terça-feira, 26 de março de 2013

O Impressionante Fôlego do Big Brother Brasil

É possível discutir o gosto pessoal do público. É possível manter a eterna discussão das vantagens e desvantagens de se assistir um Reality Show com formato como o do Big Brother Brasil - atualmente a segunda maior audiência da TV brasileira, perdendo apenas para a novela das 21 Horas. Mesmo quem gosta do programa pode discutir se gostou ou não dos participantes escolhidos para a 13ª edição. Fato inegável é o fôlego deste Reality.

Com 13 edições é raro um programa enfrentar todas as mudanças que a TV passou neste milênio e permanecer intacto, pois o Big Brother conseguiu. É bem verdade que nos últimos anos houve alguns questionamentos sobre o desgaste natural que o show estava enfrentando - a 11ª edição foi a mais questionada neste quesito - mas um dos pontos altos da atual edição que chega ao fim nesta terça-feira é justamente a capacidade de se reinventar e manter o fôlego, mostrando que ainda há um longo caminho de prosperidade para a produção.

Inacreditável pensar que, após tantas edições, era possível surpreender. Pois em 2013 o Reality foi uma sucessão de surpresas. A ideia de recolocar 6 ex-participantes na Casa foi fundamental para alterar a dinâmica do cotidiano da casa e, a começar por isso, já surpreendeu o telespectador. A presença dos brothers conhecidos já ressuscitou torcidas prós e contras e levou o programa a evidência necessária mesmo antes da estreia.

Pessoalmente - e aí é algo muito particular - considero a escolha de todos os participantes bastante inteligente. Embora possa ter odiado alguns em determinados momentos, tudo isso foi por situações do jogo, o que prova que eles marcaram presença. Num Reality Show de confinamento a escolha é equivocada quando um participante passa sem despertar absolutamente nenhum sentimento no telespectador. Amor e ódio caminham juntos e, se conseguiu um dos dois, cumpriu o objetivo. E o programa conseguiu desde a primeira semana com a eliminação de Aline, capaz de criar torcida contra e a favor logo no primeiro dia.

Mas os participantes foram meros coadjuvantes de um show que teve um protagonista: o diretor. Boninho mostrou estar muito afiado no comando deste programa e conhecer bem a linguagem e exatamente a expectativa do público. Com novas regras, interferindo diretamente no cotidiano do jogo, o diretor manteve o programa ligado a 220 por praticamente todos os dias, conseguindo resultados quase épicos em alguns momentos.

Todas as novas ideias da direção funcionaram perfeitamente e serviram apenas para contribuir e manter o foco no programa. E os VTs estavam particularmente deliciosos. Fazia muito tempo que não se via edições tão afiadas ao se criar personagens para os participantes. Especialmente os programas de terça - dia de eliminação - foram muito felizes como há muito tempo não se via. Pedro Bial, o competente apresentador, mostrou a mesma segurança e competência de anos atrás, mas não conseguiu ser o grande destaque diante de uma direção inspiradíssima.

O Big Brother Brasil 13 chega ao fim nesta terça-feira e, independente de como for ao ar o último episódio, ele já deixou sua marca. A marca da reinvenção e que mostra haver possibilidades de muitos anos pela frente de um programa em que pode-se questionar muitas coisas, menos a qualidade de sua realização. Um verdadeiro show.

3 Quebraram tudo:

André disse...

Bah... Espero que esteja errado e seja a ultima edição. Não acompanhei e nem os seguintes!!

Mônica Monte de Souza disse...

Fôlego? Não nego a capacidade do Boninho de trazer componentes novos ao programa, mas só a falta de repercussão, apesar de todas essa mudanças demonstra que de fôlego o programa não tem nada.

Ary Nunes Nunes disse...

Hehehe, o menino que escreveu esse post com loas ao BBB é o mesmo que escreveu post abaixo criticando programas como do GUGU e Teste de fidelidade reclamando que nada contribuem para a formação cultural do nosso povo???

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