quarta-feira, 16 de março de 2011

Hebe Camargo: um prato cheio para a Rede TV!

O programa de Hebe Camargo estreou na última noite em sua nova casa, a Rede TV! e, mesmo com apenas um programa, é possível fazer uma análise, ainda que um tanto quanto superficial, mas alguns pontos já ficaram bastante claros e pode-se analisar, principalmente pelo fato de muitos dizerem na época da mudança, que Hebe era a "cara do SBT".

A princípio, o que se viu foi uma direção preocupada tentando a todo custo utilizar todas as características da apresentadora, sem contudo, perder a identidade que a emissora conquistou ao longo de mais de 10 anos de programação popular, recheada de situações bizarras e, em alguns momentos, de gosto discutível. O cenário foi um clássico exemplo disso, saiu o bom gosto com que nos acostumamos e apareceu o exagero. A tentativa de mostrar o glamour da apresentadora estava presente no cenário, contudo, com a cafonice que faz parte do gente da Rede TV!

O programa de estréia conseguiu uma vantagem em comparação aos últimos anos de Hebe Camargo na sua antiga casa. Dinamismo foi a palavra. Ao invés de longas entrevistas com temas variados no sofá e, às vezes, um pequeno musical, houve diversas facetas de entrevistas e não apenas no estúdio. Num só programa pudemos ver Hebe desfilando com seu sofá pelo Carnaval e até em Brasília, numa visita descontraída à presidente Dilma Roussef. Esta criatividade e ousadia era um ingrediente interessante que poderia ter sido abordado no SBT.

Porém, numa emissora pequena e que nunca privou pelo bom gosto, Hebe se sentiu muito mais livre e ela, que já vinha exagerando nos últimos anos, ultrapassou - e muito - a tênue linha da liberdade e descontração pulando para o lado da vulgaridade e libertinagem. Perguntas de um mau gosto extremo, deixando em muitos momentos seus convidados e entrevistados constrangidos - nem a presidente da república escapou de momentos de saia justa diante de Hebe - marcaram o tom do programa inicial.

Hebe é e sempre foi carismática, feliz e ousada como entrevistadora. Porém, sempre deu mostras de, por ser quem é, achar que não deve respeito e reverência a seus convidados, isso faz dela uma profissional que peca e que, em alguns momentos, deixa seu público com vergonha alheia, e, agora na Rede TV!, a impressão que deu, é que esses momentos se tornarão rotina.

O programa da Hebe, de qualquer forma, passou a impressão de que terá momentos interessantes e criativos, porém, às vezes, não produzindo o máximo de sua capacidade porque a apresentadora mais atrapalha o andamento do que ajuda, pensando sempre em si, ao invés do entrevistado e do público. Para os que gostam da cafonice da Rede TV! aliada ao exagero de Hebe Camargo, é um prato cheio.

terça-feira, 15 de março de 2011

Glória Pires tenta salvar Insensato Coração

Todos sabem minha opinião sobre Insensato Coração. Acredito que não seja necessário ficar repetindo a todo momento, pois já deixei minha posição clara sobre os inúmeros problemas da novela assinada por Gilberto Braga e Ricardo Linhares. E, mesmo depois dos textos que já escrevi aqui, não houve melhora alguma no folhetim que segue com todas as falhas que presenciamos desde o primeiro capítulo - e até algumas outras.

Ainda assim, é preciso reconhecer que a equipe de criação tem méritos no trabalho de composição de Norma, personagem interpretado por Glória Pires. A personagem já recebeu tamanha expectativa por parte do público, mesmo antes da estréia da novela, por se tratar de mais uma vilã na carreira da atriz e, novamente, sob os cuidados de Gilberto Braga, que seria insuportável vê-la neste processo através de outra profissional.

Desde que surgiu na trama, na segunda semana, Glória vem fazendo um trabalho primoroso que, aliado ao excelente texto e história sólida criada por Braga e Linhares, permite a expectativa de termos, de fato, uma das principais vilãs da história recente da teledramaturgia.

