quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Troca de Família presenteia o telespectador

É bem verdade que a Rede Record está se consolidando no Mercado televisivo como a emissora brasileira que mais apela na busca desenfreada por números de audiência. Cada vez mais torna-se impossível assistir alguns programas da emissora - Programa do Gugu, Tudo é Possível, entre outros - tudo porque a tentativa enlouquecida de se conquistar audiência cegou os diretores da casa. Uma pena.

Porém, em meio a tantas produções de baixo nível, tantas cenas que, na maior parte das vezes causam nojo ao telespectador, uma produção mostrou o quanto é possível ter qualidade, direção firme, seqüência interessante, ótimo roteiro e ainda assim manter o apelo popular que, verdade seja dita, é o que dá audiência nos dias atuais da TV brasileira.

Troca de Família voltou e voltou com a corda toda. Após uma temporada de equívocos, quando deixou de ser programa dentro da grade e tornou-se apenas um quadro tapa-buracos em busca de alavancar a audiência do falido Tudo é Possível, o extraordinário Reality Show retornou para a grade de programação da Record sob novo comando, em nova data, mas com a mesma qualidade de sempre.

A estreia já deu o que falar porque, pela primeira vez o nome do programa seria apresentado literalmente, mostrando um marido que traiu a esposa com a mulher que ficou em seu lugar por uma semana. Apelos familiares a parte, o programa como um todo foi muito bem. A construção narrativa da história, apresentando de forma clara as diferenças entre as famílias, mas, principalmente as diferenças na personalidade de cada um dos participantes, fez com que a edição, lenta no início, ganhasse em qualidade e prendesse o telespectador o tempo todo.

Amanda Françoso, nova apresentadora do Reality, foi segura o tempo todo, mostrou carisma, mas conseguiu passar desapercebida. A estrela do programa não é ela, são os participantes e em todo o tempo ela mostrou ter consciência disso.

A edição também mostrou inteligência. Os diretores poderiam simplesmente terem se apoiado nas declarações de Clara, a esposa traída que, não perdeu a oportunidade de aparecer na mídia com este fato e ganhar notoriedade. Mas, ao invés disso, os editores cortaram as cenas nas insinuações. Assistir ao Troca de Família na noite de terça foi quase como reler Dom Casmurro, de Machado de Assis, porém, às avessas. O marido e outra mulher garantem que não houve nada e é tudo fruto da imaginação de Clara, o programa não mostrou nada, apenas um entrosamente impressionante e declarações soltar no ar por parte da dupla. Quem decide é o público.

Independente da traição, independente dos personagens terem se aproveitado do assunto mesmo antes do programa ir ao ar. Troca de Família mostrou que há elementos inúmeros para se manter no ar com qualidade, chamando a atenção do público e cativando a todos.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Cenas 'vazadas' comprovam: Amor & Revolução será um lixo

"Vazaram" na última semana algumas cenas de tortura da próxima novela de Tiago Santiago no SBT, Amor e Revolução. E os aspas são válidos, afinal, seria muita inocência da parte de qualquer pessoa acreditar que exista qualquer possibilidade de vazamento. As cenas obviamente foram jogadas na internet de forma proposital e com concordância da produção no único objetivo de divulgar o folhetim. Afinal, por que vazariam apenas as cenas mais fortes?

De qualquer forma, nas poucas cenas em que pude-se ver algo na internet, algumas coisas ficaram claras. A maior delas é que o texto não engana, Tiago Santiago é realmente o autor da obra. Assim como ele fez em todas as suas tramas da Rede Record, parece querer repetir o feito na nova casa. Bons roteiros, idéias muito bem planejadas, história bem consolidade, tudo isso jogado pela janela diante de diálogos irreais, superficiais e sem o menor senso de realismo e lógica.

Pelo pouco que se viu, o SBT corrigiu os erros de eco no áudio, a fotografia caminha para ser a melhor da emissora em muitos anos e a direção parece firme. Toda a tensão de uma cena de tortura no Regime Militar brasileiro está presente e muito bem construído pela direção, utilizando-se de vários elementos para prender o público, porém, isso tudo se dissipa quando os personagens abrem a boca e começam a soltar um monte de lixo escrito pelo autor.

Frases como: "Por favor, eu tenho filhos e eles não podem ser criados por uma babá" ou "Não me mate, eu sou pai e minha mulher é mãe" estão presentes no texto. É inacreditável que diálogos assim sejam aprovados pela alta cúpula da emissora e mais inacreditável ainda que um autor com estudo, com anos de experiência, se disponha a escrever e permitir que vá ao ar.

