sexta-feira, 1 de abril de 2011

Rebelde segue o caminho fácil e erra

Depois da análise superficial do primeiro capítulo de Rebelde, agora, com duas semanas de exibição da novelinha teen da Rede Record, é possível verificar de forma mais apurada as diversas ferramentas utilizadas na confecção desta produção que foi das mais aguardadas dos últimos tempos pela emissora e seus fãs.

Com texto de Margareth Boury, Rebelde é, acima de qualquer coisa, cuidadosa. A autora optou pela segurança ao criar os núcleos da trama e, principalmente, foi extremamente conservadora ao pensas nas mais diversas histórias que teriam temas do universo adolescente/jovem abordados, ao menos neste princípio de novela. Boury, consciente que é, preferiu não arriscar com temas polêmicos ou plots ousados com medo - e, quem sabe, com razão - de assustar seus telespectadores que não estão acostumados em assistir tramas fortes voltadas para o público.

Esta opção poderia ser elogiosa quando pensada superficialmente, afinal, ter garantia de que a audiência não irá se assustar com o produto é, pelo menos em tese, sinônimo de audiência minimimamente satisfatória o que dá maior segurança para o desenvolver das histórias. Porém, quando o conservadorismo se transforma em temos todo um trabalho passa a ser prejudicado. É exatamente isso que se vê em Rebelde. O medo de arriscar, transformou o folhetim numa produção gélida, sem vida e, o que é pior, sem nenhum tipo de identidade própria.

Todas as tramas foram muito bem apresentadas, porém, nenhuma delas consegue chamar a atenção do público, uma vez que são tratadas de forma rasa. O prólogo de Rebelde tem mostrado que a novela será, muito mais do que simplesmente conservadora, modorrenta e até chata. Falta para a produção a coragem de invadir o universo adolescente e tratar dos conflitos deste ambiente de forma correta, sem melindres, sem enfeites e, principalmente, sem medo de assustar.

4 Quebraram tudo:

Lucas Mansur disse...

Um exemplo é a história do adolescente que bebe e é recriminado pelos amigos como se fosse um alcoolatra. No Brasil, o consumo é proíbido, mas sabemos muito bem que não é o que acontece. Se é pra tratar uma trama com mentira e moralismo enfadonho, melhor não faze-la.

Ary disse...

Acho que a autora deveria abordar mais as questões contemporâneas no universo adolescente como o Buliyng(não sei como se escreve esse troço)e crimes de internet. A autora aborda a anorexia mas de forma muito superficial.

Francisco Othon Pereira de Norões disse...

também gande erro novela Morde e Assopra é texto e tema muito fraca,mas muito melhor Novela Tititi...

Felipe Soares disse...

O tema bulying será abordado na novela sim e por uma nova vilã. A autora não que ecagerar nas abordagens de temas polêmicos, já que a classificação indicativa não permite.

Se o MJ reclassificar a novela para 12, ela terá que passar só depois das 20h, podendo prejudicar a novela.

Sobre Morde & Assopra (não sou recordista) a novela não mostrou uma história que agarre o público como fez TiTiTi. Rebelde vem conquistando bons índices em Minas, Rio de Janeiro e liderando até em Fortaleza. No Rio de Janeiro chegou há 17 pontos contra 19 da Globo.

É por pouco tempo que Rebelde irá conquistar seu público em São Paulo. Tudo é na base de ter calma.

Até agora a novela está numa dinâmica boa, onde sua edição e diálogos mostra e aborda um tema adolescente e mostra também que as famílias nobres nem sempre é feliz.

A atuação dos protagonistas vem me surpreendendo cada vez mais, principalmente a da Lua Blanco que está sendo uma verdadeira Rebelde.

A Rebelde BR está tendo uma qualidade enorme de abordar tramas paralelas e não como a Rebelde Mexicana que ficava na mesma ladainha, gostei muito da versão mexicana, mas estou gostando mas da brasileira.

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