É bem verdade que Norma ainda não aconteceu. Até o momento, a personagem vem recebendo características, não apenas emocionais, mas físicas também, para compôr a vilã. Tudo que passou nas mãos de Leo (Gabriel Braga Nunes) ajudou na composição, embora lenta, mas, é uma das poucas vezes em que um autor se preocupa em mostrar a história de vida de uma pessoa comum que, a partir de tamanho sofrimento, terá sua personalidade moldada às lágrimas e perderá completamente o senso de justiça e ética.

Norma se torna vilã já nos próximos capítulos. E Glória Pires, apenas pelo currículo, deixa claro que seria capaz de assumir um papel tão complexo. Até o momento a atriz deu show e vem conseguindo compôr a personagem exatamente como deve ser. Norma não é falante, não tem muitos diálogos, tem histórias, sofrimentos que são mostrados ao telespectador através da expressão facial, do olhar, dos gestos comedidos. Glória Pires tem o único papel, ao lado de Gabriel Braga Nunes, que realmente interessa em Insensato Coração e, a partir de agora, ela pode salvar a novela da perdição.

Veja o vídeo em que Norma é condenada:

domingo, 13 de março de 2011

E o Tempo Passou em O Rei do Gado

A primeira fase de O Rei do Gado é, indiscutivelmente, um dos momentos mais bonitos da teledramaturgia nacional.  O brilhante texto de Benedito Ruy Barbosa, aliada à direção de Luiz Fernando Carvalho, a fotografia de Walter Carvalho e o elenco impecável, criaram cenas inesquecíveis que ficarão para sempre no imaginário de quem assistiu. Mas essa primeira frase acabou e é aí que a novela realmente começa.

Assistindo a reprise pelo Canal Viva, vemos uma imensa diferença entre as fases. Não em termos técnicos ou de interpretação, mas em termos de texto. Que o ritmo narrativo de Benedito Ruy Barbosa é lento, todos sabemos. O estilo do autor é esse, tem muitos admiradores e deve ser respeitado, mas o grande problema de O Rei do Gado, é que a trama fica girando sem sair do lugar. 

O romance entre Bruno Mezenga (Antônio Fagundes) e a bóia-fria Luana (Patrícia Pillar), apesar de interessante, não segura a novela. Até porque não existem grandes empecilhos para o amor dos protagonistas. Tudo fica muito filosófico e abstrato. Os conflitos dos filhos de Mezenga, Marcos (Fábio Assunção) e Lia (Lavínia Vlasak) também não chamam atenção, já que os personagens não tem, pelo menos em um primeiro momento, empatia com o público.

A grande promessa de trama é a misteriosa Marieta (Glória Pires) que chega na fazenda do tio de Bruno, o solitário Jeremias Berdinazzi (Raul Cortez), dizendo ser sua sobrinha desaparecida e portanto, herdeira. Mais tarde, vamos descobrir que a herdeira é Luana e que Marieta, na verdade Rafaela, é uma impostora. Infelizmente, essa é uma trama que não vinga. Mesmo com o show de interpretação de Raul Cortez, Benedito Ruy Barbosa não conseguiu contar esse entrecho de forma envolvente, jogando fora o principal trunfo da novela.

Nesse jogo de histórias que não decolam, a única que realmente começa a criar interesse, é a de Léa (Silvia Pfeifer), mulher de Bruno. Cansada de ser ignorada pelo marido, Léa se envolve com o cafajeste Ralph (Oscar Magrini), abandona o rei do gado e se casa com o amante, buscando a felicidade. O problema é que Ralph só está interessado nos bois de Léa, e quando ela sai do casamento com quase nada, o “amor” do rapaz desaparece. Léa passa a conviver com a violência de Ralph que chega a agredi-la e com suas amantes, Suzane (Leila Lopes) e Marita (Luciana Vendramini).

A trama de Léa se torna tão importante, que é a partir dela que, da metade pra frente, O Rei do Gado passa a girar. O assassinato de Ralph se torna o centro da novela. Bruno, Léa, Marcos, Marita, Suzane e seu marido, Orestes (Luiz Parreiras) são suspeitos. Daí pra frente, a novela se torna uma grande história policial, conseguindo ótima audiência e todos, emissora e público, terminam felizes para sempre.

