quinta-feira, 17 de maio de 2012

O Furacão chamado Cláudia Abreu

Cláudia Abreu nunca foi considerada um atriz ruim ou mesmo mediana. Sempre recebeu elogios da crítica por conta de seus trabalhos na TV. Mas é preciso lembrar que ela nunca teve seus trabalhos considerados arrebatadores, ao menos não antes da primeira metade da década passada. Foi com Laura, sua primeira grande vilã, na novela de Gilberto Braga - Celebridade - que ela pôde mostrar toda a densidade de seu trabalho e se posicionar no primeiro escalão de atrizes da Rede Globo.

Se em Belíssima o papel da sofrida Vitória lhe rendeu inúmeros elogios, Cláudia teve esta como sua última boa lembrança na TV, e lá se vai quase uma década. Depois disso, a atriz teve que abrir mão do que, até então, seria o papel de sua vida, mesmo após ter sido escalada para o papel das gêmeas protagonistas de Paraíso Tropical, ela teve de abdicar dos papeis por conta de uma gravidez. Seu trabalho seguinte acabou sendo na desastrosa Três Irmãs, trama que chamou a atenção por seus problemas e audiência baixa.

Agora, após nova gravidez e afastamento de outras novelas em que foi cogitada, Cláudia Abreu está de volta na TV para relembrar a todos - público e crítica - o quanto é completa como atriz. No papel mais diferente de sua carreira, a cantora vilã Chayene em Cheias de Charme, ela vem arrasando e, como um furacão, roubando todas as atenções do folhetim para si.

É bem verdade que tudo funciona bem no novo folhetim das 19 Horas, mas o papel de Chayene é, de longe, o mais difícil e somente uma atriz tarimbada e com a competência de Cláudia Abreu poderia fazer uma composição tão completa e bem arranjada. Uma vilã cômica e cheia de exageros poderia cair facilmente na caricatura, mas a atriz mostrou-se competente e passou longe das personagens de quadrinhos, criando uma personagem densa, bem delineada e apaixonante.

Como se não bastasse toda essa composição acertada, ela ainda canta. A personagem é uma cantora, mas tal qual outros nomes, a atriz poderia simplesmente ser dublada e isso não seria demérito algum, longe disso, mas Cláudia Abreu levou para si a responsabilidade de encarnar Chayene por completo e ela mesmo canta as músicas da personagem que é uma famosa cantora. A voz linda, afinada e sempre no tom mostra o quanto ela é competente em seu trabalho e, nos shows em que apareceu - foram três até o momento - Cacau não se intimidou e mostrou uma presença de palco arrebatadora.

Chayene deve ser um marco na carreira de Cláudia Abreu. Assim como Laura serviu para colocá-la em evidência, a divertida vilã de Cheias de Charme, certamente vem contribuindo para mostrar que ela é uma das mais completas atrizes brasileiras. Num ano em que tantas atrizes vem se destacando - Adriana Esteves e Taís Araújo, para citar duas - o furacão Cláudia Abreu vem roubando as atenções. E com razão.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Comparativo de Audiência - 18 Horas - média parcial

Média-parcial diária de novelas das 18 Horas até o capítulo 60


Amor Eterno Amor: 22,17
A Vida da Gente: 22,05
Cordel Encantado: 24,87
Araguaia: 21,38
Escrito nas Estrelas: 25,83
Cama de Gato: 24,27
Paraíso: 23,08
Negócio da China: 20,88
Ciranda de Pedra: 22,00
Desejo Proibido: 20,77
Eterna Magia: 26,25
O Profeta: 31,18
Sinhá Moça: 31,30
Alma Gêmea: 36,35
Como uma Onda: 24,98
Cabocla: 32,85
Chocolate com Pimenta: 35,68
Agora é que são Elas: 26,28
Sabor da Paixão: 25,13

Comparativo de Audiência - 21 Horas - média parcial

Média-parcial diária de novelas das 21 Horas até o capítulo 40


Avenida Brasil: 36,48
Fina Estampa: 38,08
Insensato Coração: 31,83
Passione: 31,95
Viver a Vida: 36,35
Caminho das Índias: 34,03
A Favorita: 35,53
Duas Caras: 37,55
Paraíso Tropical: 37,73
Páginas da Vida: 49,08
Belíssima: 46,55
América: 44,78
Senhora do Destino: 46,53
Celebridade: 42,93
Mulheres Apaixonadas: 40,20
Esperança: 39,25

domingo, 13 de maio de 2012

Comparativo de Audiência - 19 Horas - média parcial

Média-parcial diária de novelas das 19 Horas até o capítulo 20


Cheias de Charme: 28,90
Aquele Beijo: 26,70
Morde e Assopra: 26,30
Tititi: 28,80
Tempos modernos: 23,65
Caras e Bocas: 27,50
Três Irmãs: 28,35
Beleza Pura: 28,30
Sete Pecados: 30,55
Pé na Jaca: 33,55
Cobras e Lagartos: 31,30
Bang Bang: 31,75
A Lua me Disse: 30,85
Começar de Novo: 35,20
Da Cor do Pecado: 36,30
Kubanakan: 36,15
O Beijo do Vampiro: 29,50
Desejos de Mulher: 26,90

sábado, 12 de maio de 2012

Exclusivo: Record não tem nenhum projeto sólido para Rodrigo Faro

A notícia que caiu como uma bomba nos bastidores da TV brasileira nos últimos é ainda mais estranha do que pode parecer e mostra apenas o quanto a cúpula da Rede Record parece viver seu momento mais confuso dos últimos tempos. Segundo especulou-se, a emissora vem mantendo conversas para dar ao apresentador Rodrigo Faro um programa diário que, ou iria disputar audiência com  Fátima Bernardes no período da manhã ou iria se colocado no horário nobre.