Tiago Santiago nunca primou pelos bons diálogos, sempre apostou na infantilidade, no maniqueísmo e na superficialidade, mas nas cenas divulgadas de Amor e Revolução, ele parece querer bater todos os recordes mundiais de diálogos ruins e que causam enjoo em qualquer pessoa com um mínimo de bom gosto e que preza pela qualidade do texto. A conclusão é óbvia. Vem aí, mais um lixo.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Vale a Pena?! Vale Tudo

“Vale a pena ser honesto no Brasil de hoje?” Esse foi o ponto de partida para a criação da sinopse de Vale Tudo, novela escrita por Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères em 1988. 

O final da década de 80 foi um período histórico complicado para o país, que vivia uma grande crise econômica e moral. A lei de Gérson imperava e todos queriam, de uma forma ou de outra, “se dar bem”.

Falar sobre política e corrupção nunca foi novidade na teledramaturgia nacional. Dias Gomes usava as suas metáforas, aliadas ao realismo fantástico, para fazer isso em obras como O Bem-Amado (1973), Saramandaia (1976) e Roque Santeiro (1985/1986). Lauro César Muniz não ficou atrás e fez duas novelas emblemáticas, Escalada (1975) e Roda de Fogo (1986/1987) falando respectivamente sobre a história recente do Brasil e sobre os crimes dos colarinhos brancos. Apesar da crítica, sempre houve uma “distância segura” entre o público e a obra, mas Vale Tudo chegou para acabar com isso.

Acostumados com os desmandos e falcatruas dos vilões e vilãs das novelas e de condená-los por seus atos, os telespectadores se surpreenderam ao ver personagens tidos como “bonzinhos”, tendo pequenos atos de desonestidade durante a trama de Vale Tudo. Um exemplo disso é a cena em que Aldeíde (Lília Cabral) rouba rolos de papel higiênico da empresa em que trabalha, para levar pra casa. Se os vilões Marco Aurélio (Reginaldo Faria) e Odete (Beatriz Segall) eram os responsáveis pelas grandes maldades, por outro lado, o taxista que dava voltas para cobrar a mais, ou a dúzia de salgadinhos que deveria vir com treze, denunciava o tipo de mentalidade que se instalara no Brasil daquela época. Não eram vilões agindo de forma errada, mas pessoas comuns como eu e você. Essa era a grande denúncia de Vale Tudo.

A identificação com o “jeitinho brasileiro” era tão grande que, acredito que pela primeira vez na história da teledramaturgia, o público torceu para que a vilã se desse bem. Apesar de todas as maldades que fez com a mãe, Maria de Fátima (Glória Pires) teve a simpatia dos telespectadores, que vibravam a cada armação sua que dava certo, atitude sintomática das denúncias que o texto da novela fazia. Vale Tudo foi uma novela moderna e à frente do seu tempo e talvez por isso, seja lembrada até hoje.

Passados vinte e três anos, e em reprise pelo Canal Viva, Vale Tudo mostra agora o que mostrou em 1988 e, surpreendentemente, é a novela mais atual que está no ar. Enquanto as tramas produzidas agora se apegam aos clichês baratos, mais uma vez a novela de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Basséres chama atenção pelo frescor do seu tema, principalmente na forma como ele é abordado. Vale Tudo não faz merchandasing social, ele insere a denúncia nos pequenos fatos do cotidiano das personagens. Nada nos diálogos é gratuito ou forçado. Realismo levado à melhor das potências.

Vale Tudo é moderna e surpreendente, e isso mostra que a essência do país não mudou. Se vemos um texto escrito há vinte e três anos e ainda assim conseguimos nos identificar, isso significa que as denúncias que ele faz ainda são necessárias e pertinentes. O taxista continua querendo cobrar a mais, as Aldeídes continuam pegando os rolos de papel higiênico e alguns donos de supermercados tem a coragem de cobrar sessenta reais por um galão de água (que custaria seis) de desabrigados pelas tempestades. A lei de Gérson ainda impera. O “jeitinho brasileiro” ainda está por aí.

A pergunta feita em 1988 ainda ecoa em pleno 2011. Vale a pena ser honesto no Brasil de hoje?

Por Walter de Azevedo

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Insensato Coração ainda é apenas um amontoado de núcleos

Lá se foram duas semanas e meia desde a estreia da nova novela das 9 (agora, até a própria emissora divulga assim) da Rede Globo. Com a assinatura de um dos mais geniais dramaturgos do país, Gilberto Braga, Insensato Coração conta ainda com outro nome de peso em sua criação, Ricardo Linhares. A parceria dos dois autores renomados que, juntos, fizeram tanto sucesso em Paraíso Tropical pode se repetir em 2011, mas, não é o que parece, ao se olhar os primeiros capítulos da trama.

