quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Ribeirão do Tempo melhora, mas ainda é fraca

Quando Ribeirão do Tempo estreou na Rede Record a impressão que se tinha era de que Marcílio Moraes havia recebido um espírito nostálgico e, com isso, decidira se lançar de corpo e alma num folhetim típico dos anos 80. Em pleno século 21 era evidente que a aposta estava errada e que o público rejeitaria a idéia, afinal, o telespectador atual não é como o de 20 anos atrás, ele exige agilidade e histórias muito mais realistas e menos românticas e sem mofo.

Como era previsto, a novela foi rejeitada e começou a perder não apenas para o SBT, mas em determinados momentos chegava a ficar em 4º lugar na briga pela audiência - com antipicos assustadores de 04 pontos. Mais do que acender a luz amarela, esses resultados obrigaram com que o autor e sua equipe mudassem radicalmente a postura e a forma de se contar a história. É bem verdade que o roteiro é o mesmo, os personagens são os mesmos, o que se mudou foi a forma como a história passou a ser mostrada na telinha.

E, vamos combinar, que Marcílio acerta muito mais o tom quando carrega suas tramas de frescor, agilidade e com diálogos reais. Ele o fez assim em Essas Mulheres e, a partir dos ajustes, está fazendo em Ribeirão do Tempo, que se tornou uma trama muito menos enfadonha para se assistir. O grande problema, contudo, é que a história contada não interessa, não chama a atenção e não faz com que o público queira continuar assistindo.

Sem cumplicidade com os personagens - aliás, o único que agrada de fato é o Dr. Flores (Antônio Grassi) - não há como esperar que o telespectador torça e, com isso, acompanhe diariamente quaisquer produtos. Para haver um elo entre personagens, histórias e público, é necessário a cumplicidade, a identificação e isso é tudo que a novela não tem. 

Ribeirão do Tempo melhorou em qualidade e, conseqüentemente, em audiência, mas ainda assim, não recorre a um chamariz forte, pois suas histórias são fracas e, sem elas, os altos e baixos de audiência continuarão até o fim.

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