segunda-feira, 5 de julho de 2010

Ídolos - um programa de Entretenimento

Se considerarmos que A Fazenda e O Aprendiz também são Realities Shows da Rede Record não é nenhum absurdo a afirmação que Ídolos é o melhor Reality da emissora. E é, sem qualquer sombra de dúvida entre estes programas, o mais atrativo, interessante e charmoso para se acompanhar, do ponto de vista do telespectador que precisa ser conquistado para passar meses assistindo a determinado programa, principalmente quando se trata de um formato assim.

Quando trocou de emissora - deixando o SBT e migrando para a Record - o formato de sucesso em praticamente todos os países do mundo, mas consolidado como um fenômeno de audiência e de apelação crítica, Ídolos deixou uma pulga atrás da orelha de público e críticos brasileiros. Se a emissora de Sílvio Santos havia conseguido relativo sucesso apenas na primeira edição e, depois, se perdido completamente, uma mudança brusca na produção, apresentador e, principalmente, jurados poderia causar estranheza. E houve.

Hoje, com o formato consolidado na emissora do Anhanguera, este não é mais o principal problema do Reality que tem a audiência mais qualificada e satisfatória entre todos os formatos que passam ao longo do ano na Record. É evidente que o público se agrada com o programa, com a metodologia encontrada pela produção para atrair o público e também com as diferenças para o original, dando o famoso toque de brasilidade, tanto é verdade que a audiência corresponde.

Porém, a função de um programa ao estilo Ídolos não é apenas dar audiência satisfatória, é transformar-se em fenômeno, pois somente assim, o vencedor terá qualquer chance de se manter na mídia por tempo suficiente. É assim que ocorre nos EUA, o programa é o mais visto no país enquanto está no ar e, o vencedor, invariavelmente se torna fenômeno de vendas assim que lança seu CD (como ocorreu com Kelly Klarkson).

A estratégia de Ídolos no Brasil não é esta. Claramente a Record não tem qualquer interesse em eleger o "novo ídolo do Brasil", o único interesse é entreter e chamar a atenção do telespectador na briga por números de audiência e obter resultados satisfatórios vencendo a concorrência. Não há qualquer chamariz que leve o público a se envolver com o programa e, principalmente, ter qualquer afinidade com os participantes.

Portanto, não é perseguição ou exagero afirmar, sem sombra de dúvidas que Ídolos não é um Reality Show, é apenas um programa de entretenimento legal, e mais nada.

Este texto também pode ser lido no site Famosidades, do Grupo MSN Entretenimentos

4 Quebraram tudo:

Gabriel Borba disse...

Infelizmente tu tens razão.
Ídolos é somente um programa de entretenimento.
É incrível como os vencedores não recebem apoio nem sequer da própria emissora para serem lançados após o final daquela temporada.
O vencedor da última temporada só foi visto (pelo menos por mim) no começo desta nova temporada, quando fez um showzinho para os candidatos (acho que em Salvador se não me falhe a memória).
Uma pena, pois o programa em si é bom.
Aqui vale uma ressalva: dar como prêmio a gravação de um CD é algo totalmente fora da realidade. O prêmio deveria ser a divulgação, enfim... sobre isso vi o Raul Gil comentar em um dos últimos programas na Band e concordei com ele. Gravar CD qualquer um grava hoje em dia, até em casa! Difícil é colocar o trabalho na mídia.
No caso do Ídolos fica praticamente impossível que um vencedor venha a fazer sucesso, uma vez que nem mesmo nos programas da própria Record eles aparecem.
Vale uma nova observação: lembra do Fama?
Alguém lembra de alguém que venceu o programa?
A Marina Elali fez sucesso, mas bem depois do programa e, se não me engano, ela não venceu a disputa.
Um abraço.

KG disse...

E reality-shows não são programas de entretenimento? :-D

Brincadeirinha! Entendi seu ponto de vista e concordo. Mas a culpa não é só da Record! Aqui no Brasil, com excessão do fenômeno Rouge lançado pelo SBT, nenhum outro programa (inclusive o Fama d Globo) conseguiu lançar um ídolo.

Eryck Taques disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Dico disse...

Posso estar errado em minha opinião, mas programas desse tipo, onde se busca um novo ídolo, não pode ter um apresentador estrela. O KG lembrou muito bem do fenômeno Rouge (lembro das musiquinhas e dancinhas delas até hoje) que foi lançando num programa onde as estrelas principais eram as próprias candidatas. E nada mais. Indiscutivelmente, Rodrigo Faro é um baita apresentador (aliás, todo Rodrigo é muito bom no que faz...hehehe) mas ali, naquele espaço, naquele horário, o ídolo é ele. Pra que arrumar outro ídolo se no palco já tem um? Eu assisto pra ver as boas tiradas do Rodrigo Faro. Ele é o cara. Que se dane os candidatos! No próprio SBT, onde os fraquinhos Beto Marden e Lígia Mendes apresentavam o programa, em vários momentos a dupla dinâmica queria aparecer mais que os candidatos a ídolos. Na verdade, acho eu, Beto e Lígia foram os campeões das edições do tio Silvio. Estão empregados, com bons salários e aparecendo em nossa telinha até hoje. O mesmo acontecia com o Fama, da Globo. Pra que um novo ídolo se a formidável-linda-talentosa-espontânea Angélica e o mega simpático Toni Garrido já estava ali, nos brindando com suas presenças? Que Srita Jackson que nada! A fama ali era da Sra Huck e ponto final. Isso sem falar no (indigente) Talento da Música Gospel, que tinha horário comprado na RedeTv!. O final do programa eu não sei como foi (e nem quero saber), mas as duas ou três vezes que assisti uns dois ou três minutos de um dos dois ou três programas que foram ao ar, a ex-paquita e o ex-sonho de consumo das garotas queriam aparecer mais que os pobres coitados dos candidatos. É claro a falta de divulgação e apoio das outras emissoras (é, porque quem vence no SBT está fadado a nascer e morrer na Anhanguera; quem vence na Record passa pelo mesmo processo na Barra Funda; e quem vence na Globo nasce e morre em Jacarepaguá, com a vantagem de poder ser cremado e ter as cinzas jogadas no belísimo mar de Copacabana) antecipam um fim que todos nós, inclusive quem se inscreve para concorrer, já sabemos: o anonimato.

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