segunda-feira, 24 de setembro de 2012

The Voice Brasil acerta e faz bela estreia

Depois de muitos anos sem se aventurar pelo terreno dos Realities musicais - após a exibição discreta do Fama - a Rede Globo voltou a apostar neste tipo de filão que arrebata milhões de fãs nos EUA e ao redor do mundo com a estreia da versão brasileira do mais recente sucesso neste formato: The Voice.

Os fãs do Reality americano estavam ansiosos e ao mesmo tempo temerosos com a estreia, uma vez que a experiência com as adaptações brasileiras do formato não tem sido das mais felizes - American Idol viu seu formato destruído pela Rede Record com a exibição do Ídolos. Porém, bastou a apresentação dos técnicos e a abertura para ficar claro que a Globo investia alto na produção e a ideia era levar ao ar um programa de altíssima qualidade, quando comparado a outros do mesmo estilo no país.

Ao contrário da concorrência, a direção do programa, sob os cuidados de Boninho, investiu exclusivamente nos candidatos de qualidade, eliminando as bizarrices que o brasileiro está acostumado a ver em Realities. É bem verdade que o formato do The Voice é assim em praticamente todos os lugares, portanto, não chegou a ser uma grande surpresa esta decisão, porém, como a TV brasileira sempre investe no diferente e estranho, havia expectativas sobre essa decisão.

O alto nível dos concorrentes foi o que chamou a atenção num primeiro momento. A pré-seleção certamente foi bastante rígida, pois apenas candidatos de muita qualidade subiram ao palco do programa para se apresentarem para os técnicos. Isso é uma demonstração clara de que a disputa será acirrada e de que, ao menos musicalmente, pode-se esperar um grande programa.

A edição também merece elogios. Com cortes de câmera interessantes e sem tempo para muito rodeio, o telespectador teve a chance de ver um programa leve e muito ágil, graças ao trabalho dos editores que separaram um ótimo material para levar ao ar. Com direção firme e edição de qualidade, ficou claro que, tecnicamente, a estreia foi bem acima do esperado.

O cenário foi um dos poucos senões desta estreia. Tímido e muito pequeno, acabou dando a impressão que todos - técnicos, concorrentes e públicos - estavam encolhidos para caber naquele espaço que acabava por se parecer com um cubículo. Por conta do espaço, provavelmente, a presença do público acabou sendo bastante discreta e incomodou em alguns momentos, pois não parecia uma apresentação ao vivo com presença de plateia.

Os técnicos, por sua vez, chamaram a atenção por tentar demonstrar tranquilidade e estarem à vontade no formato. Lulu Santos e Carlinhos Brown se esforçaram para demonstrar técnica na avaliação dos candidatos  e conseguiram apresentar muito conhecido, porém, em alguns momentos, as análises ficaram modorrentas. Daniel, num esforço hercúleo para ser leve e divertido, acabou fazendo piadas sem graça e se tornando o jurado mais deslocado. O grande destaque, contudo, foi Cláudia Leitte. Extremamente à vontade, a cantora fez caras e bocas durante as apresentações e comentários hilários, além de praticamente implorar para candidatos fazerem parte de seu time.

O grande equívoco dos técnicos, talvez, tenham sido os comentários dos reprovados - e também dos aprovados. A preocupação em elogiar todos para que ninguém desanimasse incomodou bastante, pois faltou o tom ácido que este tipo de formato tanto agrada. Talvez por ser a estreia ninguém se sentiu seguro para fazer críticas mais duras, esperemos os próximos programas.

Tiago Leifert enquanto apresentador surpreendeu bastante. Ao mostrar que fez o dever de casa, o jornalista optou por um caminho discreto, bem diferente do que o telespectador se acostumou a ver quando ele apresentava o Globo Esporte e o Central da Copa. Com poucas falas, entrevistas rápidas e perguntas diretas, ele não teve grande destaque, mas soube tornar-se praticamente invisível, deixando com que os candidatos e os técnicos brilhassem. Difícil dizer se o caminho da discrição seja o melhor para ele, num primeiro momento surtiu efeito, mas é preciso aguardar as outras fases.

