sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Comparativo de Audiência - 21 Horas - média parcial

Média-parcial diária de novelas das 21 Horas até o capítulo 40


Fina Estampa: 38,05
Insensato Coração: 31,83
 Passione: 31,95
Viver a Vida: 36,35
Caminho das Índias: 34,03
A Favorita: 35,53
Duas Caras: 37,55
Paraíso Tropical: 37,73
Páginas da Vida: 49,08
Belíssima: 46,55
América: 44,78
Senhora do Destino: 46,53
Celebridade: 42,93
Mulheres Apaixonadas: 40,20
Esperança: 39,25
O Clone: 42,44

Comparativo de Audiência - 18 Horas - média parcial

Média-parcial diária de novelas das 18 Horas até o capítulo 10


A Vida da Gente: 22,4
Cordel Encantado: 23
Araguaia: 23,4
Escrito nas Estrelas: 25
Cama de Gato: 26,1
Paraíso: 22
Negócio da China: 21,7
Ciranda de Pedra: 22,4
Desejo Proibido: 23,8
Eterna Magia: 27,9
O Profeta: 34,3
Sinhá Moça: 30,4
Alma Gêmea: 35,2
Como uma Onda: 27,5
Cabocla: 35,7
Chocolate com Pimenta: 35,5
Agora é que são elas: 25,7
Sabor da Paixão: 26,6
Coração de Estudante: 26,5

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Comparativo de Audiência - 19 Horas - média parcial

Média-parcial diária de novelas das 19 Horas até o capítulo 170

Morde e Assopra: 29,88
Tititi: 29,17
Tempos Modernos: finalizada
Caras e Bocas: 30,92
Três Irmãs: 24,36
Beleza Pura: 28,02
Sete Pecados: 29,47
Pé na Jaca: 29,78
Cobras e Lagartos: 38,08
Bang Bang: 27,49
A Lua me Disse: finalizada
Começar de Novo: 31,33
Da Cor do Pecado: 42,31
Kubanakan: 36,05
O Beijo do Vampiro: 27,57
Desejos de Mulher: 32,67
As Filhas da Mãe: finalizada

Patrícia Abravanel é a maior revelação em anos

Não acredito que talento seja coisa de gene. Sempre achei afirmações tão rígidas quanto ao gene uma bobagem e, evidentemente, continuo achando, ainda assim, o sobrenome Abravanel volta a surgir com força no Mercado dos apresentadores da TV brasileira e não graças ao mito Senor Abravanel ou simplesmente Sílvio Santos, trata-se de sua filha, Patrícia Abravanel.

Desde que surgiu como apresentadora de TV no ótimo programa especial Festival SBT 30 Anos, a moça cresceu bastante e vem demonstrando um talento impressionante diante das câmeras. Mesmo no programa que lhe deu poucas oportunidades de desenvolver seu talento, ela conseguiu um avanço tão grande que chegou a ser perceptível até aos telespectadores mais desatentos. Após um começo difícil, com um ar de canastrice grande, ela foi encorpando e construindo uma identidade própria para apresentação.

Depois, sem dúvida, participar do Programa Sílvio Santos ao lado do pai fez muito bem a moça que, aparentemente, vem usando o fato de ser filha do maior comunicador do país para se impor como apresentador, não através da imposição que o sobrenome faz, mas usando-se disso para ter a chance de demonstrar que tem talento. E ela tem.

Patrícia deu provas de estar tendo chances não apenas por ser filha do dono do SBT, mas porque é uma grande revelação - a maior dos últimos anos nesta área. No último domingo, comandando o programa Eliana, ela foi tão bem que chegou a assombrar em alguns momentos. Seu carisma diante das câmeras, capacidade de improviso e diálogo fácil com o telespectador chamou a atenção e mostrou que ela está se preparando muito para ser apresentadora.

Patrícia Abravanel mostrou-se um talento nato, uma jóia na apresentação e, com a oportunidade correta num formato que permita desenvolver ainda mais sua capacidade, sem dúvida irá se firmar no ramo. Com ou sem gene, a moça mostrou que é boa, muito boa.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Fina Estampa: não leve a sério e se divirta

Desde que estreou, Fina Estampa vem apresentando uma série de problemas de roteiro, direção e até de interpretação. Com uma pegada extremamente popular, boa parte dos núcleos buscou tanto este formato que acabou exagerando e fugindo da verossimilhança, um erro que, na maior parte das obras televisivas, se torna um grave erro. Não na trama de Aguinaldo Silva.

O que se percebe pelos números é que, mesmo com impressionantes problemas estruturais em sua história, o folhetim é sucesso. Vem com a maior média-parcial até o momento desde Páginas da Vida, superando a crise de audiência que o principal horário de telenovelas da Rede Globo vinha enfrentando há muitos anos. Números nunca foram sinal de qualidade, longe disso, mas neste caso é facilmente explicável.

