quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

BBB 13 estreia como se sempre estivesse entre nós

A estreia da 13ª edição do Reality Show mais popular do Brasil não foi simplesmente um recomeço, foi um acontecimento. Desde o início da semana anterior, quando foram divulgados os nomes dos participantes da competição e, posteriormente, no final de semana com a Casa de Vidro sendo colocada num shopping, praticamente não se falou de outra coisa, o Big Brother Brasil tomou conta do país.

É difícil medir o nível de entusiasmo do telespectador quando este é o assunto. Enfrentando uma crise de audiência no horário nobre, a Rede Globo vê todos os seus produtos sofrendo queda nos números do Ibope. A estreia do Reality rendeu 25 pontos de média, o que é a pior audiência da história de uma estreia para o BBB. Contudo, é interessante lembrar que a meta da novela das 21 Horas é de 40 pontos e da Faixa I - horário posterior ao da novela - é de 25 pontos, ou seja, queda de 15. O BBB estreou derrubando apenas 08 pontos de Salve Jorge que, na terça, marcou 33 pontos - todos os números são prévios e podem sofrer alterações.

Independente da audiência e da repercussão - que aparentemente manteve o mesmo nível de anos anteriores - o que se viu nesta estreia foi  a ousadia presente no show. Sem pompas, o programa foi levado ao ar como se sempre estivesse entre nós. Com 12 edições já realizadas, a maturidade permitiu que a produção criasse intimidade entre telespectador e show, por isso, Pedro Bial já chegou apresentando os novos participantes, sem qualquer delonga.

A estreia foi ágil, sem o lenga lenga tradicional de primeiro programa de Realities em que demora-se tempos apresentando os participantes. Apenas uma breve introdução de cada um dele - coisa de segundos - em seguida, o grupo já estava na casa conversando com o apresentador, no mesmo clima de intimidade, como se todos fossem amigos há anos. A conversa com o pessoal da Casa de Vidro e que também almejam um lugar na casa mais vigiada do Brasil foi rápida, tal qual a explicação de que o público pode votar e escolher quem quer no programa.

O momento mais aguardado da noite foi a entrada dos ex-participantes que retornam a disputa, uma leve alteração no formato, pois coloca-se em disputa ilustres desconhecidos com pessoas que já estão na memória afetiva do público. Independente de quem foi escolhido para voltar ao show, é inegável que colocar 6 ex-participantes vai movimentar e muito a disputa, certamente rendendo grandes momentos.

A estreia do BBB13 foi movimentada. Com aproximadamente 60 minutos de duração e dois breaks, a impressão que se teve foi de menos de 30 minutos, o que é positivo, visto que não ficou monótono em nenhum momento. O único ponto baixo foi, quem diria, Pedro Bial. O apresentador tentou transmitir tamanha intimidade com o formato e com o público que, exagerou na dose e acabou passando um ar de desinteressado e de alguém enfadado. Esperamos que essa postura mude e ele volte a ter o brilho das edições passadas.

Independente da torcida - e elas vão se formar em breve - o Big Brother Brasil começou bem, ágil e com a mesma competência da direção e da edição. Fica a expectativa de em quanto tempo começarão os conflitos que, a bem da verdade, é o que movimenta o programa.

Didatismo atrapalha O Canto da Sereia

Estreou nesta terça-feira, 08, um dos produtos mais aguardados de 2013 desde que foi iniciada a especulação sobre o tema. Baseada na obra literária de Nelson Mota, O Canto da Sereia é a primeira microssérie da Rede Globo em 2013. Com apenas 04 episódios, a produção é mais uma que adota a fórmula de poucos episódios nos produtos de teledramaturgia do início do ano na emissora.