A estreia do The Voice Brasil surpreendeu pela qualidade técnica e, mesmo apresentando alto nível de seus concorrentes, serviu para divertir em muitos momentos. A Globo acertou em cheio nesta estreia e a expectativa agora é que a produção mantenha a qualidade e vá deixando todos os envolvidos cada vez mais à vontade nos próximos programas.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

A diferença do real e do verossímil

A minha intenção era não falar sob nenhuma circunstância com referência às críticas que Avenida Brasil vem sofrendo nos últimos dias. Para algumas pessoas, a trama do horário das 21 Horas, em sua penúltima grande virada - ocorrida nesta semana - sofreu com um grande furo. O fato de Nina (Débora Falabella) ter apenas cópias impressas das fotos comprometedoras contra Carminha (Adriana Esteves) e não tê-las de forma digitalizada está gerando grande polêmica entre os críticos e o próprio público nas redes sociais.

A decisão em falar do assunto, contudo, veio ao perceber que tanto telespectadores quanto críticos para esquecerem-se que um dos alicerces de uma obra de dramaturgia não é sentar-se sob o que é real, mas sob o que é verossímil. A diferença fundamental entre ambos é que o real é aquilo que estamos acostumados no nosso cotidiano e o verossímil é a realidade dentro do contexto da história e não no contexto "do mundo real".

Evidente que Nina foi ingênua. Evidente que o correto seria ela ter muito mais do que apenas 04 cópias destas fotos. Mas é preciso compreender a mente humana da personagem para tentar fazer quaisquer tipos de críticas do ponto de vista do roteiro da obra. Veja que Nina, ainda enquanto Rita (Mel Maia) viveu de rompantes. Fazia tudo para desafiar a madrasta no primeiro capítulo da novela e de forma proposital. Assim que soube que o pai seria enganado, não pensou duas vezes e correu pelas ruas do bairro para localizar Genésio (Tony Ramos) e salvá-lo do golpe que a esposa e o amante Max (Marcelo Novais) planejavam.

Ao perder o pai e ser jogada no lixão, a menina continuou em rompantes. Tentou avisar Tufão (Murilo Benício) que ele seria vítima de Carminha, indo até o estádio novamente sozinha. Adotada por argentinos, a menina continuou obsessiva em seu desejo de justiça e vingança. Nina voltou para o Brasil para se vingar de Carminha, mas não planejou o que faria, não arquitetou, não pensou em nada. Apenas se infiltrou na mansão e começou um estranho relacionamento de amor e ódio com a ex-madrasta.

Veja que a personagem é de rompantes. Decidiu e faz. Foi exatamente isso. Ao ser dona das fotos, Nina jamais teve a intenção de mostrá-las para Tufão, primeiro porque queria mesmo era se divertir às custas do sofrimento da rival. em seguida, porque se envolveu demais com a família e não queria que ninguém sofresse. Uma pessoa de rompantes jamais se preocuparia com cada detalhe de um plano. Para ela, era simples: como Carminha descobriria que as fotos estavam com Betânia? Porque eram amigas, mas daí a recuperar, outra história. Como Carminha descobriria que as fotos estavam com Begônia? Porque eram irmãs, mas como chegar até a irmã argentina de Nina? Como Carminha descobriria que as fotos estavam com Débora se ambas se detestavam? Ainda assim, havia uma outra cópia, num cofre de banco. Impossível que Carminha recuperasse todas as cópias.

Não havia necessidade, na cabeça da personagem, em colocar fotos digitalizadas, que, aliás, seria um perigo, visto que poderia cair na Rede, como já vimos em casos reais. Nina não abandonou a tecnologia, ela apenas moveu-se pelo rompante e não se precaveu por todos os lados. Não foi a primeira vez que a personagem fez isso, faz parte do jeito dela. 

