donatella, as duas são suspeitas do crime, porém Flora é condenada.
A novela começa com a saída de Flora da cadeia, insistindo em sua inocência e decidida a provar que Donatella é a verdadeira assassina. Enquanto isso, Donatella vive na mansão dos Fontini, pais de Marcelo, e cria a filha de Marcelo com Flora, Lara (Mariana Ximenes). Com o desenrolar da trama, vem a revelação de que Flora é a vilã e que Donatela é a mocinha.
Os telespectadores voltaram a torcer por uma mocinha, mas também vibraram com a vilã desenvolvida por Patrícia Pillar. Muitos consideram, inclusive, Flora a maior vilã de todos os tempos. Vale ressaltar que quando da ocasião da revelação de Flora era de fato a assassina, muitas pessoas chegaram a se decepcionar com a história e previram um declínio da história, quando o que aconteceu foi justamente o contrário. As seqüências espetaculares e a falta de barriga colocaram A Favorita no topo de nossa lista.

Texto escrito por Daniel César e Evana Ribeiro.

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