A grande expectativa se dava por conta de tudo que vinha por trás da microssérie. Estava claro, desde que a imprensa passou a cobrir as notícias sobre a produção, que tratava-se de um super trabalho, destes grandiosos, como a emissora costuma realizar em praticamente todos os anos - basta lembrar de Dercy de Verdade no ano passado e de Dalva e Herivelto no ano anterior. Com as chamadas no ar, a expectativa apenas aumentou, pois o que se via na TV parecia, de fato, algo digno de nota e de se observar.

Mas, ao olhar a estreia, a execução ficou bastante abaixo do que se esperava. Longe de ser ruim, a série é uma megaprodução, ela também não chega a ser dessas obras que marcam a teledramaturgia nacional e que  arrebatam o coração. Alguns equívocos não puderam passar batidos e acabaram por incomodar durante toda a exibição deste episódio de estreia. 

A começar por Ísis Valverde. A atriz é de um talento que impressiona e sua lista de trabalhos prestados em favor da teledramaturgia nacional é tão extensa para quem surgiu a tão pouco tempo que dispensa comentários, mas neste caso específico, ao que parece, ela errou a mão. Ao tentar compôr a protagonista Sereia, uma famosa cantora de axé, a busca por cada detalhe da personagem acabou fazendo com que Ísis tornasse sua protagonista caricata. O que se viu o tempo todo em que ela esteve em cena não foi uma cantora de axé, mas uma atriz interpretando uma, o que é um ato falho. Fica a torcida para que nos próximos episódios essa impressão seja corrigida.

Houve também acertos neste primeiro momento. A direção foi bastante competente. Por ser um produto de tiro curto, a opção por cenas rápidas, com diálogos ágeis e cortes descontínuos, os diretores acertaram em cheio. Além do que, essa opção, aliada a excelente fotografia, a ótima edição e a não menos correta trilha sonora, deu todo o tom de suspense que a série precisava para que a história do crime chamasse a atenção do telespectador.

O elenco como um todo também esteve bem. A tirar o equívoco da protagonista, praticamente todo o restante do elenco foi bastante correto. Destaque, a princípio, para Gabriel Braga Nunes que compôs um personagem que não lembra em nada seus últimos tipos que surgiram na TV, o que transmite muita verdade para o público. Fabiula Nascimento, embora aparecendo rapidamente, também chamou a atenção por se livrar rapidamente de Olenka, personagem que interpretou em 2012 na novela Avenida Brasil.

Em meio a elementos técnicos, o grande problema de O Canto da Sereia, contudo, foi o roteiro. Não li o livro de Nelson Mota, portanto, é impossível traçar um paralelo. O que ficou claro, contudo é que a tentativa de sublinhar o tom de suspense no texto, através das situações criadas, atrapalhou. Ao colocar tantos personagens como suspeitos de forma tão óbvia e detalhada ao invés de instigar, era esse o objetivo, acabou tornando-se enfadonho, pois o tempo todo ficou claro que todas as situações eram propositais para gerar um clima de suspense e sinistro. Não funcionou.

Os próximos episódios que vão se focar na investigação do crime - aliás, palmas para a cena do assassinato de sereia, tecnicamente perfeita - podem apresentar uma melhora significativa, desde que tire a necessidade de explicar tudo detalhadamente para o público. De qualquer forma, pela estreia, ficou claro que O Canto da Sereia não é o que dela se esperava.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Amigos da Onça é pobre, mas engraçado

Estreou na noite da última segunda-feira a nova atração humorística da TV aberta brasileira. Amigos da Onça entrou na grade do SBT em substituição ao Reality Show Astros que viveu altos e baixos - tanto em qualidade quanto em audiência - ao longo do último ano. Como praticamente tudo que é levado ao ar na emissora, o objetivo da produção tornou-se vencer a concorrente Record na disputa pela vice-liderança.

Desde o primeiro minuto do programa duas coisas ficaram bastante claras para o público: não há qualquer intenção em revolucionar formato de humor ou apresentar um programa de qualidade técnica e de produção apurada e nunca antes na História da TV aberta brasileira um programa foi tão mal divulgado quanto esta estreia.

