domingo, 19 de dezembro de 2010

A inovação chega a Passione

E não é que Sílvio de Abreu conseguiu inovar mesmo em meio à sua trama mais confusa? Passione mostra capítulo após capítulo que é, de longe, a novela mais fraca do autor - o que não significa que ela seja necessariamente ruim, não é - e que, infelizmente, desta vez Sílvio de Abreu não foi capaz de escrever um roteiro que atraísse a atenção do telespectador.

No capítulo deste sábado, o autor colocou no ar a cena que muita gente duvidou quando a mídia jogou a notícia no ar. A morte da protagonista da história, Diana (Carolina Dieckman). Gostem ou não, isso foi de uma coragem absurda, afinal, é muito raro a mocinha de uma novela morrer ao invés de vencer tudo e todos e "viver felizes para sempre". É bem verdade que não é a primeira vez, mas isso é muito raro e, também é verdade que Diana nunca agradou o público, ao contrário, sempre foi uma das personagens mais rejeitadas na telenovela.

Mesmo assim, a morte da personagem caiu como uma bomba diante do público que reclamou na Rede Globo durante a semana toda que antecedeu a fatídica cena. Cena esta que foi muito criticada nos veículos de comunicação, provavelmente porque os jornalistas já estão propensos a criticarem tudo que vem de Passione, uma vez que a cena foi, além de muito bem conduzida pela direção, rica em atuação de ambos os atores (Dieckman e Rodrigo Lombardi), mas acima de tudo, teve um texto cuidadoso, emocionante e rico.

Rodrigo Lombardi não está bem como Mauro, aliás, muito abaixo do bom desempenho que teve em Caminho das Índias como Raj, mas em especial nesta cena ele soube colocar para fora toda a emoção que a cena e o personagem exigiam e por isso merece os parabéns. Carolina Dieckman já não precisa mais provar nada a ninguém, é uma boa atriz e, mesmo num papel complicado, uma personagem meio vazia e sem graça, ela conseguiu dar um desempenho interessante. Nesta cena, ela esteve muito bem, conduziu com talento seus minutos finais na trama.

A morte de Diana pode não mudar os rumos da teledramaturgia no Brasil, certamente não vai. Mas representa a lembrança de que Sílvio de Abreu é um autor corajoso, ousado e que não se importa em fugir do comum e desagradar os telespectadores e crítica, desde que seja para construir uma história interessante dentro de seu folhetim. Isso pode ter sido o grande momento de Passione.

3 Quebraram tudo:

Victor disse...

Eu não assisti à cena, mas o Silvio de Abreu está de parabéns pela morte da Diana - é inovação, é uma tentativa de sair dos clichês!

Francisco Othon Pereira de Norões disse...

Carlos Alberto de Nóbrega , foi Alerta para Novelas da Rede Globo


http://www.youtube.com/watch?v=P84uLZSzgdw&feature=related


mas, eu acredito ,Novela Passione vai ficar sem graça com Morte Diana e Totó....

Caroline® disse...

A única coisa que realmente me surpreenderia em Passione seria se a Kellly fosse a mente criminosa que mandou matar o véio do primeiro capítulo, o Saulo e o Totó!

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