segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Uma dúvida: O que aconteceu com Eliana?

Já faz um ano e meio desde a estréia de Eliana nos domingos do SBT. Na época, a loira chegou abalando toda a estrutura de programação dos domingos da TV brasileira. Fez estragos na concorrência e conseguiu números de audiência que impressionavam - chegou a picos de 17 pontos, média de 13 e a liderança contra todos os concorrentes - mas, com férias prematuras, o extraordinário programa perdeu audiência e, a partir de janeiro de 2010 começou a se perder completamente.

Não era apenas audiência que Eliana apresentava. Era conteúdo da mais alta qualidade. Quando surgiu em agosto, o programa era inovador, trazia quadros diferentes e apostava em qualidade para reunir toda a família diante do aparelho de TV nas tardes de domingo. A briga por audiência dominical sempre foi feroz e a concorrência fez de tudo para derrubá-la, apelando para todo tipo de baixaria até conseguir números no Ibope.

Sem a liderança, sem os altos picos, sem a vice-liderança e já com o terceiro lugar ameaçado, Eliana então se perdeu. A direção do programa começou a colocar os pés pelas mãos, tentou apostar na inovação, apresentando um programa feminino que se encaixaria melhor nas manhãs como o Mais Você e jogando para as tarde de domingo com disputa acirrada por audiência. Óbvio que não funcionaria ter um programa monótono e sonolento.

Até apelar o programa tentou. De forma muito mais leve que seus concorrentes, verdade seja dita, mas alguns quadros de péssimo nível afastaram os telespectadores mais "cults" e fez com que o programa entrasse em outra crise além da de audiência, a de identidade. Atualmente, no apogeu de sua crise, é impossível dizer de que se trata Eliana.

O programa que na estreia fez uma excepcional entrevista com a pequena Maysa, que já teve ótimos quadros musicais, que já apresentou Eliana em algumas viagens realmente interessantes, que levou-a a entrevistar famosos em suas residências, atualmente é um amontoado de atrações sem graça, sem personalidade e que não chama a atenção de ninguém. É a maior queda de qualidade que um programa já viu.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Impressões sobre “Ribeirão...”, tempos depois

Confesso que passei um bom tempo sem assistir Ribeirão do Tempo. O horário ingrato para a turma que acorda cedo foi o principal fator que de certa forma me afastou da história (ao menos parcialmente) algumas semanas depois da morte de Madame Durrel (Jacqueline Laurence) – uma das minhas personagens preferidas, por sinal - ; mas volta e meia a turma aqui de casa assiste.

Esta foi uma novela que a princípio não chamou minha atenção de maneira alguma. Eu via os teasers e, a bem da verdade, eles não estavam propriamente teasing me. A bem da verdade, não me diziam nada. O interesse real só foi surgir de fato quando assisti ao primeiro capítulo e aquela história da mulher que retornava à terra natal para procurar o filho que havia abandonado há mais de cinquenta anos me segurou. E a trama detetivesca também tinha algo de atraente. Nada arrebatador e sensacional, mas ainda assim tinha/tem seus méritos.

Lá se vão pouco mais de oito meses desde sua estreia (para quem não lembra, Ribeirão do Tempo entrou no ar no dia 18 de maio de 2010) e ainda teremos pelo menos mais uns dois ou três (como é de conhecimento geral, as novelas da Rede Record primam pela longevidade) a novela segue no ritmo da cidade interiorana que lhe serve de plano de fundo e título: devagar e sempre; mas sendo pontuada por eventos que balançam a rotina: a chegada de Madame Durrel e sua morte uns três meses depois do início da trama; a morte da esposa do Professor Flores (Antonio Grassi); a descoberta de que o bêbado Querêncio (Taumaturgo Ferreira) é o herdeiro procurado por Durrel, entre outros acontecimentos que acabam por segurar seu público cativo nos sofás durante a exibição.