O humorístico é bastante convencional e tradicional em seu formato. Explorado desde os anos 80 por Sílvio Santos, a ideia de pegadinhas é velha na TV, principalmente ao se colocar um - ou mais - apresentador para comentá-las. Neste caso específico, o grupo de humoristas se perde justamente neste momento muito mais por conta da produção e direção. A fragilidade do roteiro de palco tira qualquer naturalidade e não permite que haja interação necessária e que um programa de humor necessita, deixando claro que o show depende exclusivamente das pegadinhas, o que torna a apresentação de palco absolutamente desnecessária e boba em alguns momentos.  As gargalhadas do trio incomodava, pois dava a impressão de existirem apenas para explicar ao público que o quadro apresentado era de humor e engraçado, pura falta de confiança no próprio quadro.

A pobreza do roteiro e da direção de palco estiveram claros o tempo todo. O aparente despreparo da produção não foi com o programa em si, mas especificamente com o formato. Desde o primeiro minuto ficou claro que os produtores sabiam que levariam ao ar pegadinhas - uma artimanha que sempre funciona - porém, a forma como o programa foi conduzido demonstrou que não houve muita criatividade na criação do formato que levaria os quadros ao ar. Um equívoco grave para um produto numa emissora deste porte, pois  em alguns momentos parecia um programa caseiro.

As pegadinhas em si, embora longas demais por alguns momentos, foram bastante engraçadas. A escolha da estilística mostrou-se acertada e conseguiu agradar. Mas aí caiu na segunda obviedade transmitida pelo programa, a falta de divulgação do produto. Mesmo antes da estreia especulou-se muito sobre a possibilidade do programa ser armado, ou seja, não serem pegadinhas, mas encenação das mesmas. A divulgação, inclusive, deu a entender que era isso mesmo. Porém, o que se viu no ar foi bem diferente, a maior parte das pegadinhas deixou bastante clara de ser reais, ou seja, uma polêmica desnecessária.

Amigos da Onça não é o melhor humorístico da TV aberta e nem tem a intenção de sê-lo. Utilizando uma fórmula antiga, mas que nunca se desgasta, o show aposta em fazer o riso fácil, despreocupado, para o público e atinge o objetivo. Precisa corrigir problemas técnicos e de produção, como a apresentação, pois sem isso, seu prazo de validade tende a ser bastante curto.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Mulheres Ricas retorna em grande estilo

Estreou na noite desta segunda-feira, 07, na Band a segunda temporada do Reality Show Mulheres Ricas. Após a impressionante repercussão da temporada de estreia e da audiência bastante satisfatória para os padrões da emissora, a aposta para este ano foi na renovação. Com as novas mulheres, a produção queria continuar chamando a atenção do telespectador e conseguiu.

Muito mais do que simplesmente trocar as personagens deste controverso Reality, o objetivo da direção ficou claro, mudar o enfoque do programa. Se na primeira temporada tratou-se de personagens absurdamente fúteis e que não conseguiam desenvolver muitas discussões, embora fossem proprietárias de frases extremamente divertidas, a temporada atual mostra-se diferente: são mulheres que, embora ricas, apresentam histórias de vida. É como se a direção optasse em produzir um roteiro muito mais dramatúrgico para envolver o telespectador.

Esta mudança de enfoque é, talvez, a principal característica deste programa de estreia. A busca por apresentar as novas mulheres ricas foi realizada de forma bastante correta, pois deixou claro cena após cena qual era a personagem de cada uma que compõe o elenco, ponto para a direção e para os editores que souberam conduzir muito bem as escolhas das cenas que contribuíram para que o público soubesse quem era quem.

Muito menos importante que cada uma das mulheres individualmente é como elas vão se encorpar ao longo da temporada. No primeiro encontro ficou claro que o programa possui duas protagonistas: Andreia Nóbrega e, como sempre, Narcisa. Aliás, a produção conduziu com maestria a introdução de Andreia no programa, colocando todas as atenções na relação dela com o ex-marido, Carlos Alberto e já criando tensão desde as primeiras cenas que o show foi ao ar.