Os acontecimentos da virada, portanto, foram extremamente verossímeis porque, dentro do contexto de Avenida Brasil, a personagem nunca se preocupou em manter o senso lógico ao tomar uma decisão para se vingar da rival. O autor João Emanuel Carneiro seguiu a coerência baseando-se na personalidade criada para sua mocinha. Simples assim.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

4º Troféu TVxTV - Começa a Votação

Conforme divulgamos na semana passada, chegou o momento de se iniciar a votação popular para eleger os melhores do ano na TV brasileira por este espaço. É o 4º ano consecutivo que o TVxTV realiza esta premiação e a participação dos leitores tem aumentado ano após ano e, por conta disso, nos sentimos na obrigação de mais uma vez realizar o Troféu.

Como já explicamos, este ano mudamos um pouco o formato e, neste momento, iremos votar apenas na parte de Dramaturgia, deixando o Entretenimento/Notícias para os próximos meses. Os leitores terão até a primeira semana de Outubro para votar quantas vezes quiser e escolher seus prediletos entre os indicados, o resultado sai em seguida. 

Ainda haverá a votação do Júri Técnico, em que o TVxTV já está escolhendo as pessoas que irão compor este júri e votar na escolha dos melhores, o resultado sai no dia seguinte à divulgação do resultado do voto popular.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

4º Troféu TVxTV - Os Indicados

Chegou o momento de apresentar os indicados para o 4º Troféu TVxTV que ele os melhores do ano na televisão brasileira. Pelo quarto ano consecutivo o blog realiza o Troféu que, ao longo das três edições anteriores, acumula centenas de milhares de votos. Este ano dividimos o Troféu em duas partes: dramaturgia e variedades/jornalístico. Num primeiro momento o Troféu vai eleger os melhores do ano em Dramaturgia e, em meados de outubro, ocorre novamente para eleger os melhores em Variedades/Jornalístico.

Importante lembrar que obras que foram ao ar entre os meses de Agosto/2011 a Julho/2012 em sua totalidade ou em pelo menos 50% de sua exibição poderão concorrer.

Novamente teremos duas eleições paralela: a do voto popular, que abre já a partir da próxima semana com ampla divulgação neste espaço com o resultado sendo divulgado em 15 de Outubro e a do Júri Técnico, quando jurados escolhidos pelo blog irão votar e o resultado sai no dia 16 de Outubro. Confira, portanto, quem são os indicados para o 4º Troféu TVxTV


SÉRIE MINISSÉRIE OU FILME PARA TV

Série
As Brasileiras - Rede Globo
A Mulher Invisível - Rede Globo
Força-Tarefa - Rede Globo
Louco por Elas - Rede Globo
Tapas e Beijos - Rede Globo

Minissérie ou Filme para TV
Dercy de Verdade - Rede Globo
Homens de Bem - Rede Globo
O Brado Retumbante - Rede Globo
O Madeireiro - Rede Record
Rei Davi - Rede Record

Atriz Dramática em Série, Minissérie ou Filme para TV
Fabiula Nascimento, como Jaqueline em Força-Tarefa - Rede Globo
Fafy Siqueira, como Dercy Gonçalves em Dercy de Verdade - Rede Globo
Heloisa Perissé, como Dercy Gonçalves em Dercy de Verdade - Rede Globo
Maria Fernanda Cândido, como Maria Antônia em O Brado Retumbante - Rede Globo
Renata Dominguez, como Bate-Seba em Rei Davi - Rede Record

Ator Dramático em Série, Minissérie ou Filme para TV
Cássio Gabus Mendes, como Valdemar em Dercy de Verdade - Rede Globo
Domingos Montagner, como Paulo Ventura em O Brado Retumbante - Rede Globo
Murilo Benício, como Capitão Wilson em Força-Tarefa - Rede Globo
Petrônio Gontijo, como Júlio em O Madeireiro - Rede Record
Rodrigo Santoro, como Ciba em Homens de Bem - Rede Globo

