quinta-feira, 26 de maio de 2011

As dificuldades em se fazer humor

Não é raro ouvir da boca de um ator que fazer humor não é tarefa fácil. Apesar de ser considerado uma sub-arte por muitas pessoas - que, óbvio, não compreendem o valor desta arte - a composição de personagens cômicos não raras as vezes são complexas e muito mais densas e difíceis que personagens tradicionais de carga dramática.

Tanto assim que inúmeras vezes o caminho acaba ficando cheio de pedregulhos. Não é possível mensurar, mas não dá para ignorar que muitas tentativas de se criar núcleos de humor em novelas ou até mesmo tramas inteiras voltadas para esta faceta artística simplesmente não funcionam. Exemplos não faltam de tentativas frustradas que tentam, mas simplesmente não conseguem fazer o telespectador rir e, não adianta, a tarefa do humor é pura e simplesmente fazer rir.

Atualmente os três folhetins globais carregam forte carga cômica em seu desenvolvimento. Morde e Assopra, atual novela das 19 horas vem desde a estreia buscando a melhor fórmula dentro da sinopse proposta para levar ao público momentos de muito bom humor. No tradicional estilo pastelão, a marca Walcyr Carrasco de teledramaturgia, a novela capengou em seu começo, mas já dá sinais de reação. O humor de Morde e Assopra é o mais raso e simples possível, até faz o telespectador rir, mas numa vibe instintiva, sem levá-lo a pensar, por isso, muitas vezes, a repetição de cenas de constrangimento público acabam perdendo a graça.

Insensato Coração, apesar da forte carga dramática e viés de ação, também conta com alguns personagens cômicos. O maior exemplo atende pelo nome de Natalie Lamour (Débora Secco), personagem que vem roubando a cena com seus trejeitos, rompantes pela fama e relacionamento divertido com Cortez (Herson Capri). Este caminho do humor é mais seguro que o primeiro, apesar de ser quase tão clichê quanto.

Cordel Encantado, além de ser fácil a melhor produção no ar - e em muitos anos - também mostra bom gosto ao produzir núcleos de humor. O núcleo formado pelo trio impagável com Patácio (Marcos Caruso), Ternurinha (Zezé Polessa) e Batoré (Osmar Prado) mostra-se afiado e, graças ao espetacular roteiro cheio de elementos do mais refinado humor, o trio consegue performances excelentes, criando trejeitos, características próprias e inesquecíveis. Sucesso garantido.

Não é fácil fazer humor. Mais difícil ainda é fazer humor de qualidade, mas quando se consegue, o resultado é nítido e, atualmente, Cordel Encantado é o folhetim mais bem sucedido também nesta área, pois arrisca, vai além e atinge o objetivo em cheio. Nos fazer rir.

3 Quebraram tudo:

Marlon Kraupp disse...

Concordo com você sobre o trio de cordel encantado, destacando o Marcos Caruso. Mas, não concordo em cordel ser a melhor novela.

PRA MIM, a melhor é IC, mas, cordel também é excelente.

Morde e Assopra começou muito ruim, e hoje esta muito boa.

Raramente assisto as 3 no mesmo dia, geralmente assisto 1 só... ou no máximo, alguns pedaços das 3..

Francisco Othon Pereira de Norões disse...

também esqueceu Marlhação sem ir com humor...

Paulo Jr. disse...

Eu acho Insensato Coração a melhor. Mas Cordel Encantado é, com certeza a com maior qualidade. Mas mesmo assim, prefiro IC, que é mais divertida e complexa. Talvez as autoras pudessem fazer algo melhor, se não estivessem num horário tão censurado quanto as 18h.

Adoro o humor da Bibi, de IC!

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