Após a estréia mais fraca de uma novela de Braga, Insensato Coração entrou nos eixos já a partir do segundo capítulo e conseguiu conquistar o telespectador. A trama é ágil, cheia de acontecimentos e, até aqui, conseguiu apresentar mais de uma dezena de capítulos sem que se visse trechos das famosas "barrigas". Isso é um mérito que deve ser elogiado, afinal, não é fácil conseguir criar uma gama tão grande de cenas interessantes todos os dias.

Ainda assim, o folhetim não lembra nem de longe a marca registrada do autor. O que se vê diariamente por mais de uma hora é um amontoado de núcleos que não conseguem se comunicar entre si e não chamam a atenção como uma obra única. São personagens com histórias completamente diferentes e que não transitam entre os vários núcleos da novela. Isso é um problema grave, principalmente porque tira um dos atrativos do formato que é justamente essa proximidade entre todos.

Além disso, a maioria dos núcleos é desinteressante e não chama a atenção. A história de André Gurgel (Lázaro Ramos) e Carol (Camila Pitanga) já começou a dar sono e olha que está apenas no começo. A trama de Natalie Lamour (Débora Secco) beira o insuportável de tão caricata e clichê. O pior mesmo tem sido o núcleo dos protagonistas, Marina (Paola Oliveira) é das mocinhas mais toscas dos últimos anos e Paola Oliveira não consegue encontrar o tom da personagem deixando-a irritantemente chata, assim como Eirberto Leão que interpreta o mocinho Pedro, péssimo ator num péssimo papel.

Mas Insensato Coração tem coisas boas. Antônio Fagundes e Natália do Vale dando show no papel do casal Raul e Wanda, Débora Evelyn num papel que promete ser o melhor de sua carreira, com a desvairada, porém boa pessoa, Eunice. Mas a trama tem um casal de donos e ele atende pelo nome de Norma (Glória Pires) e Léo (Gabriel Braga Nunes).

Gabriel Braga Nunes que parecia perdido nos primeiros capítulos achou o tom de seu vilão e conseguiu dar a ele cara e voz corretos. Léo é a expressão pura da maldade movida por inveja, ressentimento, mágoa, desejo de provar-se, enfim, ele tem uma história. Ja Glória Pires mal entrou na novela e já roubou a cena para ela. Norma ainda nem é a vilã que o autor prometeu - ao que parece, ela se torna vilã após o capítulo 60 - mas a atriz soube compôr com maestria uma personagem solitária, insegura, carente e presa fácil para Leo. As seqüências da dupla estão ótimas.

Enfim, Insensato Coração ainda não é uma novela que transpira sucesso, mas tem algumas histórias que podem chamar a atenção e segurar todo o folhetim ao longo dos seus 08 meses de exibição. É o que se espera.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Uma dúvida: O que aconteceu com Eliana?

Já faz um ano e meio desde a estréia de Eliana nos domingos do SBT. Na época, a loira chegou abalando toda a estrutura de programação dos domingos da TV brasileira. Fez estragos na concorrência e conseguiu números de audiência que impressionavam - chegou a picos de 17 pontos, média de 13 e a liderança contra todos os concorrentes - mas, com férias prematuras, o extraordinário programa perdeu audiência e, a partir de janeiro de 2010 começou a se perder completamente.

Não era apenas audiência que Eliana apresentava. Era conteúdo da mais alta qualidade. Quando surgiu em agosto, o programa era inovador, trazia quadros diferentes e apostava em qualidade para reunir toda a família diante do aparelho de TV nas tardes de domingo. A briga por audiência dominical sempre foi feroz e a concorrência fez de tudo para derrubá-la, apelando para todo tipo de baixaria até conseguir números no Ibope.

Sem a liderança, sem os altos picos, sem a vice-liderança e já com o terceiro lugar ameaçado, Eliana então se perdeu. A direção do programa começou a colocar os pés pelas mãos, tentou apostar na inovação, apresentando um programa feminino que se encaixaria melhor nas manhãs como o Mais Você e jogando para as tarde de domingo com disputa acirrada por audiência. Óbvio que não funcionaria ter um programa monótono e sonolento.

Até apelar o programa tentou. De forma muito mais leve que seus concorrentes, verdade seja dita, mas alguns quadros de péssimo nível afastaram os telespectadores mais "cults" e fez com que o programa entrasse em outra crise além da de audiência, a de identidade. Atualmente, no apogeu de sua crise, é impossível dizer de que se trata Eliana.

O programa que na estreia fez uma excepcional entrevista com a pequena Maysa, que já teve ótimos quadros musicais, que já apresentou Eliana em algumas viagens realmente interessantes, que levou-a a entrevistar famosos em suas residências, atualmente é um amontoado de atrações sem graça, sem personalidade e que não chama a atenção de ninguém. É a maior queda de qualidade que um programa já viu.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Impressões sobre “Ribeirão...”, tempos depois

Confesso que passei um bom tempo sem assistir Ribeirão do Tempo. O horário ingrato para a turma que acorda cedo foi o principal fator que de certa forma me afastou da história (ao menos parcialmente) algumas semanas depois da morte de Madame Durrel (Jacqueline Laurence) – uma das minhas personagens preferidas, por sinal - ; mas volta e meia a turma aqui de casa assiste.

