segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Domingo na TV: Tudo é Possível

Dando continuidade à coluna que estreou na semana passada, o Domingo na TV que tem por objetivo avaliar os principais programas dominicais das três principais emissoras da TV aberta brasileira. Na semana passada, a primeira crítica tratou do programa Eliana, do SBT e, para esta semana, o programa assistido foi o Tudo é Possível, da Rede Record.

Com quatro horas de duração, o programa de auditório não justifica esse tempo na grade dominical da emissora, visto que não apresenta quadros suficientemente fortes para se manter no ar por tanto tempo com uma programação diferenciada e de qualidade. E aí começam os problemas. Ao longo das 04 horas foram apresentador 07 quadros, nenhum com tempo menor de 10 minutos de duração e alguns com praticamente uma hora no ar.

O grande problema é que praticamente todos os quadros foram inspirados em outros programas, seja da emissora ou não. Dizer que o atual Tudo é Possível é uma espécie de fábrica de reciclagem que assiste à programação nacional para, depois, se inspirar na criação de seus próprios quadros não seria nenhum exagero. Nada ali é inédito ou inovador. Assistir ao programa sempre dá uma impressão de nostalgia, pois quem vê sabe que já assistiu aquilo em algum lugar.

Pior do que isso é que muitos desses quadros "inspirados" em outros programas não apontam qualidade alguma. O Jornal Tudo é Possível é das coisas mais constrangedoras que se vê na TV atualmente, tão ruim que é. Assim como o Piadas de Rua que também é muito fraco. Somando esses dois quadros e o Concurso de Stand Up foram mais de uma hora dedicada a comédia, nada justifica isso num programa de auditório.

O único quadro realmente interessante foi o tempo do programa dedicado à própria emissora. Mostrar os bastidores das gravações da minissérie Rei Davi foi bastante interessante e bem construída, e a ideia de colocar os protagonistas para entrevistar elenco, direção e autora, deu um toque de criatividade ao quadro que, mesmo longo, não cansou.

A utilização de vídeos da internet em diversos quadros comprovam a total falta de pauta para manter o programa no ar por 04 horas. Além de não ser uma ideia inédita - programas utilizam isso desde o início da década passada - utilizar este artifício em quadros diferentes e por tanto tempo, mostram a crise de criatividade da produção do programa.

Mas o pior é falta de respeito com a apresentadora. Em 04 horas de programa, Ana Hickmann apareceu por míseros 29 minutos, ou seja, 12% do tempo. Um programa dominical de auditório deve ser sustentado pelo carisma de seu apresentador e, quando se utiliza de matérias externas ou quadros longos, o ideal é acompanhar os comentários da apresentação. Ana Hickmann é desrespeitada pela direção quando se torna uma peça simples e sem importância na engrenagem do programa. Verdade seja dita, quando ela aparece no comando de algum quadro, não consegue transmitir carisma e naturalidade suficientes.

Sem qualidade alguma, o Tudo é Possível necessita urgentemente de uma reformulação para driblar a crise de criatividade e manter-se no ar por tanto tempo. Da forma como está, é cansativa e, provavelmente, essa é a justificativa para o programa ter tantos momentos diferentes na briga pela audiência.

4 Quebraram tudo:

Diego Gadelha disse...

Ana Hickmann não é uma apresentadora para o domingo!

Moisés Moura disse...

O Jornal Tudo é Possível é UMA VERGONHA! Piadas de Rua também. Tirando esses dois poderia voltar com o Vale Tudo Só Não Vale Mentir. De resto é muito bom!

Ricardo disse...

@Diego Gadelha
Ana Hickmann não é apresentadora para nenhum dia da semana!

Ricardo disse...

1º problema: Record
2º problema: Ana Hickmann
3º problema: o próprio programa.

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