Do jeito que eu coloco a coisa, pode parecer que acho O Rei do Gado uma novela ruim. Não acho. É uma história até interessante, mas que poderia ser infinitamente melhor. Rafaela, que deveria ser uma grande vilã, movimentando as tramas, acaba relegada à fazenda, sem muito acrescentar à novela. Seria interessante um embate com Luana, tanto pela herança como pelo próprio amor de Bruno. Enfim, coisas que poderiam ter sido e não aconteceram.

O Rei do Gado é um novelão com cara de clássico, tem seus atrativos e acertos, mas já começava a mostrar características do que se transformaria a Teledramaturgia nas décadas seguintes: um emaranhado de ótimas histórias que não são contadas.

Por Walter de Azevedo

quarta-feira, 9 de março de 2011

O Salto de Qualidade da Transmissão do Carnaval

Em 2011 quem ficou em casa ao invés de sair para a festa (?) e preferiu acompanhar a transmissão do Carnaval pelas emissoras de TV teve uma grata surpresa. O salto de qualidade que a TV aberta brasileira enfrentou em 2011 é, não apenas digna de nota, como motivo para comemoração, principalmente num período em que tanto se critica as emissoras de TV aberta em detrimento dos canais a Cabo.

Vamos, portanto, fazer uma análise sucinta da transmissão que cada emissora realizou nestas 05 noites de festa (?):

Rede TV: Um verdadeiro presente para os fãs de carnaval e de qualquer cobertura trash. Se, há alguns anos, a emissora primava pela transmissão amadora e sem qualidade, isso mudou. A transmissão assumiu toda sua capacidade de ser trash e optou por divertir o telespectador. Entrevistas animadas, comentários espetaculares e momentos ótimos para os fãs.

Band: Já tradicional na cobertura carnavalesca, a Band continua pecando pela falta de profissionais de câmera. Erro em alguns closes e principalmente a imagem tremida - provavelmente oriunda do jornalismo cão que a emissora tanto defende - incomodaram bastante. Ainda assim, as entrevistas sempre se salvaram, neste quesito, foi a opção mais interessante, com perguntas que sempre fugiam do senso comum e mantinham o telespectador sempre alerta.

SBT: Um passo importante na história da emissora. Apesar de alguns equívocos graves - como cancelar a transmissão para levar ao ar Ana Raio e Zé Trovão, provavelmente por conta dos patrocinadores - a emissora mostrou ousadia e capacidade de entrar no Mercado. Se antes, todos acusavam o SBT de ser a rede de televisão que ignorava os acontecimentos no país, agora não pode mais. E a transmissão do Carnaval baiano foi até que acima das expectativas, mesmo que a audiência não tenha correspondido, afinal, o telespectador precisa se acostumar com esse tipo de transmissão ali, o salto foi importante.

Record: A emissora que realmente frustrou. Quase sem cobertura nenhuma, a emissora ocupou sua grade muito mais na tentativa sem graça de divulgar sua nova novelinha, Rebelde, a acompanhar de perto a maior festa (?) do país. Os noticiários bem que tentaram, mas tudo muito seco, sem sal. Deu até a impressão que houve interferência da IURD. Porém, quis o destino, que o caso mais falado do Carnaval fosse da Record com o tombo de Ana Hickmann (risadas aqui).

Globo: Nova frustração. O Padrão Globo de Qualidade foi para o espaço com a transmissão do Carnaval de São Paulo. Repórteres e apresentadores tentando falar ao mesmo tempo, informações equivocadas sobre as Escolas, além de entrevistas que nunca fugiam do senso-comum, até o típico pedido de "dá uma sambadinha aí pra gente ver" houve. Na transmissão carioca, o charme de Glenda Koslowsky ajudou, mas não foi tão diferente assim. Pena. E a apuração? Não vi a apuração carioca, mas a paulista foi um sem número de erros que dá desânimo até relembrar.

sábado, 5 de março de 2011

Bem Estar é uma grata surpresa

Quando a Rede Globo passou a anunciar o programa Bem Estar como parte de sua programação em 2011, confesso que fiquei bastante reticente. A começar por não entender o motivo de um programa destes moldes logo depois de Mais Você e também por acreditar que não faz o menor sentido um programa assim num horário em que há mais crianças vendo TV do que donas de casa.

