terça-feira, 11 de outubro de 2011

Lucinha Lins é um talento desperdiçado

Lucinha Lins sempre foi uma grande atriz, todavia, nunca teve seu trabalho recompensado com grandes papéis que lhe deram o direito de ter muito destaque em telenovelas. A profissional construiu sua carreira sempre interpretando personagens menores que, inadvertidamente acabaram por roubar a cena em determinado momento da produção.

Ao deixar a Rede Globo e tentar amarrar sua carreira de maneira mais sólida na Rede Record, Lucinha procurou ter papéis de maior destaque nas produções em que participou e, contou para isso, com a intenção da emissora crescer no âmbito das telenoves, ela acabou conseguindo se destacar e se tornar uma das principais estrelas do banco de elenco.

Em Chamas da Vida, a atriz mostrou todo seu talento ao interpretar uma intrépida vilã. Personagem forte e que conseguiu marcar junto ao público e também em alguns momentos à crítica, mas a produção, na maior parte do tempo, passou despercebida pelo grande público - graças ao início da queda de audiência em toda a emissora.

Agora, em Vidas em Jogo, Lucinha Lins não consegue evoluir com sua personagem que, apesar de ser muito boa, faz parte de um núcleo que quase não aparece na novela e, quando aparece, é estripado em meio a cenas muito mais importantes, o que faz com que o telespectador pouco se interesse pela história.

Lucinha Lins é um grande talento que merece mais respeito. Na Globo a atriz nunca teve oportunidades para mostrar todo seu potencial e, agora na Record, o mesmo erro está acontecendo. Quem perde com isso é a emissora e o público.

domingo, 9 de outubro de 2011

O único erro de Malhação é o nome

Com novo formato, a nova temporada de Malhação vem sofrendo muita rejeição por parte do público. Com audiência girando entre os 15 e 18 pontos - já houve dias com média de 13 pontos, 07 abaixo da meta estabelecida pela emissora para o programa. Mas qual o motivo para tamanha rejeição a uma produção consagrada na TV brasileira?

Me parece simples a resposta. A Globo tentou apostar num novo formato, inovador e diferente de tudo que já havia se visto no universo adolescente na TV, mas por medo de rejeição, optou por manter o título consagrado de uma década de sucessos. E este é o único erro em toda a atual produção.

A série não é e nem tem nada de Malhação e, por conta disso, o público tradicional, acostumado aos dramas teens no formato antigo, de pronto rejeitou a nova proposta que, também por conta do título, não conseguiu agregar nova audiência, já que os fãs de outros estilos, mantém preconceito contra a produção e, sequer dá uma chance para a temporada, rejeitando de pronto.

O título que deveria servir como base para dar tranqulidade à produção, é justamente o que vem mais atrapalhando, pois não consegue manter o público tradicional nem agregar novos públicos. E o pior disso tudo é que esta produção é um grande acerto. Com um dos melhores roteiros já apresentados no horário, formato diferente, que chama a atenção e muito bem interligado, a proposta é muito interessante e, mesmo lidando com o sobrenatural, em nenhum momento ultrapassa o limite, ou seja, não se torna piegas ou sem verossimilhança.

Além disso, o elenco é um dos maiores acertos da história de Malhação. Os atores experientes são bons e não estão ali por estarem esquecidos do grande público, como quase sempre acontecia, e, por conta disso, eles vem dando o melhor e servindo de base para o elenco jovem que, por sua vez, não está decepcionando e conseguindo chamar a atenção. O maior exemplo disso é Bia Arantes que defende sua personagem Alexia de forma densa e muito bem aprofundada. A atriz é um talento e certamente terá vida longa na profissão, assim como outros da atual safra.

Malhação não é, nem de longe, o que o público se acostumou e por isso vem sendo rejeitada. Mas, quem está perdendo com isso é o próprio público, pois a produção é de muita qualidade e merece uma chance.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Comparativo de Audiência - 21 Horas - média parcial

Média-parcial diária de novelas das 21 Horas até o capítulo 40


Fina Estampa: 38,05
Insensato Coração: 31,83
 Passione: 31,95
Viver a Vida: 36,35
Caminho das Índias: 34,03
A Favorita: 35,53
Duas Caras: 37,55
Paraíso Tropical: 37,73
Páginas da Vida: 49,08
Belíssima: 46,55
América: 44,78
Senhora do Destino: 46,53
Celebridade: 42,93
Mulheres Apaixonadas: 40,20
Esperança: 39,25
O Clone: 42,44

Comparativo de Audiência - 18 Horas - média parcial

Média-parcial diária de novelas das 18 Horas até o capítulo 10


A Vida da Gente: 22,4
Cordel Encantado: 23
Araguaia: 23,4
Escrito nas Estrelas: 25
Cama de Gato: 26,1
Paraíso: 22
Negócio da China: 21,7
Ciranda de Pedra: 22,4
Desejo Proibido: 23,8
Eterna Magia: 27,9
O Profeta: 34,3
Sinhá Moça: 30,4
Alma Gêmea: 35,2
Como uma Onda: 27,5
Cabocla: 35,7
Chocolate com Pimenta: 35,5
Agora é que são elas: 25,7
Sabor da Paixão: 26,6
Coração de Estudante: 26,5