Atriz Coadjuvante Dramática em Série, Minissérie ou Filme para TV
Cacau Melo, como Raquel em Rei Davi - Rede Record
Juliana Schalch, como Marta em O Brado Retumbante - Rede Globo
Maria do Carmo Soares, como Julieta em O Brado Retumbante - Rede Globo
Marly Bueno, como Ainoã em Rei Davi - Rede Record
Rosi Campos, como Bita Gonçalves em Dercy de Verdade - Rede Globo

Ator Coadjuvante Dramático em Série, Minissérie ou Filme para TV
José Wilker, como Floriano Pedreira em O Brado Retumbante - Rede Globo
Leopoldo Pacheco, como Tony Abrahão em O Brado Retumbante - Rede Globo
Léo Rosa, como Absalão em Rei Davi - Rede Record
Milton Gonçalves, como Coronel Caetano em Força-Tarefa - Rede Globo
Ricardo Tozzi, como Vito Tadei em Dercy de Verdade - Rede Globo

Atriz de Comédia em Série, Minissérie ou Filme para TV
Débora Falabella, como Clarisse em A Mulher Invisível - Rede Globo
Débora Secco, como Giovana em Louco por Elas - Rede Globo
Fernanda Montenegro, como Mary em As Brasileiras - Rede Globo
Fernanda Torres, como Fátima em Tapas e Beijos - Rede Globo
Glória Pires, como Ângela Cristina em As Brasileiras - Rede Globo

Ator de Comédia em Série, Minissérie ou Filme para TV
Eduardo Moscovis, como Leonardo em Louco por Elas - Rede Globo
Fábio Assunção, como Jorge em Tapas e Beijos - Rede Globo
Marco Nanini, como Lineu Silva em A Grande Família - Rede Globo
Pedro Cardoso, como Agostinho Carrara em A Grande Família - Rede Globo
Selton Mello, como Pedro em A Mulher Invisível - Rede Globo

Atriz Coadjuvante de Comédia em Série, Minissérie ou Filme para TV
Fernanda de Freitas, como Flavinha em Tapas e Beijos - Rede Globo
Glória Menezes, como Violeta em Louco por Elas - Rede Globo
Katiuscia Kanoro, como Kelly em A Grande Família - Rede Globo
Malu Valle, como Marilene em As Brasileiras - Rede Globo
Sueli Franco, como Verinha em As Brasileiras - Rede Globo

Ator Coadjuvante de Comédia em Série, Minissérie ou Filme para TV
Edson Celulari, como Dantas em As Brasileiras - Rede Globo
Evandro Mesquita, como Paulão em A Grande Família - Rede Globo
Flávio Migliaccio, como Chalita em Tapas e Beijos - Rede Globo
Marcos Palmeira, como Anderson em As Brasileiras - Rede Globo
Pedro Paulo Rangel, como Ney em As Brasileiras - Rede Globo


NOVELA

Novela
Avenida Brasil - Rede Globo
A Vida da Gente - Rede Globo
Carrossel - SBT
Cheias de Charme - Rede Globo
Gabriela - Rede Globo

Atriz Dramática em Novela
Adriana Esteves, como Carmem Lúcia em Avenida Brasil - Rede Globo
Cássia Kiss, como Melissa em Amor Eterno Amor - Rede Globo
Débora Falabella, como Nina em Avenida Brasil - Rede Globo
Marjorie Estiano, como Manuela em A Vida da Gente - Rede Globo
Paloma Duarte, como Liz em Máscaras - Rede Record

Ator Dramático em Novela
Antônio Fagundes, como Coronel Ramiro Bastos em Gabriela - Rede Globo
Gabriel Braga Nunes, como Rodrigo em Amor Eterno Amor - Rede Globo
Jonas Bloch, como Gastão em Máscaras - Rede Record
Mateus Solano, como Mundinho Falcão em Gabriela - Rede Globo
Murilo Benício, como Tufão em Avenida Brasil - Rede Globo