É bem verdade que todo Reality Show tem suas protagonistas, suas coadjuvantes e suas plantas. Ainda é difícil afirmar quem passará despercebida durante a edição, já que as outras três integrantes ainda não disseram muita coisa, embora tenham tido lampejos de bons momentos. A expectativa é que, ao menos uma delas, consiga se destacar juntamente com Andreia e Narcisa para que o programa tenha mais atrativos.

A tirar por essa estreia, Mulheres Ricas torna-se novamente um prato cheio para quem é fã do formato e, muito mais do que isso, para quem aposta em entretenimento leve e despretensioso. São vários minutos com a certeza de bastante gargalhada e de situações que parecem impensáveis no cotidiano de quem, de fato, é rico. Vale a pena conferir.

A injustificável presença do Tudo a Ver nos domingos

Estreou na tarde do último domingo, 06, o "novo" programa da Rede Record. Escalado para substituir o finado Tudo é Possível, de Ana Hickmann, entrou no ar o Tudo a Ver. Desde que a emissora anunciou que a revista eletrônica era o novo produto da grade dominical muito se especulou sobre qual seria o seu formato e como ele se encaixaria na disputa pela audiência que é muito acirrada neste dia, embora a estreia tenha ocorrido no horário em que a disputa é menos rígida, pouco depois do almoço.

Com alguns minutos no ar ficou claro que não se tratava de nenhuma novidade. Sem sequer mostrar a apresentadora, o programa já começou com vídeos de internet, sempre com a mesma narração em off enquanto todo tipo possível de vídeo era levado ao ar. O quadro - se é que podemos chamar de quadro - durou quase quarenta e cinco minutos mostrando diversos vídeos e tentando ser divertido, sempre sem mostrar Tina Roma.

O break do programa ocorreu ao final dos vídeos e, para estranheza geral, o programa voltou ao ar novamente sem mostrar apresentadora, cenário ou o que quer que fosse, dessa vez partindo direta para as pegadinhas, com o título "Sorria, você está na Record", quadro antigo e que já foi muito utilizado dentro da programação da emissora. Quem assistiu o programa todo ficou surpreso ao perceber que este quadro durou até o fim e o programa se encerrou sem que cenário ou Tina Roma aparecessem.

Ficou claro que a intenção da Record não é deixar o Tudo a Ver na grade dominical de forma fixa. Sem nenhuma novidade, mantendo o enfadonho formato que tirou a produção do ar nas tardes da semana, o que se viu não parecia em nada com a programação das emissoras abertas nos domingos, normalmente recheada de quadros e investimentos altos. É impossível imaginar que a emissora tenha por intenção manter algo assim manchando sua programação de fim de semana.

Ainda que a audiência tenha ficado acima de qualquer prognóstico - mantendo a Record na vice-liderança - é fácil imaginar que tratou-se de um número que refere-se apenas a curiosidade da estreia, sendo bastante improvável a manutenção dessa situação. Enquanto a disputa pela audiência de domingo leva a programação da TV aberta a ficar cada vez mais cheia de novidade e investimento é impossível compreender o que motivou a Record a colocar no ar uma produção tão infeliz, sem conteúdo e nenhum investimento. Quem assistiu o Tudo a Ver neste domingo teve a impressão de acompanhar um programa feito por adolescentes amigos e produzido numa garagem. O constrangimento foi interminável, assim como o próprio show.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Uma Guerra em tempos de Paz

Desde que começou a ser divulgado que Sílvio de Abreu realizaria o remake de um de seus maiores sucessos dos anos 80, boa parte dos fãs de teledramaturgia ficaram empolgados e intrigados. Realizar uma novela no formato de Guerra dos Sexos parecia um desafio e tanto em pleno 2012. Reproduzir uma história daquelas sem que ela se mostrasse ultrapassada e, por conta disso, descontextualizada, fugindo do interesse do público era, de cara, o grande desafio do novelista.