Aguinaldo Silva, extremamente experiente na arte de escrever novelas, não quis apresentar uma obra inesquecível sob o ponto de vista da qualidade, ou seja, ele não quis cair no gosto dos críticos, antes, preferiu fazer uma novela que atingisse em cheio o telespectador. Fina Estampa não serve para nada, é basicamente entretenimento dos mais supérfluos porque não consegue levar seu público a nenhum tipo de reflexão. A novela não levanta bandeiras, não defende causas e não trata de nenhum assunto específico, é puro entretenimento dos mais bobos.

Porém, é indiscutível a capacidade que a história tem em envolver quem assiste. A partir do momento que os olhos críticos se fecham e se abrem os olhos de quem quer passar 90 minutos diante da TV sem ter que pensar, apenas se divertindo, Fina Estampa se transforma de uma obra simplória para momentos de extremo bom humor e que faz qualquer pessoa relaxar.

Se o objetivo do autor for fazer o telespectador esquecer-se dos problemas e da vida e passar momentos agradáveis para não ter que refletir - e parece que é - parece que o autor conseguiu. Ainda que são 90 minutos diários que não acrescentem em nada na vida de ninguém, Fina Estampa consegue divertir, distrair e, em tese, isso também é entretenimento.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Record faz aniversário sem identidade

A Rede Record comemorou aniversário nesta semana e realizou uma série de eventos comemorativos, inclusive o lançamento do Pan Americano, evento que terá transmissão exclusiva da emissora. Num momento de muita comemoração, o canal deveria aproveitar para refletir sobre sua atual condição no cenário da Televisão brasileira e toda a sua representatividade.

A emissora mais velha do país e que teve ao longo de sua história elenco de peso, além de programas que certamente marcaram gerações - dentro da história do país, os Festivais de Música são inesquecíveis e muitos deles pelo sucesso da Record - fez um grande investimento em meados da última década com a pretensão de sair do estagnado terceiro lugar de audiência e transformar-se na primeira colocada.

Como todos sabem, a estratégia não funcionou como o planejado e, após um momento de crescimento a Record empacou na vice-liderança com seus modestos 07 pontos de média (contra 17 da Globo). Atualmente, a emissora não tem o que comemorar. Sem identidade, sem padrão de programação, a Rede Record tornou-se numa das maiores piadas do Brasil para quem acompanha televisão.

Com a ambição desmedida de seu proprietário e de sua direção, a Rede Record transformou-se refém de si própria e não carrega mais o charme que um dia teve. Com uma cortina de fumaça em relação ao dinheiro que gira dentro da emissora, as denúncias não param de surgir e, mesmo que isso não seja provado, serve apenas como pano de fundo para os sérios problemas.

Comandada por um Bispo que, evidentemente não tem preparo técnico algum para exercer a função, a Record não é mais nada. Não é uma emissora com personalidade, não consegue ser uma opção à Globo, como tentou - sequer consegue ser parecida com a concorrente como tenta. É apenas uma mancha para uma história tão bonita que não merece comemoração. Merece os pêsames.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Eu me vi na estreia de A Vida da Gente

Não é fácil escrever um drama. Muito mais difícil ainda é escrever um drama familiar que exige uma série de fatores para que, no ar, possa transmitir a verossimilhança necessária para atrair o telespectador sem utilizar artifícios menos complexos. Foi com esta proposta de apresentar uma história absolutamente familiar que estreou nesta segunda-feira a nova novela das 18 Horas na Rede Globo, primeira obra longa assinada por Lícia Manzo - que já havia sido responsável pela excelente Tudo Novo de Novo.

Pelo primeiro capítulo ficou muito clara a proposta da autora em apresentar um drama completamente familiar. O objetivo não é utilizar elementos de ficção que atraiam o público. A proposta do folhetim é inversamente proporcional a de sua antecessora, Cordel Encantado, que teve como objetivo transportar o público para o universo dos sonhos e conseguiu com maestria isso. A novela atual muda o foco, o caminho é fazer com que o telespectador se identifique e se enxergue como um dos personagens. A autora que fazer da novela um espelho de nós mesmos.

O desafio de estrear uma novela após um sucesso é difícil, mais difícil ainda quando a proposta é completamente oposta ao que o público se acostumou nos últimos meses. Certamente A Vida da Gente não terá vida fácil enquanto o telespectador estiver de luto pelo fim de Cordel Encantado, porém é preciso entender que ser diferente não é ser ruim. Quem disse que há apenas um jeito de se fazer televisão?

O primeiro capítulo provou que não. A começar pela sensacional abertura que, de fato, teve cheiro de família reunida para ver o álbum de fotografias, todo o capítulo foi estruturado para pegar o público pela identificação. De alguma forma, cada um dos personagens é como um membro de nossa família, seja pai, mãe ou um tio distante, ou até nós mesmos. Se o primeiro capítulo de uma novela deve apresentar as personagens e conquistar o telespectador, o folhetim conseguiu. Me pegou para valer, afinal, eu me vi e vi minha família em cada uma das cenas. Tenho certeza que a gente viu nossa vida em A Vida da Gente.

Twitter Facebook Adicionar aos Favoritos Mais

 
Tecnologia do Blogger | por João Pedro Ferreira