Atriz Coadjuvante Dramática em Novela
Adriana Garambone, como Eva Messi em Rebelde - Rede Record
Ana Beatriz Nogueira, como Eva Fonseca em A Vida da Gente - Rede Globo
Ana Lúcia Torre, como Verbena em Amor Eterno Amor - Rede Globo
Maytê Proença, como Sinhazinha Guedes Mendonça em Gabriela - Rede Globo
Vera Holtz, como Lucinda em Avenida Brasil - Rede Globo

Ator Coadjuvante Dramático em Novela
Chico Diaz, como Coronel Melk Tavares em Gabriela - Rede Globo
José de Abreu, como Nilo em Avenida Brasil - Rede Globo
José Wilker, como Coronel Jesuíno Mendonça em Gabriela - Rede Globo
Luis Melo, como Dimas em Amor Eterno Amor - Rede Globo
Marcelo Novaes, como Max em Avenida Brasil - Rede Globo

Atriz de comédia em Novela
Taís Araújo, como Maria da Penha em Cheias de Charme - Rede Globo
Cláudia Abreu, como Chayene em Cheias de Charme - Rede Globo
Isabelle Drummond, como Maria Aparecida em Cheias de Charme - Rede Globo
Eliane Giardini, como Muricy em Avenida Brasil - Rede Globo
Andreia Horta, como Valéria em Amor Eterno Amor - Rede Globo

Ator de Comédia em Novela
Alexandre Borges, como Cadinho em Avenida Brasil - Rede Globo
Marcelo Serrado, como Tonico Bastos em Gabriela - Rede Globo
Marcos Caruso, como Leleco em Avenida Brasil - Rede Globo
Marcos Palmeira, como Sandro em Cheias de Charme - Rede Globo
Ricardo Tozzi, como Fabian/Inácio em Cheias de Charme - Rede Globo

Atriz Coadjuvante de Comédia em Novela
Alexandre Ritcher, como Sônia Sarmento em Cheias de Charme - Rede Globo
Carolina Ferraz, como Aléxia em Avenida Brasil - Rede Globo
Débora Bloch, como Verônica em Avenida Brasil - Rede Globo
Ísis Valverde, como Suelen em Avenida Brasil - Rede Globo
Titina Medeiros, como Socorro em Cheias de Charme - Rede Globo

Ator Coadjuvante de Comédia em Novela

Bruno Mazzeo, como Tom Bastos em Cheias de Charme - Rede Globo
Fábio Neppo, como Kleiton Lopes em Cheias de Charme - Rede Globo
Gero Camilo, como Miss Pirangi em Gabriela - Rede Globo
Juliano Cazarré, como Adauto em Avenida Brasil - Rede Globo
Luiz Henrique Nogueira, como Laércio em Cheias de Charme - Rede Globo

Ator ou Atriz Mirim
Jean Paulo Campos, como Cirilo em Carrossel - SBT
Jesuela Mouro, como Júlia Fonseca em A Vida da Gente - Rede Globo
Larissa Manoela, como Maria Joaquina em Carrossel - SBT
Lucas Santos, como Paulo Guerra em Carrossel - SBT
Mel Maia, como Rita em Avenida Brasil - Rede Globo

Revelação
Cláudia Protásio, como Zezé em Avenida Brasil - Rede Globo
Letícia Isnard, como Ivana em Avenida Brasil - Rede Globo
Luisa Arraes, como Bárbara em Louco por Elas - Rede Globo
Mel Maia, como Rita em Avenida Brasil - Rede Globo
Titina Medeiros, como Socorro em Cheias de Charme - Rede Globo