Esta foi uma novela que a princípio não chamou minha atenção de maneira alguma. Eu via os teasers e, a bem da verdade, eles não estavam propriamente teasing me. A bem da verdade, não me diziam nada. O interesse real só foi surgir de fato quando assisti ao primeiro capítulo e aquela história da mulher que retornava à terra natal para procurar o filho que havia abandonado há mais de cinquenta anos me segurou. E a trama detetivesca também tinha algo de atraente. Nada arrebatador e sensacional, mas ainda assim tinha/tem seus méritos.

Lá se vão pouco mais de oito meses desde sua estreia (para quem não lembra, Ribeirão do Tempo entrou no ar no dia 18 de maio de 2010) e ainda teremos pelo menos mais uns dois ou três (como é de conhecimento geral, as novelas da Rede Record primam pela longevidade) a novela segue no ritmo da cidade interiorana que lhe serve de plano de fundo e título: devagar e sempre; mas sendo pontuada por eventos que balançam a rotina: a chegada de Madame Durrel e sua morte uns três meses depois do início da trama; a morte da esposa do Professor Flores (Antonio Grassi); a descoberta de que o bêbado Querêncio (Taumaturgo Ferreira) é o herdeiro procurado por Durrel, entre outros acontecimentos que acabam por segurar seu público cativo nos sofás durante a exibição.

O elenco pode ser considerado de regular a bom. Taumaturgo Ferreira, Jacqueline Laurence, Antonio Grassi, Juliana Baroni, Liliana Castro, Heitor Martinez, apenas para citar alguns nomes. E uma menção honrosa à jovem atriz Letícia Medina; que vem sabendo conduzir bem a trajetória de sua personagem Diana:  começou disfarçada de menino de rua e sofreu uma virada ao se apaixonar, ser acolhida por Arminda (Bianca Rinaldi) e se adaptar a uma nova vida. Ainda no campo do elenco, tive uma surpresa ao ver Scheilla Melo em uma cena da boate que é um dos cenários principais da novela. Ainda não dá para tecer comentários sobre a atuação da moça visto que foi uma passagem muito pequena, mas vamos aguardar o desenrolar dos acontecimentos.

Naturalmente, há um ou outro problema. Um deles atende pelos nomes de Arminda e Joca (Caio Junqueira). O romance enrolado da executiva com o guia turístico da cidade e detetive formado por correspondência definitivamente não me segurou [e olhe que tentei!] mas anda repetitivo o ritual de encontros furtivos e ele sendo obrigado a se esconder em um dado momento.

Em outras palavras, Ribeirão do Tempo pode não ser uma novela perfeita; mas vale a pena conferir. Nos próximos meses, espera-se que ainda há muito o que se desenrolar no novelo.


Por Evana Ribeiro

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

BBB: Até ruim é o melhor Reality do Brasil

Já se foram duas semanas do Big Brother Brasil 11 e, ao que parece, o programa ainda não emplacou. Entre todas as edições exibidas até aqui, esta sem dúvida é a que mais está demorando para chamar a atenção do público, levantando torcidas, rixas e toda a repercussão que apenas o Reality Show mas importante do país é capaz de produzir.

A bem da verdade é que não dá sequer para dizer que esta edição irá empolgar. O perfil dos participantes não indica em nenhum momento que teremos as confusões históricas que outras edições provocaram (como a célebre briga entre Elenita e Lia ou as muitas brigas entre Ana Carolina e Max). Ao contrário, o que se vê no atual BBB é muito mais parecido com uma colônia de férias do que um Reality Show valendo mais de um milhão de reais.

É frustrante assistir ao programa nessas condições. E pensar que, pouco menos de um ano atrás, o Brasil todo discutia temas como homofobia, educação, palavreado vulgar, má escolha do povo brasileiro, tudo graças a um programa de entretenimento. Basta lembrar que houve até a formação de uma "facção" na internet que levou Marcelo Dourado a vencer a competição. Em 2011 sequer é possível escolher para quem torcer em meio a tantas pessoas tão apagadas.

Ainda assim é preciso fazer uma importante ressalva. Mesmo diante da que parece ser a mais fraca edição do Big Brother Brasil, a qualidade técnica, a criatividade da produção e, principalmente, a ótima edição que consegue criar histórias interessantes, faz deste o melhor Reality da TV brasileira, sem nenhuma chance de comparação com os outros que são exibidos. O que mostra a superioridade da Rede Globo no quesito produção de programas. O jeito é espiar até que se torne interessante novamente.

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