O elenco pode ser considerado de regular a bom. Taumaturgo Ferreira, Jacqueline Laurence, Antonio Grassi, Juliana Baroni, Liliana Castro, Heitor Martinez, apenas para citar alguns nomes. E uma menção honrosa à jovem atriz Letícia Medina; que vem sabendo conduzir bem a trajetória de sua personagem Diana:  começou disfarçada de menino de rua e sofreu uma virada ao se apaixonar, ser acolhida por Arminda (Bianca Rinaldi) e se adaptar a uma nova vida. Ainda no campo do elenco, tive uma surpresa ao ver Scheilla Melo em uma cena da boate que é um dos cenários principais da novela. Ainda não dá para tecer comentários sobre a atuação da moça visto que foi uma passagem muito pequena, mas vamos aguardar o desenrolar dos acontecimentos.

Naturalmente, há um ou outro problema. Um deles atende pelos nomes de Arminda e Joca (Caio Junqueira). O romance enrolado da executiva com o guia turístico da cidade e detetive formado por correspondência definitivamente não me segurou [e olhe que tentei!] mas anda repetitivo o ritual de encontros furtivos e ele sendo obrigado a se esconder em um dado momento.

Em outras palavras, Ribeirão do Tempo pode não ser uma novela perfeita; mas vale a pena conferir. Nos próximos meses, espera-se que ainda há muito o que se desenrolar no novelo.


Por Evana Ribeiro

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

BBB: Até ruim é o melhor Reality do Brasil

Já se foram duas semanas do Big Brother Brasil 11 e, ao que parece, o programa ainda não emplacou. Entre todas as edições exibidas até aqui, esta sem dúvida é a que mais está demorando para chamar a atenção do público, levantando torcidas, rixas e toda a repercussão que apenas o Reality Show mas importante do país é capaz de produzir.

A bem da verdade é que não dá sequer para dizer que esta edição irá empolgar. O perfil dos participantes não indica em nenhum momento que teremos as confusões históricas que outras edições provocaram (como a célebre briga entre Elenita e Lia ou as muitas brigas entre Ana Carolina e Max). Ao contrário, o que se vê no atual BBB é muito mais parecido com uma colônia de férias do que um Reality Show valendo mais de um milhão de reais.

É frustrante assistir ao programa nessas condições. E pensar que, pouco menos de um ano atrás, o Brasil todo discutia temas como homofobia, educação, palavreado vulgar, má escolha do povo brasileiro, tudo graças a um programa de entretenimento. Basta lembrar que houve até a formação de uma "facção" na internet que levou Marcelo Dourado a vencer a competição. Em 2011 sequer é possível escolher para quem torcer em meio a tantas pessoas tão apagadas.

Ainda assim é preciso fazer uma importante ressalva. Mesmo diante da que parece ser a mais fraca edição do Big Brother Brasil, a qualidade técnica, a criatividade da produção e, principalmente, a ótima edição que consegue criar histórias interessantes, faz deste o melhor Reality da TV brasileira, sem nenhuma chance de comparação com os outros que são exibidos. O que mostra a superioridade da Rede Globo no quesito produção de programas. O jeito é espiar até que se torne interessante novamente.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Tititi: um presente para os fãs da teledramaturgia

Desculpe-me se tenho falado muito mais da Globo nas últimas postagens, ocorre que, no mês de Janeiro, achar assuntos novos e interessantes quando as emissoras de TV estão vivendo um marasmo só, não é tarefa das mais fáceis. A Globo é a única que tem investido em programação nova e, ainda assim, nem dá para falar de tudo devido ao horário de exibição.

De qualquer forma, ontem estava assistindo Tititi quando me deparei com uma das situações mais engraçadas de que se teve notícias na TV. Confesso que não sei se isso foi uma criação de Maria Adelaide Amaral ou se, na obra original de Cassiano Gabus Mendes isso já ocorreu. Mas ver Jaques Leclair vestido de Victor Valentin quase fez com que eu tivesse um sério problema de saúde de tanta risada que eu dei.

Essa cena é uma prova clássica do que a novela das 7 vem proporcionando aos telespectadores. Um verdadeiro presente para todos que gostam de uma boa novela, de texto leve, divertido, cheio de conflitos, mas principalmente, envolvente. Reitero que não acompanhei a trama original, mas já tenho muitas dúvidas se a exibição da década de 80 possa ser comparada ao excepcional que todos os envolvidos estão fazendo neste remake, certamente o melhor remake já produzido pela TV brasileira - ao lado de Mulheres de Areia.