Participação Especial
Cláudia Assunção, como Neide em Avenida Brasil - Rede Globo
Leona Cavali, como Zarolha em Gabriela - Rede Globo
Marco Ricca, como Arruda em Cheias de Charme - Rede Globo
Othon Bastos, como Lexor em Amor Eterno Amor - Rede Globo
Tony Ramos, como Genésio em Avenida Brasil - Rede Globo

Melhor roteiro em novela
Amor Eterno Amor - Rede Globo
Avenida Brasil - Rede Globo
A Vida da Gente - Rede Globo
Cheias de Charme - Rede Globo
Gabriela - Rede Globo

Melhor direção em novela
Avenida Brasil - Rede Globo
A Vida da Gente - Rede Globo
Carrossel - SBT
Cheias de Charme - Rede Globo
Máscaras - Rede Record

Melhor Fotografia em novela
Amor Eterno Amor - Rede Globo
Avenida Brasil - Rede Globo
A Vida da Gente - Rede Globo
Cheias de Charme - Rede Globo
Máscaras - Rede Record

Melhor Figurino em novela
Amor Eterno Amor - Rede Globo
Avenida Brasil - Rede Globo
Cheias de Charme - Rede Globo
Gabriela - Rede Globo
Rebelde - Rede Record

Melhor Elenco em novela
Amor Eterno Amor - Rede Globo
Avenida Brasil - Rede Globo
A Vida da Gente - Rede Globo
Cheias de Charme - Rede Globo
Gabriela - Rede Globo

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

A dura arte de compor personagens

A vida de ator de televisão não é fácil. A arte de interpretar carrega em si uma série de desdobramentos que a maioria dos telespectadores sequer imagina. A literatura sobre o tema, quase sempre não compreensível para leigos, e que apresenta técnicas de interpretação sempre, ou quase, foca-se exclusivamente no trabalho de composição das personagens específicas. 

Porém, para a profissão este trabalho é muito mais árduo e vai bem além do que simplesmente planejar toda a técnica de criação para dar vida a um personagem de novela. Mais do que apenas pensar nas características e, baseado na criação do autor, dar vida e trejeitos próprios ao personagem, o ator precisa levar em conta outro fato importante: seu último trabalho. Por mais que o casting da profissão seja alto, é fato que estão em evidência quase sempre o mesmo grupo de atores e atrizes.

A dificuldade que o público tem em se desvencilhar do trabalho anterior do ator para aceitá-lo emprestando seu corpo e voz para "outra pessoa" é grande e demanda um trabalho árduo. Por isso, alguns profissionais optam por descansar a imagem por longo tempo, caso da atriz Cláudia Abreu dona de personagens inesquecíveis, mas sempre com espaço de tempo que garantam a ela voltar com a imagem recuperada. Uma boa opção.

Porém, há profissionais que estão diante da telinha praticamente todos os anos e a dificuldade para não enxergá-los como seus antigos personagens é imensa. Marcelo Serrado é o exemplo mais atual. Seu atual trabalho em Gabriela é correto, porém, por também carregar a veia do humor e com pouquíssimo tempo de diferença, tornou-se impossível não assistir seu trabalho enxergando nele muitas características de Clô, personagem do mesmo ator em Fina Estampa.

Mas, mesmo  no campo da interpretação em que a técnica sobrepuja a inventividade, há de se levar em conta o talento humano. Há profissionais que se afastam de seus antigos trabalhos e, com pouco tempo para pesquisa, transformam-se em outras pessoas. No momento temos três casos que simbolizam este desenho. Adriana Esteves interpretou de forma brilhante a cantora Dalva de Oliveira na microssérie Dalva e Herivelto - recebeu, inclusive, uma indicação ao Emmy Internacional - pouco tempo depois estava ela numa personagem diferente - e apagada - protagonizando a novela das 19 Horas Morde e Assopra. Ninguém lembrou-se de Dalva. Surpresa maior foi quando, num espaço curto de tempo, a atriz aparece como vilã em Avenida Brasil. Carminha tem características próprias, um jeito diferente de andar, de falar, de respirar. Tudo composição de Adriana Esteves que a afastou tanto de suas duas últimas personagens que parece impensável serem a mesma pessoa.