Desde o primeiro momento em que entrou no ar, contudo, ficou claro que o remake havia sido um equívoco. Apesar de um primeiro capítulo atraente e que conseguiu chamar a atenção, a todo instante parecia claro:  o tema proposto era datado. Independente da trama atual ser ou não ser uma mera reprodução da obra original, o tempo todo está claro que o telespectador não se vê na guerra proposta pelo folhetim.

Sílvio de Abreu errou ao criar uma história cujo eixo girava em torno da briga entre homens e mulheres pelo poder. Ainda que haja personagens femininos fortes e modernos, o fato delas se rebaixarem para tentar mostrar aos homens que são iguais a eles e também o fato de personagens masculinos tentarem o tempo todo mostrar virilidade e controle sobre o sexo oposto é uma discussão tão sem nexo para este tempo que afugentou o público.

Ainda que o autor tenha dito em entrevistas que não mudaria o texto da obra por conta do fraco desempenho na audiência não é o que se tem visto nos mais recentes capítulos que foram ao ar. O que se percebe é que a bandeira branca da paz está tremulando no enredo da novela das 19 Horas. A declarada guerra entre os sexos que era o eixo central da história foi posta completamente de lado, dando vazão ao que existe de mais folhetinesco e melodramático. Se antes, de cada duas cenas, uma era focada na disputa entre homens e mulheres, hoje, isto ocorre em uma cena a cada dez que vão ar.

O enfoque da novela mudou, apostando no apelo emocional do telespectador, o experiente autor criou uma rede de relacionamentos amorosos na busca pela torcida do público - e quando há torcida, automaticamente há fidelização. Ainda que não esteja muito claro quem é, de fato, apaixonado por quem, esta longa rede de relacionamentos que liga diversos personagens da obra, é infinitamente mais atraente e interessante que o confronto datado entre homens e mulheres.

Guerra dos Sexos que tinha um desempenho sofrível em qualidade, deu uma guinada, embora ainda esteja longe de ser uma trama solar e atraente como sua antecessora, já é possível manter o interesse em algumas histórias. Mesmo que muitos do elenco continuem equivocados na composição de suas personagens e, também, haja um erro contínuo da direção, ao menos o enredo se tornou um ponto para criar esperança de que haja ali alguma história interessante. Não há mais guerra, há paz e amor.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Top 15: As melhores cenas de 2012

Todo ano este blog faz as melhores cenas que foram ao ar no respectivo ano na teledramaturgia nacional. Normalmente é um top 10, mas em 2012, por conta da quantidade absurda de boas cenas, tornar-se-ia uma tarefa hercúlea e injusta escolher apenas dez. Então, seguindo a sugestão de uma amiga, resolvi fazer um top 15, ainda que apareça as 10 melhores, vale frisar que o top 15 foi feito para que todas possam figurar na lista. Eis as melhores cenas de 2012:

15ª - Revelação de que Dorotéia já foi Quenga - Gabriela


Gabriela pode não ter tido o mesmo destaque e a qualidade ímpar de sua antecessora, porém, é preciso salientar que houve bons momentos. A personagem Dorotéia ( Laura Cardoso) facilmente entra pro hall dos melhores trabalhos de sua intérprete. A revelação de que a personagem já foi quenga e que, portanto, sua vida de beata que julga tudo e todos e que preza pelos bons valores não passava de hipocrisia foi uma das mais marcantes de toda a novela de Walcyr Carrasco.

14ª Morte de Verbena - Amor Eterno Amor


Elizabeth Jhin não foi tão feliz em sua segunda telenovela retratando o tema espírita. Muito didática, a obra acabou cansando o público e em alguns momentos apresentava núcleos confusos e que diziam muito mais respeito a quem professava a fé espírita do que ao público em geral. Ainda assim, a cena em que Verbena (Ana Lúcia Torre) morre é de uma leveza que impressionou. Direção muito bem feita e atuação impecável do elenco em cena.

