terça-feira, 16 de março de 2010

A estréia promissora da temporada do CQC


Estreou na noite de segunda-feira, 15, a 3ª temporada do CQC - Custe o que Custar - na BAND. O humorístico havia saído de férias no final de 2009 sob intensas críticas de já não serem mais o mesmo. Após uma primeira temporada que fez com que o programa vencesse todas as premiações de "melhor programa do ano" em 2008, o que se viu em 2009 foi quadros carregados, enjoativos, com os humoristas sem o mesmo brilho e criatividade.

Com um desgaste grande já na 2ª temporada, todos que assistem estavam apreensivos com a estréia em 2010, mas nem todos colocavam muitas expectativas nisso - e eu era um deles. A estréia do Pânico na TV já foi um alerta de que não é fácil renovar programas humorísticos e manter a qualidade padrão que fez com que o telespectador se encantasse pelo jeito de ser e pelas características que davam a cara ao programa. Portanto, colocar esperanças altas no retorno do CQC, ao meu ver, era um risco, principalmente devido ao fim melancólico da 2ª temporada.

Mas o que tivemos foi uma grata surpresa. Em todos os quesitos o humorístico estava extremamente inspirado, redondo e muito bem trabalhado. Não houve um único quadro apresentado que dá para dizer "este foi sem graça", o que é uma luz no fim do túnel para o formato que já parecia desgastado. O elenco também estava numa sintonia vista apenas na 1ª temporada, com excelentes tiradas, entrevistas dinâmicas e situações ainda mais bizarras.

O CQC sempre foi tido como um programa mais intelectual, com humor refinado, bem diferente do Pânico, mas nos últimos programas de 2009 a zombaria, os apelos, deixaram o público incomodado. Nesta estréia não se viu isso, o que se viu foi sarcasmo, tiradas interessantes, sempre com o mesmo ar intelectual que marcou o programa em sua primeira temporada.

O trio de apresentadores foi um caso a parte. Todos estavam a vontade, soltos e preparados para mais um ano de trabalho. O roteiro também ajudou, o que mostra que há um trabalho sério e muito bem bolado nos bastidores e permite que os apresentadores estejam a vontade e livres para soltar suas pérolas.

Mas o grande destaque da noite foi o quadro em Brasília. Houve uma mudança na escalação para o quadro e entrou Mônica Iozzi, a integrante mais recente do grupo e que conseguiu fazer parte graças a um concurso no ano passado. Mônica esteve firme e fez de suas entrevistas os melhores momentos da noite de ontem no CQC. A "entrevista" com José Genuíno, do PT, foi absolutamente genial, desses momentos para entrar para a história do programa.

A expectativa agora é de que todos os envolvidos com o Custe o que Custar mantenham esse jeito leve, divertido, bem humorado e, principalmente, inteligente que o programa de estréia teve. Se conseguirem, quem agradece é o público.


1 Quebraram tudo:

Isabela disse...

Cara, eu curtii muito o programa de ontem. E concordo com o post... eu trinquei no quadro "As piores noticias da semana" ashuashushuas'

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