Caso semelhante pôde-se notar em Lado a Lado. Apesar de já se passarem 04 anos desde A Favorita, a vilã Flora tornou-se icônica para o telespectador brasileiro. E, mesmo descansando a imagem por um tempo, Patrícia Pilar ousou como poucas vezes se viu ao retornar à TV repetindo uma vilã. Os riscos eram grandes, pois parece evidente que o público e a crítica iriam comparar Constância a Flora, como vem ocorrendo. Mas não é que, para grata surpresa de todos, a atriz mostrou seu talento e compôs sua atual vilã de uma forma quase paradoxal a inesquecível parceira musical de Donatela? Constância não lembra em nada Flora e é como se fossem interpretadas por pessoas diferentes.

Caso semelhante e sem os meandros que uma vilania permite é o de Marjorie Estiano. A atriz estava no ainda outro dia como a Manuela, co-protagonista de A Vida da Gente e, meses depois, retorna no mesmo horário novamente como co-protagonista de Lado a Lado. Laura, assim como Manu, vive a tirania da mãe, refém por ter de fazer as vontades da família em detrimento daquilo que gostaria para si. Personagens muito semelhantes e que apresentam riscos, pois o caminho mais simples era o de manter composição semelhante. Marjorie decidiu ousar, fugiu do lugar-comum e deu a Laura trejeitos diversos do que se via em Manu. A expressão facial, o tom de voz, tudo é muito diferente.

Compôr personagens já é difícil pela própria natureza do ramo profissional, mas diante da repetição de elenco torna-se ainda mais complexo. Somente profissionais gabaritados conseguem manter-se no ar por longo tempo, com personagens diferentes, e não transferir para o telespectador as mesmas emoções em todos os trabalhos. Ainda bem que estamos bem servidos de bons profissionais.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Ótimo texto não ofusca estreia arrastada de Lado a Lado

Houve bastante expectativa por trás da estreia da nova novela das 18 Horas. De Cláudia Lage e João Ximenes Braga, Lado a Lado traz de volta para o horário uma novela de época com todos os requintes e cuidado que uma produção assim exige. O objetivo é tentar recolocar o horário no caminho da audiência satisfatória, pois suas duas últimas antecessoras - A Vida da Gente e Amor Eterno Amor - fecharam abaixo da meta, tarefa que não será fácil, visto que enfrentará o Horário Eleitoral, que faz com que o horário seja antecipado, e o Horário de Verão.

Como se sabe, é impossível fazer uma análise profunda de um folhetim com os olhos voltados apenas para a estreia, de onde pode se tirar pouco. Mas o que se viu da dupla de autores estreantes como titulares, foi o tom clássico e o medo de arriscar. Em nenhum momento este primeiro capítulo ousou, ao contrário, a opção de caminhar pela clássica apresentação dos protagonistas na estreia a fim de que o telespectador se identifique com  os conflitos e as histórias de amor, esteve tão clara que até incomodou.

O que se viu com clareza foi um texto rebuscado e muito bem construído. Os autores conseguiram criar um roteiro de qualidade e, principalmente, construir diálogos muito interessantes e que chamaram a atenção pelo tom naturalista. Chamou bastante a atenção a relação conturbada entre mãe e filha. Patrícia Pilar aparenta ter abandonado completamente Flora, sua última personagem e muito marcante, ao compôr uma nova vilã. Constância já chegou tomando conta das atenções, mas com classe, uma mulher que não aceita perder o que a vida sempre lhe proporcionou. Marjorie Estiano não fez por menos e construiu uma Laura ousada e com a mesma paixão com que a atriz apresenta todas as suas personagens.