13ª Casamento de Rita e Batata - Avenida Brasil


A novela que parou o Brasil como a muito não se via já dava sinais de que seria uma obra-prima da teledramaturgia nacional em seus primeiros capítulos. A forma como João Emanuel Carneiro construiu a história de amor entre Rita (Mel Maia) e Batata (Bernardo Simões) num lixão foi toda inspiradora, lembrando contos de fadas que emocionavam. O casamento das duas crianças foi um dos momentos mais lindos da TV em 2012.

12ª  Em julgamento, Coronel Jesuíno confessa amar Sinházinha - Gabriela


Além de Laura Cardoso, outro nome que certamente agradece a Deus por ter trabalhado em Gabriela é José Wilker. No papel do machista e lascivo coronel Jesuíno, o ator teve dos melhores momentos da TV brasileira no ano. Além de cenas realmente divertidas, ele protagonizou cenas fortes e que exigiam muita dramaticidade. Foi o caso do momento em que ele reconhece amar Sinházinha (Maitê Proença) e explica que, mesmo a amando, teve de matá-la. Emocionante.

11ª Morena descobre que foi enganada e agride Wanda - Salve Jorge


A nova novela de Glória Perez ainda não pegou. Enfrentando todos os problemas externos que um folhetim poderia, a trama está longe de cair no gosto popular e sofre com críticas - algumas justas e outras nem tanto. Mas é impossível negar que a sequência em que a protagonista Morena (Nanda Costa) descobre que foi enganada e caiu em uma armadilha sendo traficada para prostituir-se na Turquia e, por isso, agride violentamente Wanda (Totia Meirelles) seja das melhores coisas que a TV brasileira viu em 2012.

10ª Após afundar o barco, Carminha chora por Max - Avenida Brasil


A melhor novela do ano. A melhor personagem do ano. Carminha (Adriana Esteves) em um de seus muitos atos insanos decide se livrar de seu comparsa Max (Marcelo Novaes) para se safar mais uma vez. Após afundar o barco do vilão, a personagem relembra que eles formavam uma dupla e tanto, mostrando que provavelmente ele foi a única pessoa que Carminha amou de fato, a vilã chora o que ela acreditava ser a morte de seu companheiro de anos. Um dos muitos momentos incríveis dessa novela.

9ª Cida se demite e se transforma em Empreguete - Cheias de Charme


Cheias de Charme veio para mostrar que é possível fazer uma trama leve, bem humorada e com qualidade, sem precisar apelar para o filão do humor fácil e bobo. A novela se transformou em febre e, não fosse o fenômeno de Avenida Brasil, certamente seria o folhetim do ano. Nesta cena, Cida (Isabelle Drummond) finalmente se livra da tirania dos Sarmentos, se demite e se transfigura em empreguete, com o apoio das duas amigas. Cena muito marcante.

8ª Nina faz tortura psicológica com Carminha - Avenida Brasil


Um dos momentos mais sensacionais da trama de João Emanuel Carneiro foi a semana da virada em que, Nina (Débora Falabella) se transfigura numa espécie de vilã e despeja todo o seu ódio e rancor contra a mulher que havia destruído sua vida, Carminha (Adriana Esteves). Foi uma semana inteira com cenas fortes e cheia de ótimos momentos. Um desses, é quando a protagonista exige que a vilã lhe sirva, mostrando que virou o jogo e que é ela quem manda.

7ª Clipe Vida de Empreguete - Cheias de Charme


Além de toda a qualidade que a trama apresentou, Cheias de Charme inovou ao juntar de forma real pela primeira vez o mundo da TV com o mundo da internet. Ao criar um viral dentro da narrativa da novela em que as 03 protagonistas gravam um clipe que cai na internet e, lança-lo primeiro na internet de fato, e não na TV, a novela ousou e mostrou funcionar. Vida de Empreguete se transformou num dos vídeos mais acessados do ano e rapidamente virou hit por todo o Brasil. E o clipe é de uma qualidade ímpar.