Ledo engano foi eu pensar que Bem Estar era um programa voltado para o público feminino. Com coragem, ousadia e profissionalismo, a Globo conseguiu imprimir um ritmo completamente diferente do que já se viu na TV aberta neste formato e fazer com que o telespectador mais variado tenha interesse em assistir o programa o tempo todo.

Os temas são muito bem escolhidos e de interesse público e, mesmo aqueles voltados para uma parcela específica da população, são tratados de forma tão interessante que fica impossível sair da frente da TV até que o tema seja completamente esmiuçado.

Aliás, o título do programa já foi uma tacada de mestre, pois a proposta é realmente esta, ajudar o telespectador a viver em bem estar, ou seja, viver de forma saudável, não apenas partindo da premissa alimentar, mas em todos os sentidos da vida, como o trabalho, lazer, relacionamento familiar e até elementos culturais que são fundamentais para uma vida tranquila.

É bem verdade que a Globo demorou bastante para explorar o formato que já tornou-se meio velho, mesmo no Brasil, mas quando o fez, mostrou o motivo de ter disparado a melhor programação do Brasil. Um programa de qualidade ímpar, com linguagem extremamente popular, tratando de temas que de fato interessam a todos. Isso sim é fazer televisão.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Momento épico do BBB - TODOS COMEMORA

Sou fã do Big Brother Brasil. Aliás, sou fã de qualquer Reality Show. Não nego, nunca neguei, acho o formato atraente e muito interessante, uma forma inovadora de entretenimento que a TV brasileira tem sabido explorar com precisão na maior parte das vezes, principalmente por saber ser independente e respeitar a cultura nacional na forma de assistir televisão.

Acompanho o BBB desde sua primeira edição, já faz tempo, e sou um dos telespectadores que viu diante de seus olhos este fenômeno de audiência, faturamento e repercussão, ir se tornando independente, maduro e desenvolvido. Em sua 11ª edição, o Reality global teve momentos inesquecíveis e impossíveis de se registrar todos neste espaço, para citar apenas dois deles: Ana Carolina matando formigas com sabão em pó e a briga espetacular entre Elenita e Lia.

Na noite da última terça tivemos dois momentos ótimos no programa. O primeiro, foi a saída do participante mais intragável da história de todos os Realities Shows que já foram produzidos no Brasil. Diogo, o ogro gago, foi eliminado e baixou a bola dele e de seus amigos, outro bando de gente insuportável e mostrou que o público está atento, notando as trapalhadas dos participantes.

Confesso que nunca fiquei tão satisfeito com uma eliminação como fiquei ao ver Diogo chorando copiosamente por deixar os "amigos" e ter que abandonar o jogo. BEM FEITO!!!! Mas, o melhor ainda estava por vir, após o fim do programa de terça, já no PPV, o que se viu foi um momento épico, uma cena que jamais sairá da mente de quem viu.

Maurício, ou Maumau para os íntimos, sentado, inconsolável, chorando copiosamente pela saída do amigo e dizendo frases de uma verdadeira viúva ao melhor estilo luto: "Ele era tão carinhoso comigo, os abraços, as conversas, os beijos. Vou sentir tanta falta". Ri, e não ri pouco, minha barriga doeu e acordei quase toda a casa com minhas gargalhadas.

E tem gente que insiste em dizer que Big Brother não é entretenimento. Tem programa de humor melhor que este?

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Final de semana difícil para a TV aberta

Fiz um experimento neste final de semana e tentei, ao máximo, assistir trechos da programação de TV aberta das três principais emissoras do país, Globo, Record e SBT, e, confesso, me sinto um herói por ter sobrevivido a essa prova de fogo, que aliás, poderia ser usada como prova de resistência no BBB ou até pelo Survivor americano, seria super chique e quase ninguém resistiria.