Ao contrário de outros folhetins, em Tititi tudo se encaixa perfeitamente. Ainda que nem todo o elenco seja do mesmo nível, como um todo, o trabalho vem sendo extraordinário, com destaque absoluto para Murilo Benício e Cláudia Raia, os verdadeiros donos da novela. Cláudia Raia, aliás, que está vivendo seu melhor momento da carreira como a divertida, sofredora, mas principalmente, amável Jaqueline.

É muito difícil assistir a trama do horário das 7 e resistir por mais do que 05 minutos em dar boas risadas. E mesmo as tramas de drama, retiradas de Plumas e Paetês estão cada vez melhores. Impossível não se envolver com a situação delicada em que vive Marcela (Isís Valverde). Essa trama, aliás, é uma das melhores de toda a novela devido a seu grau de complexidade e profundidade. Difícil imaginar que uma novela tão recheada de humor conseguiria produzir um texto com carga dramática tão forte e ainda assim conquistar os fãs. Tititi conseguiu. Não a toa é uma das melhores novelas das 7 dos últimos 15 anos, ou mais.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Insensato Coração estreou sem o selo Gilberto Braga de qualidade

Estreou na última segunda-feira a nova novela das nove da Rede Globo, assinada por Gilberto Braga em parceria com Ricardo Linhares, Insensato Coração surgiu na tela da emissora com a tentativa de recuperar os pontos de audiência que a cada nova novela somem um pouco mais. E essa recuperação não será tarefa fácil, ao contrário.

Gilberto Braga é tarimbado, um dos autores mais renomados do casting da Globo - escreveu sucessos como Vale Tudo e Celebridade - e tem ainda em seu currículo uma parceria de sucesso com Ricardo Linhares, a novela Paraíso Tropical. Em toda novela, por mais diferente que seja, você percebe os métodos de Braga no texto e isso é inevitável, cada um tem sua própria marca.

Insensato Coração estreou justamente assim. Tal como Celebridade, a trama levou os primeiros minutos para apresentar o vilão e não a mocinha ou o mocinho. Léo, o homem que lida com contravenções e que, em menos de 15 minutos no ar, fez uma série de maldades pequenas, mas que já espantam pela frieza. O mocinho e a mocinha da trama aparecem depois, bem depois.

Gilberto Braga fez o que sempre faz, usou o primeiro capítulo para situar o telespectador e apresentar suas personagens nas mais variáveis vertentes. Mostrou os muitos núcleos que ele irá trilhar ao longo dos oito meses e já começou a fazer ligações entre as personagens, coisa que faz com maestria. Ainda assim, Insensato Coração não trouxe a assinatura de qualidade do autor.

Texto amarrado, história lenta, diálogos irreais, superficiais e até cansativos. Esse foi o tom do primeiro capítulo do folhetim que contou ainda com atuações bem irregulares de seus principais nomes. Gabriel Braga Nunes parece ainda não ter se libertado de seu último grande personagem Tony Castellamari, em Poder Paralelo. Paola Oliveira vive uma personagem que tenta mostrar força, mas que soa falsa e sem graça. Eriberto Leão foi, Eirberto Leão, ator fraco e que não tem nenhuma condição de protagonizar uma novela neste horário.

As expectativas que já não eram altas em torno desta trama ficaram ainda mais baixas após o primeiro capítulo e, espero estar errado, mas aparentemente estamos diante do pior trabalho de Gilberto Braga. Que a Glória Pires entre logo e salve isso.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Passione frustra. Só Clara se salva.

Foram praticamente nove meses aparecendo em nossa TV de segunda a sábado. Um total de 209 capítulos inéditos - e uma reprise que ainda vai ao ar daqui poucas horas - e Passione sai de cena com algumas frustrações. A menor delas foi não ter conseguido recuperar a audiência do horário e se tornar a pior audiência da história da Globo em ponto no Ibope. (Passione terminou com 35 contra 36 de Viver a Vida).

Outras frustrações são muito mais importantes, contudo. Talvez a maior delas seja a de saber que Sílvio de Abreu criou, provavelmente, o melhor roteiro que uma telenovela já viu, apresentou para o público os melhores 60 primeiros capítulos da história da teledramaturgia brasileira, num ritmo alucinado, cheia de acontecimentos em todos os núcleos e que, daí em diante, se perdeu completamente e não mais se encontrou. Roteiro completamente desperdiçado e mal trabalhado.

