quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Muito mais constrangimento público

Uma das muitas estreias nessa enxurrada de novidades que se transformou a TV brasileira em 2012 trata-se do novo programa de Adriane Galisteu na BAND, o Muito Mais. Com uma proposta de aumentar a audiência da emissora nas tardes e entrar pelga briga direta com a Rede TV! no horário, a produção aposta em um programa de fofocas que tenta transmitir a impressão de ser cult.

Mas é pura impressão e jogo de cena. Existem diversos tipos de entretenimentos e quase todos podem ser elitizados ou populares, mas fofoca não é o caso. Pelo simples fato de que fofoca seja onde for não é entretenimento, é apenas o desejo cruel do ser humano de produzir opiniões preconceituosas sobre o próximo e quando é sobre famosos, isso é aumentado a máxima potência.

Tentando se apoiar no selo Adriane Galisteu, o programa tenta mostrar um diferencial colocando outros apresentadores que mais atrapalham do que ajudam. A bem da verdade, exceção feita à loira, ninguém ali tem qualquer experiência em um trabalho vasto em TV e isso fica nítido diante das câmeras. Tudo muito cru, quase amador.

Adriane Galisteu que já comandou programas excelentes como o É Show e era a aposta da década passada como apresentadora, se perdeu em sua carreira e agora, por conta de um contrato provavelmente muito mau amarrado, se vê obrigada a emprestar sua imagem a um programa de tamanho mau gosto que constrange não apenas a ela, mas muito mais ao telespectador.

Se fofocar não é entretenimento, comentar twittadas de famosos é o que se chama no jornalismo de anti-notícia. Ou seja, o Muito Mais é um programa que já entra no ar sem pauta e com um problema crônico de esquizofrenia que não o permite ter uma identidade própria, é apenas a junção mal feita de outros programas como o A Casa é Sua.

Enquanto isso, somos obrigados a ver uma apresentadora do quilate de Adriane Galisteu participar de uma roda de fofocas e ser colocada em saia justa sobre a vida pessoal de outros profissionais, como se isso fosse importante ou tivesse qualquer significado mais profundo para a TV. Um desperdício do nosso tempo e um constrangimento público.

3 Quebraram tudo:

MOVA disse...

Vi um pouco deste programa e achei bem forçado, na realidade este tipo de atração em nada tem haver com a Adriane Galisteu.Mesmo ela tendo conquistado espaço maior na mídia de formas não muito bacana ela mostra ter talento e desenvoltura, mas como tbm se expõe muito isso a prejudica perante ao público. Beijos, Luana
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Marlon Kraupp disse...

É uma pena ver a galisteu sempre com programas muito a baixo do que ela merece. Quando começou o Charme, era um programa excelente, com debates e tudo mais... Ela mandava muito.. mas.. não sei se o publico não gosta dela, pq todos os programas que ela faz, não dão audiencia.

Ai no sbt acabaram com ela de vez, fazendo ela ser uma operadora de telemarketing... Em fim, uma grande apresentadora muito mal aproveitada em todas as emissoras que passou...


Lembro que gostava do programa dela na record.. só não lembro qual era o programa..

Ferreira, HIGOR disse...

O programa não tem um foco muito diferente de programas como "TV Fama", mas tem debate, interação entre seis pessoas durante a exibição. Não é de todo mal. Acredito que apenas esteja em um horário muito competitivo para um programa que ainda permanece "frio".

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