A notícia não está equivocada e isso vem sendo tratado realmente. O que ninguém comentou é que a Rede Record, satisfeita com os números de audiência do apresentador a frente de O Melhor do Brasil, quer melhorar sua audiência diária que enfrenta uma crise sem precedentes através de Faro. O objetivo é explorar ao máximo o talento que o moço mostrou nos últimos anos e tentar atrair mais audiência.

O grande problema é que os chefes da emissora pensaram no assunto, pensam nos horários carentes e até conversaram com Rodrigo Faro que, como um bom artista, gostou do desafio, mas esqueceram de pensar no conteúdo que irá ao ar. Não há qualquer projeto sólido para ele apresentar diariamente na Record, apenas sabe-se que todos querem colocá-lo em algum horário.

A ideia é levar o programa no ar no máximo a partir de agosto, mas com tão pouco tempo parece inviável imaginar que seja possível produzir um programa que vá exigir tantos resultados. Tudo feito às pressas e tentando desesperadamente sugar a imagem do apresentador. O desespero da emissora é tanto que, cogita-se iniciar a pré-produção de dois formatos, um para as manhãs e um para a noite e, o que se sair melhor, seria aprovado. Ou seja, estratégia nenhuma.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Fora de Controle mostra-se uma grande decepção

Anunciada com pompas pela Rede Record, a nova série da emissora, com assinatura do controverso autor Marcílio Moraes, Fora de Controle fez sua estreia na noite da última terça-feira na tela da emissora. Após muito se falar sobre a inovação que o produto traria, sobre a tal nova linguagem e novo conceito, a Record já começou se equivocando com o horário. Prometida para entrar no ar às 23h15 o produto começou com mais de 30 minutos de atraso, apenas mais uma prova do desrespeito que a emissora vem colecionando ao longo dos últimos anos.

Tirando a constante falta de respeito que a emissora apresenta para o seu próprio público, a aguardada estreia da nova série acabou sendo uma grande decepção. Muito aquém do que foi prometido, o show não conseguiu, nem de longe, mostrar uma história atraente ou personagens fortes o suficiente para atrair a audiência e instigar o telespectador.

O maior problema apresentado nesta estreia, sem nenhuma dúvida, foi o texto. Muito longe da realidade do estilo policial, o autor tentou apresentar uma linguagem diferente, mas acabou não conseguindo sair da superficialidade, o que matou qualquer traço de verossimilhança durante cada uma das situações apresentadas, fazendo com que boa parte das cenas tivesse problemas de ruídos de comunicação por conta de um texto pobre. A impressão que se tinha era de se estar assistindo um roteiro feito às pressas e sem acabamento, filmado após o primeiro tratamento.

A ânsia dos autores de TV em inovar começa a se tornar um problema. Marcílio Moraes é extremamente competente e já mostrou seu valor em trabalhos anteriores, inclusive no estilo policial, mas errou completamente a mão no roteiro de Fora de Controle, justamente por tentar modificar uma linguagem quase universal para este estilo e, com isso, apresentar algo pior. Para se inovar, é preciso crescer, andar para trás não resolve. Pior do que isso, é o roteiro de uma série policial não conseguir surpreender, ao contrário, indicar o caminho óbvio para o culpado. Foi o que aconteceu. Nos primeiros minutos já era evidente que o assassino da adolescente era seu padrasto que tinha um caso com ela. Erro crasso de roteiro permitir que o telespectador desvende o mistério nos primeiros minutos.

O elenco também apresentou problemas. Milhem Cortaz, competente ator e com bagagem suficiente para suportar o peso de protagonizar um produto assim, não mostrou a mesma profundidade de trabalhos anteriores. As primeiras aparições do ator na pele do delegado Jorge Medeiros foram constrangedoras e dignas de um ator iniciante. Aos poucos, contudo, Milhem foi dominando o personagem e, ao fim do episódio, estava bem mais equilibrado no papel, sem comprometer, contudo, sem apresentar um grande trabalho de composição. Cláudio Gabriel não disse a que veio com seu personagem Gaspar Brandão caricato, uma espécie de puxa-saco do delegado. Quem se salvou foi Rafaela Mandelli que, aparentemente, soube compôr de forma correta a policial Clarice Queiroz.

Em meio a um roteiro fraco e atuações medíocres, o que chamou a atenção em Fora de Controle foi a direção. Com bastante qualidade técnica, o show apresentou uma imagem quase impecável. Fotografia digna de cinema e escolha bastante feliz nos takes e no posicionamento das câmeras. Por mais que parecesse impossível arrancar uma boa direção das cenas com situações tão óbvias, Daniel Rezende - diretor geral do show - mostrou-se ousado e conseguiu ótimas imagens graças a um posicionamento diferente das câmeras, que deu outra perspectiva ao telespectador. Único ponto alto da estreia.

Fora de Controle não foi o que dela se vendeu, mostrou-se apenas mais um produto mediano e com texto que não consegue ultrapassar o limite do óbvio e da superficialidade. Uma série policial depende quase que exclusivamente de um bom trabalho de roteiro. Sem ele, não há o que se assistir e, ao término desta estreia, a impressão que se teve foi justamente essa: não há o que assistir ali.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Comparativo de Audiência - Record - média parcial

Média-parcial diária de novelas da Record até o capítulo 20


Máscaras: 8,30
Vidas em Jogo: 10,55
Ribeirão do Tempo: 10,15

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