sábado, 8 de maio de 2010

Tribunal na TV é trash, mas viciante

A Band fechando seu primeiro ciclo de estréias - o segundo começa com as séries na semana que vem - lançou ontem o episódio piloto do programa Tribunal na TV, apresentado por Marcelo Rezende. O programa tem como premissa mostrar os crimes mais polêmicos, conhecidos e já julgados do Brasil e recontá-los sob diversos pontos de vista, passo-a-passo, desde o momento do crime, até o julgamento e condenação, ou não, dos supostos réus.

Enquanto reconta a história, o programa usa elementos de dramaturgia aliado a jornalismo, ou seja, é Marcelo Rezende resgatando o formato do programa que o deixou muito famoso no âmbito brasileiro, o Linha Direta, da Rede Globo. Simulação detalhada de cada passo do criminoso, planejamento e execução do crime são mostrados pelo telespectador, sempre seguindo as informações obtidas pelo Ministério Público, baseando-se na versão oficial dos fatos.

O diferencial para o Linha Direto no entanto, é que nestes crimes não há um fugitivo. Tribunal na TV vai além e mostra como ocorreu o julgamento. Qual foi a estratégia da defesa, da promotoria, sempre na base de simulação, o público tem a chance de saber como ocorreram os maiores julgamentos da história recente do Brasil.

Todos os elementos para ser um programa interessante e é. Porém, absolutamente trash, e creio eu que propositalmente, uma vez que o público alvo da Band sempre foi o grupo mais popular do telespectador. E não é trash no sentido negativo da palavra, não é que seja ruim, é apenas exagerado, cheio de cores, metaforicamente forte. Ainda assim, o programa vicia e vicia muito. Quem assiste quer acompanhar o desenrolar dos fatos, passando pelo crime e quando começa o julgamento, aí ninguém sequer cogita trocar de canal, muito disso se deve a excelente condução de Marcelo Rezende.

A Band provavelmente não percebeu o potencial de Tribunal na TV porque escolher o pior horário da televisão para veiculá-lo foi um erro. Há potencial para uma audiência estável, brigando até pelo terceiro lugar já de início, mas não na sexta-feira, com share ruim e programação forte nas outras emissoras. O programa ainda assim fechou com 3 pontos de média já em sua estréia, elevando a audiência que o Toda Sexta, com Adriane Galisteu costumava dar. Mas há potencial para mais, muito mais, num dia melhor.

1 Quebraram tudo:

Guilherme disse...

É trash mesmo

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