quinta-feira, 3 de junho de 2010

Bela a Feia termina como o melhor remake desta história

O último capítulo de Bela a Feia exibido na última quarta-feira pela Rede Record representou o fim da primeira obra da emissora em parceria com a rede de televisão mexicana Televisa, desde o acordo firmado em 2009 e que foi criticado por muitas pessoas como sendo um retrocesso por parte da 2ª maior emissora do Brasil, principalmente porque o ideal era continuar investindo em obras inéditas e brasileiras e também em virtude do trauma que foi a parceria entre Televisa e SBT nos últimos anos.

Ocorre que, aparentemente, os termos do contrato são muito diferentes e na emissora da Barra Funda houve total liberdade criativa para se adaptar uma trama mexicana. A escolha da primeira novela da parceria foi arriscada e também sofreu muitas críticas, já que a história da moça feia que entra no mundo da moda e se apaixona pelo chefe já foi produzida a exaustão no mundo todo e no Brasil já foi exibida em diversas versões. Era um risco, mas foi calculado.

Gisele Joras, responsável pela adaptação brasileira, deu mostras de ser a grande autora que a Record tanto alardeou quando ela venceu o concurso de roteiristas. Ela assumiu um trabalho arriscado numa obra desgastada no Brasil, já que todo telespectador sabia exatamente como se desenrolaria a história. Após um começo conturbado, de atuações fracas e com a história batida e sem atrair o público, a autora decidiu inovar, e contou uma outra história.

Bela a Feia tornou-se muito mais um remake do original do que propriamente uma versão brasileira. Gisele Joras inseriu adrenalina, novas histórias, mistérios e não perdeu a veia cômica. Daí em diante o folhetim agradou e não parou mais de subir na audiência. Com um texto ágil e delicioso, nomes começaram a se destacar como Sílvia Pfeifer que foi a dona da novela e a carregou nas costas durante boa parte da história. Após tantos anos meio que perdida, Sílvia se reencontrou na profissão com seu melhor trabalho na década.

Outro ponto positivo do elenco foi Bruno Ferrari. Ator que sofreu muito preconceito na carreira, principalmente por receber papéis maiores do que seu talento conseguia, mas estudou, deu a volta por cima e conseguiu ir muito bem como protagonista da trama. Bruno deu mostras de que será um grande ator ao longo do tempo. A decepção ficou por conta de Gisele Itiê que não soube compôr a protagonista em nenhum momento. Pena.

O último capítulo de Bela a Feia foi ainda mais surpreendente do que se esperava e muito bem conduzido pela autora que, com um fim tão interessante, transformou a novela da Record na melhor produção dessa história entre todas que já foram criadas. Parabéns a ela e a equipe.

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2 Quebraram tudo:

Daivison Tavares disse...

Eu concordo com quase todo o post,exceto na parte que se fala de Gisele Itiê,é verdade que no início ela não sabia conduzir a personagem,mas com o tempo ela deu sua cara e todos acreditavam na Bela que ela compôs.Bela, a feia me surpreendeu e eu gostei muito, e tem que ressaltar que foi primeira novela da Record que foi esticada e não chegou a cansar o público.
Parabéns a equipe de Bela,a Feia que terminou com o sucesso que conquistou.

MPHP admin disse...

Faço minhas as palavras do comentário anterior do Davison Tavares, e apenas acrescento que para mim o único senão foi o excesso de cenas com a turma do salão Montezuma.

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