Na outra ponta, Camila Pitanga e Lázaro Ramos, ao contrário de Insensato Coração, funcionaram bem como casal. A personagem dela, Isabel, é complexa, pois entende bem as mudanças do novo século, mas pode soar falsa se não for bem construída. Enquanto isso, Lázaro terá que rebolar para conseguir compôr um personagem alegre, extrovertido, mas que não enjoe o público.

Impossível ignorar também a fotografia que impressionou. Excelente fotografia em novelas da Globo não chega a ser novidade, principalmente neste horário e em tramas de época, mas é digno de nota. Assim como o cenário também saltou aos olhos pela qualidade técnica. A direção, contudo, seguiu o texto e foi tão tradicional que acabou incomodando pelas marcações e pelo posicionamento das câmeras.

O grande ponto baixo desta estreia, contudo, foram as situações. Cenas longas e sem grande impacto fizeram com que o primeiro capítulo fosse bastante arrastado e lento em alguns momentos. Por mais que os diálogos excelentes tentassem chamar a atenção - e conseguiram - não foram suficientes para impedir o tom lento deste capítulo.

Lado a Lado estreou como a pior audiência da história do horário, apenas 18 pontos segundo os dados prévios. Com uma abertura de qualidade ímpar, a novela terá que suar muito para conseguir chamar a atenção do telespectador. E por mais qualidade que tenha demonstrado, se continuar arrastada, não deve conseguir.

Programa da Tarde: a melhor estreia da Record

Estreou nesta segunda-feira, 10, o novo programa das tardes da Rede Record. Com investimento milionário e reunindo duas das principais estrelas da emissora - Brito Júnior e Ana Hickmann - o Programa da Tarde mostrou que ainda é possível se fazer uma revista eletrônica de qualidade na TV brasileira. Ao menos neste primeiro programa o que se viu foi todo um cuidado para tratar dos temas sem o sensacionalismo que se transformou marca principal do horário nas TVs abertas do país.

A grande sacada da direção foi conseguir transformar o roteiro em uma espécie de bate-papo de amigos entre a dupla de apresentadores e os colaboradores - que não são poucos. Por conta desse diálogo leve, solto e sempre muito bem pautado, o programa não se arrastou em nenhum momento. Por mais que o roteiro ficasse forçado em determinados momentos, o que mostra um problema em quem escreve o texto, a equipe estava bem afiada e, principalmente, comprometida.

A participação de Ticiane Pinheiro também merece destaque. Se em Top Model a moça esteve perdida nas duas apresentações, na revista eletrônica ela se mostrou solta, bem humorada e com ótimas tiradas. Mesmo que sua presença ali não tenha feito muito sentido, já que ela não era especialista em nenhum dos temas discutidos, ela conseguiu divertir bastante.

Mas o maior ponto alto, sem dúvida, foi a presença de Ana Hickmann. Completamente solta, a apresentadora mostrou todo seu domínio no formato e, mais do que isso, deixou claro que ela nunca deveria ter abandonado isso para apresentar o Tudo é Possível.  Ana nasceu para revista eletrônica. Muito mais solta e natural que seu colega de apresentação - Brito foi forçado boa parte do programa - ela foi a dona desta estreia.

Porém, também não se pode ignorar os equívocos. A presença da plateia não se justificou em nenhum momento, uma vez que a direção optou pelo uso da bancada. Aliás, a presença da bancada também não ficou muito clara nem se mostrou importante, pois deu um ar formal para um programa que se esforça muito para ser informal.

O tempo em que a pauta foi sobre moda também incomodou. Mesmo com quadros diferentes, foi dedicada a primeira hora inteira exclusivamente para moda. Um exagero desnecessário e que, no final, já estava cansando. A presença de Tiririca foi absolutamente constrangedora e quase estragou a estreia, pois foi o único ponto deslocado deste primeiro show.

De qualquer forma, a tirar pela estreia, parece claro que o Programa da Tarde veio para ficar e foi o maior acerto da emissora nesta estreias. Corrigindo os pequenos erros e mantendo este fôlego, é provável que esta seja a principal estreia da emissora em anos.

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