Porém, sem mais delongas, vamos aos comentários da programação por emissora, começando pela Rede Globo, a única que dá algumas boas oportunidades que, mesmo assim, não são tão aproveitadas. O Caldeirão do Huck, no sábado, já foi um baita programa, mas entrou no piloto automático faz tempo e, sem nenhuma espécie de inovação criativa, nos faz assistir as mesmas coisas e ver um apresentador que, em alguns momentos, parece estar completamente desmotivado. Também, pudera, seu programa já atingiu o máximo que poderia e não tem mais potencial para caminhar a lugar algum.

Esquecendo as três novelas, a seguir, a emissora nos apresentou um BBB chato e sem graça como, aliás, vem sendo todos os sábados. O programa de sábado já foi bem maior e com festas ótimas, porém, nesta edição, o bom da festa tem ficado para as madrugadas e, com um início monótono, a direção acaba bem rápido. Em seqüência, o péssimo Zorra Total, outro programa que já foi bom um dia, mas perdeu seu rumo e não consegue mais produzir bons quadros de humor. 

Os domingos da Globo são tão ruins quanto de qualquer emissora. Logo depois do almoço já começa com o Esquenta, um programa promissor e que começou muito bem, mas vem sendo pessimamente editado e isso prejudica bastante o ritmo do programa e cansa o telespectador. Os filmes escolhidos quase sempre cansam qualquer pessoa e, o Faustão, faz tempo que anda precisando de novas idéias e um rumo para seu programa que, apesar de não explorar a miséria humana e manter o bom gosto, ficou meio que preto e branco, enfadonho. Fantástico segue salvando as noites de domingo ao lado do próprio BBB.

Pela Record, temos no sábado a seqüência chata de filmes durante a tarde que ninguém quer ver, isso se dá a pura preguiça da direção da emissora em pensar num programa interessante. Em seguida, vem O Melhor do Brasil, programa de Rodrigo Faro que, já viveu seu auge e, há muito tempo segue com os mesmos quadros e tenta sobreviver com as performances do apresentador, outra coisa que já cansou faz tempo. O programa tem sido muito chato. Para fechar as noites de sábado, Legendários, aquele programa que não é de humor, não é jornalístico, não é nada. É só ruim mesmo.

Aos domingos, a Record extrapola a capacidade do mau gosto e já começa com Tudo é Possível, atualmente o pior programa da TV brasileira, de um mau gosto que impressiona, com uma apresentadora completamente deslocada. Quadros que irritam pela quantidade de bobagem e que só é visto mesmo por quem adora essa coleção de bizarrices. Programa do Gugu segue o mesmo estilo, com o diferencial de tentar ser jornalístico e, como isso é só uma piada, é melhor nem comentar, deixa só o programa ser ruim mesmo. Por fim, Domingo Espetacular que há muito tempo deixou de ser jornalístico para virar uma mistura de nada com coisa nenhuma.

E o SBT? Ah, o SBT. No sábado vem com o Programa Raul Gil, programa tão inocente, tão "puro" que, às vezes, dá sono assistir. Não é que o programa seja ruim, mas, além de ser absolutamente cafona para os padrões atuais da TV brasileira, ele é completamente robótico, ensaiado, sem nada de diferente, às vezes cansa. A partir daí a emissora segue com a programação normal de sua faixa nobre que, seja sábado ou em qualquer dia, já enjoou faz tempo.

E os domingos que sempre foram sinônimo de SBT? Foi-se o tempo. O Domingo Legal, de Celso Portiolli, é tão, mas tão ruim que, em alguns momentos, é tão constrangedor assistir que o ideal é manter a tv desligada. Ou se explora a miséria humana ou abusa dos longos vídeos que, até hoje, ninguém sabe para que serve. Em seguida vem Eliana, único programa no estilo que ainda é aproveitável na TV brasileira. Ainda que tenha perdido o foco, esteja sem identidade, seja monótono e cansativo, Eliana ainda é a melhor opção de domingo para qualquer telespectador. O Programa Sílvio Santos fecha a noite do mesmo jeito que era ha 30 anos, ou seja, programa que não muda, velho e que cheira a poeira, um museu seria um lugar ideal para o formato que, só funciona ainda, graças a capacidade incrível de Sílvio Santos como animador.

Um conselho: saia de casa nos finais de semana, economize energia e deixe a TV desligada. Você não vai perder nada.

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