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Comparativo de Audiência - 19 Horas - média parcial

Média-parcial diária de novelas das 19 Horas até o capítulo 170

Morde e Assopra: 29,88
Tititi: 29,17
Tempos Modernos: finalizada
Caras e Bocas: 30,92
Três Irmãs: 24,36
Beleza Pura: 28,02
Sete Pecados: 29,47
Pé na Jaca: 29,78
Cobras e Lagartos: 38,08
Bang Bang: 27,49
A Lua me Disse: finalizada
Começar de Novo: 31,33
Da Cor do Pecado: 42,31
Kubanakan: 36,05
O Beijo do Vampiro: 27,57
Desejos de Mulher: 32,67
As Filhas da Mãe: finalizada

Patrícia Abravanel é a maior revelação em anos

Não acredito que talento seja coisa de gene. Sempre achei afirmações tão rígidas quanto ao gene uma bobagem e, evidentemente, continuo achando, ainda assim, o sobrenome Abravanel volta a surgir com força no Mercado dos apresentadores da TV brasileira e não graças ao mito Senor Abravanel ou simplesmente Sílvio Santos, trata-se de sua filha, Patrícia Abravanel.

Desde que surgiu como apresentadora de TV no ótimo programa especial Festival SBT 30 Anos, a moça cresceu bastante e vem demonstrando um talento impressionante diante das câmeras. Mesmo no programa que lhe deu poucas oportunidades de desenvolver seu talento, ela conseguiu um avanço tão grande que chegou a ser perceptível até aos telespectadores mais desatentos. Após um começo difícil, com um ar de canastrice grande, ela foi encorpando e construindo uma identidade própria para apresentação.

Depois, sem dúvida, participar do Programa Sílvio Santos ao lado do pai fez muito bem a moça que, aparentemente, vem usando o fato de ser filha do maior comunicador do país para se impor como apresentador, não através da imposição que o sobrenome faz, mas usando-se disso para ter a chance de demonstrar que tem talento. E ela tem.

Patrícia deu provas de estar tendo chances não apenas por ser filha do dono do SBT, mas porque é uma grande revelação - a maior dos últimos anos nesta área. No último domingo, comandando o programa Eliana, ela foi tão bem que chegou a assombrar em alguns momentos. Seu carisma diante das câmeras, capacidade de improviso e diálogo fácil com o telespectador chamou a atenção e mostrou que ela está se preparando muito para ser apresentadora.

Patrícia Abravanel mostrou-se um talento nato, uma jóia na apresentação e, com a oportunidade correta num formato que permita desenvolver ainda mais sua capacidade, sem dúvida irá se firmar no ramo. Com ou sem gene, a moça mostrou que é boa, muito boa.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Fina Estampa: não leve a sério e se divirta

Desde que estreou, Fina Estampa vem apresentando uma série de problemas de roteiro, direção e até de interpretação. Com uma pegada extremamente popular, boa parte dos núcleos buscou tanto este formato que acabou exagerando e fugindo da verossimilhança, um erro que, na maior parte das obras televisivas, se torna um grave erro. Não na trama de Aguinaldo Silva.

O que se percebe pelos números é que, mesmo com impressionantes problemas estruturais em sua história, o folhetim é sucesso. Vem com a maior média-parcial até o momento desde Páginas da Vida, superando a crise de audiência que o principal horário de telenovelas da Rede Globo vinha enfrentando há muitos anos. Números nunca foram sinal de qualidade, longe disso, mas neste caso é facilmente explicável.

Aguinaldo Silva, extremamente experiente na arte de escrever novelas, não quis apresentar uma obra inesquecível sob o ponto de vista da qualidade, ou seja, ele não quis cair no gosto dos críticos, antes, preferiu fazer uma novela que atingisse em cheio o telespectador. Fina Estampa não serve para nada, é basicamente entretenimento dos mais supérfluos porque não consegue levar seu público a nenhum tipo de reflexão. A novela não levanta bandeiras, não defende causas e não trata de nenhum assunto específico, é puro entretenimento dos mais bobos.

Porém, é indiscutível a capacidade que a história tem em envolver quem assiste. A partir do momento que os olhos críticos se fecham e se abrem os olhos de quem quer passar 90 minutos diante da TV sem ter que pensar, apenas se divertindo, Fina Estampa se transforma de uma obra simplória para momentos de extremo bom humor e que faz qualquer pessoa relaxar.

Se o objetivo do autor for fazer o telespectador esquecer-se dos problemas e da vida e passar momentos agradáveis para não ter que refletir - e parece que é - parece que o autor conseguiu. Ainda que são 90 minutos diários que não acrescentem em nada na vida de ninguém, Fina Estampa consegue divertir, distrair e, em tese, isso também é entretenimento.

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