Pensar em Passione e não pensar em frustrações seria impossível. Afinal, quem ali não frustrou? Mais um personagem típico de Tony Ramos e que, desta vez, simplesmente não convenceu. Uma heroína sem graça, com poucos brilhos e quase nenhuma chance para mostrar o incrível talento de sua intérprete Fernanda Montenegro, esta foi Bete Gouveia. E o que dizer do vilão? Se Fred tinha ótimas frases, não conseguia fazer nada funcionar, típico vilão bocó e com interpretação canastrona de Reinaldo Giannechinni.

O último capítulo da trama foi um amontoado de cenas sem graça e que não chamaram a atenção. Os desfechos, praticamente todos óbvios demais, não tinham como agradar. Além do que, para uma novela com um início e uma última semana alucinada, o último capítulo foi tão monótono e cansativo que, em alguns momentos, deu muito sono.

Mas nem tudo foi perdido. Uma personagem salvou a trama de Sílvio de Abreu. E ela atende pelo nome de Clara Medeiros. Não pela personagem em si e muito menos pelo desfecho meio sem pé nem cabeça e incoerente com toda a história. Saber que Clara foi abusada por Saulo quando criança, e saber no último capítulo, ajudam em que? Saber que ela virou amante e comparsa dele ajuda em que? Cadê a pista que Sílvio de Abreu jurou estar no primeiro capítulo?

Com ou sem coerência, a verdade é que Mariana Ximenez roubou a cena no último capítulo. E olha que a moça apareceu apenas nas últimas cenas. A forma como ela matou o Saulo foi cheia de significados, crueldade e com uma interpretação riquíssima da atriz. O olhar dela, certamente emprestado de Patrícia Pilar quando viveu Flora, foi magnífico. Mariana cresceu muito como atriz interpretando uma vilã. E tem coisa melhor que uma vilã como a Clara terminar por cima? Todos achando que ela morreu, seu inimigo cumprindo pena por um crime que ela cometeu e ela linda morando fora do país e armando o próximo golpe. Que venha Insensato Coração.

PS: Desculpem a falta de foto, por problemas técnicos da minha internet não estou conseguindo carregar.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

BBB 11: Começou o show de Futilidades

Estreou na última terça a 11ª edição do maior Relity Show do Brasil, o Big Brother Brasil. Com o desafio de estancar a queda de audiência de edição após edição, a direção do Programa passou os últimos três meses na mídia prometendo uma evolução tanto com o elenco quanto nas provas e na metodologia do cotidiano do Reality.

O que se viu nos dois primeiros dias, para se falar a verdade, foi um Pedro Bial mais inspirado do que nunca e dando provas que a bagagem de 10 edições inteiras a frente deste formato o deu cacife suficiente para ser considerado o melhor apresentador de Reality do país. Bial consegue a proeza de entrevistar ilustres desconhecidos num primeiro momento com muita naturalidade como se fosse amigo pessoal deles. Perguntas que, em alguns locais, poderiam ser taxadas de indiscretas e até de mau gosto, na boca do apresentador do BBB ficam divertidas e interessantes.

É difícil falar sobre o elenco escolhido. Em primeiro momento, ele pareceu bastante interessante, apesar de não empolgar na primeira passada de olho como a turma do BBB10 empolgou instantaneamente. Porém, dá para notar que alguns participantes entraram mais com o objetivo de causar e chamar a atenção sobre si do que propriamente para vencer a edição, que de fato é muito mais difícil do que aparecer. Os grandes destaques destes dois primeiros dias do Reality foram Michelle e Paula, cada uma dentro de sua realidade.

De agora em diante serão 03 meses com a mídia enchendo seu público com informação sobre o Big Brother Brasil 11. Informações em sua maioria sem a menor relevância, futilidade pura. A bem da verdade é que a melhor definição para um programa como este é essa: pura futilidade. Mas e daí? somos fúteis e adoramos o BBB. Quem não é, paciência, troque de canal. Nós somos.

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