6ª Sequência da Morte de Max - Avenida Brasil


A morte de Max (Marcelo Novaes) nem foi dos momentos mais importantes da novela. No fim das contas, ela serviu apenas para explicar o passado das personagens do lixão. Ainda assim, toda a sequência da morte e a cena que explica como se deu o assassinato do vilão foi espetacular, mostrando uma sintonia rara entre texto, direção e elenco. O jogo de terror imposto por João Emanuel Carneiro somente foi possível graças a primorosa e ousada direção que também extraiu o máximo que pôde do elenco envolvido.

5ª Lygia fica entre a vida e a morte - Cheias de Charme


Uma novela de humor não significa que não pode ter cenas dramáticas, ao contrário. E Cheias de Charme também mostrou competência quando precisou caminhar pelo melodrama. Ao escolher a única boa das patroas, Lygia (Malu Galli), para enfrentar uma doença com momentos de certeza de que a personagem morreria, os autores mostraram coragem. A sequência em que Penha (Taís Araújo) teme perder a amiga e a família sofre no hospital é impossível de conter as lágrimas.

4ª Nina e Carminha se perdoam - Avenida Brasil



"Não é vingança, Tufão, é justiça". Foi assim que Nina (Débora Falabella) definiu sua história de vida para Tufão (Murilo Benício) em dado momento. Após conseguir praticar o que ela acreditava ser justiça, quase destruído a própria vida e feito Carminha (Adriana Esteves) pagar e enxergar seus próprios erros, o último capítulo mostrou as personagens se compreendendo e deixando para trás a história amarga que as marcou tanto. Não foi exatamente uma reconciliação, foi um acerto de contas do bem. Linda cena.

3ª Monólogo de Carminha - Avenida Brasil


Que Carminha (Adriana Esteves) é das melhores personagens da história da TV ninguém duvida. Ela protagonizou dos melhores momentos que a teledramaturgia nacional já teve notícias e um desses momentos de rara felicidade foi o monólogo da personagem, bêbada e desiludida após descobrir que havia sido enganada por Nina (Débora Falabella) e Max (Marcelo Novaes). Cuspindo frases fortes de alguém com muita mágoa no coração, inclusive contra Deus, a personagem teve um de seus melhores momentos em toda a telenovela.

2ª Ana e Manuela brigam - A Vida da Gente


A Vida da Gente não fez propriamente sucesso nos números de audiência. Ainda assim, a extrema qualidade do folhetim que soube como poucas vezes fazer uma leitura correta da alma humana e provocava diariamente reflexões importantes sobre o relacionamento de cada um de nós, foi o ponto forte e a ótima surpresa. Um dos momentos mais aguardados da novela foi o embate entre Manuela (Marjorie Estiano) e sua irmã Ana (Fernanda Vasconcellos). Na sequência, as duas cuspiram uma contra a outra todas as mágoas guardadas por tempos e o público foi brindado com uma das melhores cenas do ano.

1ª Carminha enterra Nina viva - Avenida Brasil


Impossível fazer um top com as melhores cenas de 2012 e não colocar esta no topo. Até porque, certamente esta sequência aparecerá em qualquer top de melhores cenas da história da teledramaturgia. A ousadia com que João Emanuel Carneiro escreveu e a direção soube fazer a leitura correta da sequência foi impressionante. Lembrando dos melhores filmes de terror psicológico, a cena mostrou que a teledramaturgia nacional pode ousar e fugir do lugar-comum. Um dos momentos mais aterrorizantes que a TV teve notícias e com direito a show de Adriana Esteves e, neste caso, principalmente de Débora Falabella que entregou seu corpo, alma e espírito na sequência. De longe, a melhor cena não só de 2012, mas em anos.

Curioso para comparar? Então vamos la: Clique aqui e veja as melhores cenas de 2011

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