terça-feira, 15 de setembro de 2009

Pobre Lauro César Muniz


A melhor novela da atualidade na TV brasileira nunca ultrapassa dois dígitos de audiência e, dificilmente ultrapassará. A trama de Poder Paralelo merecia ser a melhor audiência entre as telenovelas já que, desde que se iniciou, é o melhor produto do Brasil. Em 2009 não houve novela até o momento que sequer chegasse perto dessa excelente trama.

Mas como uma novela pode sobreviver com audiência minimamente regular numa emissora como a Record? Lauro César Muniz já começou a sofrer antes mesmo de sua obra ir ao ar. A divulgação da novela foi fraca, se comparada a outras tramas da Rede Record. Se comparar a divulgação de Poder Paralelo com a divulgação de Chamas da Vida, Vidas Opostas e, principalmente, Caminhos do Coração, fica claro que a emissora nunca apostou nessa novela de fato.

E Lauro ainda teve o azar de estrear no auge do ataque de esquizofrenia de Tiago Santiago, que insistia em manter no ar uma obra sem pé nem cabeça. Os executivos da Record que o tinham como queridinho da emissora apostaram muito mais em Promessas de Amor - Os Mutantes do que em Poder Paralelo. O resultado? Fiasco nas duas, já que Os Mutantes derrubaram a audiência de todo o horário nobre da emissora.

Mesmo assim Lauro Cézar continua calmo, paciente e fazendo seu trabalho. Aliás, fazendo um excelente trabalho. O texto de Poder Paralelo é primoroso, as seqüências são excelentes e a imaginação do autor parece não ter fim nunca. Ele tem amarrado as tramas umas às outras com maestria de craque, dando seu selo de qualidade a esta novela que merecia melhor sorte, aliás, merecia mesmo ser produzida pela Globo de onde Lauro nunca devia ter saído.

Infelizmente com o samba do criolo doido que se estabaleceu na grade da Record é quase impossível acompanhar Poder Paralelo que já foi exibida em - pasmem - mais de 05 horários diferentes no período em que está no ar. Eu conheço inúmeras pessoas que desistiram da novela porque é impossível acompanhar, já que nunca se sabe o horário certo de exibição.

Quem perde é a Record que deixa de ter telespectadores, mas nós também perdemos, pois não temos a oportunidade de ver este grande trabalho de Lauro e uma das melhores atuações da carreira de Paloma Duarte a quem eu não vou cansar de elogiar nunca por sua impressionante Fernanda Lyra.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Começou Viver os Clichês


Começou Viver a Vida e o primeiro capítulo deixou algumas impressões. É evidente ser impossível avaliar uma novela pelo primeiro capítulo, mas é bem possível avaliar a tendência da obra. E não me surpreendi em nenhum momento com nenhuma cena exibida.
A fotografia é o mesmo espetáculo de todas as novelas de Manoel Carlos, a direção caprichosa, todos os detalhes pensados, a marcação nitidamente ensaiada a exaustão para deixar a cena sem falhas. E conseguiu.

O primeiro capítulo serviu para mostrar mais uma mocinha pé no saco, cheia de qualidades, a boa filha, a melhor profissional, a moça sonhadora, a mulher sem um grande amor, todos os clichês possíveis de uma protagonista estão ali, inseridos por osmose na Helena de Taís Araújo. Taís Araújo que teve todo o destaque de uma protagonista neste primeiro capítulo, mas ficou bem apagadinha. Tudo bem que não houve uma única cena realmente forte e necessária (como sempre Manoel Carlos cheio de cenas desnecessárias), mas ainda assim, faltou algo na interpretação dela.
O encontro de Helena e Marcos foi mais uma seqüência de clichês. O homem que empresta um objeto e fica encantado pela moça que troca um sorriso demonstrando também estar encantada. Tudo previsível demais.

A seqüência final então, sem dúvida entra para a História da teledramaturgia brasileira como o maior clichê de todos os tempos. “Ah, a Luciana tem que fechar o desfile”, nessa hora eu e o Brasil inteiro pensamos: “Ela vai cair”. Não deu outra, a moça caiu. Criatividade, Maneco, please.

Mas este primeiro capítulo teve pontos positivos também. Aparentemente Manoel Carlos desistiu de fazer novelas com 1500 personagens todos tendo histórias a serem desenvolvidas. Viver a Vida começou com poucos personagens de fato com história e achei isso bastante válido, espero que ele mantenha isso, tem tudo para desenvolver melhor os personagens.

O núcleo de Luciana é infinitamente melhor que o de Helena, aliás, a família de Luciana é o que há de melhor na novela. A briga entre as duas irmãs foi de chorar de rir, apesar da interpretação bisonha da irmã de Luciana, vivida por Aline Morais, que parece vai estar muito bem de novo.

Mas este primeiro capítulo teve uma dona: Lília Cabral. Ela deu uma show de interpretação. Mulher magoada pela vida e que fala verdades sem pensar duas vezes, o que torna tudo mais divertido. Vou gostar dela.

Enfim, Viver a Vida começou, mas ainda não disse a que veio, aliás, disse sim, veio cheia de clichês, como já era previsto e esses clichês tendem a se repetir por longos e infinitos 200 capítulos.

Ah, e a abertura? O que é aquela abertura? Pra quem estava acostumado com o primor de abertura que era Caminho das Índias, aquilo é uma piada. Pela abertura, a música tema devia ser Aquarela. (e a Bossa Nova está lá, de novo, ai Maneco, ninguém agüenta isso.)

Resultado da Enquete


Quero agradecer a todos que votaram na enquete e mostraram a opinião dos leitores. A pergunta da vez era: "O que você espera de Viver a Vida, nova novela das 8?" O resultado não chega a surpreender, já que a maior parte das produções globais são muito bem aceitas, mas mostrou um equilíbrio que eu sinceramente não esperava. Veja o resultado

Estou muito ansioso 32%

A mesmice de sempre 29%

Nada, não vou assistir 21%

vai ser muito ruim 16%

Isso mostra que o público ainda está ansioso, mas muita gente sabe que as novelas de Maneco sempre trazem as mesmas repetições.

Veja minha opinião no post abaixo, post este que está no site Famosidades, novo parceiro do blog.

Vem aí: Viver o Sono


Começa hoje a nova novela da Globo, “Viver a Vida” de Manoel Carlos, um dos principais autores do casting da Rede Globo de Televisão e, certamente, o que melhor explora o cotidiano do “jeito carioca de se viver”.

Normalmente um bom colunista deve saber esperar uma semana de exibição de uma novela para dar um parecer sobre a obra, mas vou me arriscar, um pouco por ser afixionado pelo produto “novela” e um pouco por ter convicção de como será mais esse trabalho do autor.

Manoel Carlos é, entre todos os autores globais, o mais repetitivo. Ele não muda os enfoques dos assuntos, não inova seu método de escrita, não muda sequer o nome de suas protagonistas. Todas se chamam Helena, todas são batalhadoras, todas não são heroínas clássicas, são mulheres cheias de defeitos e que apenas tentam ser feliez.
Assim será Taís Araújo em seu primeiro papel de protagonista no horário nobre. Uma Helena errada, que quer ser feliz e utiliza métodos as vezes não tanto convencionais para isso. Quer apostar?

Outra aposta que é fácil de se confirmar são os dias fictícios, ou seja, os dias dentro da trama. Toda novela de Manoel Carlos os dias se arrastam, demorando as vezes até uma semana, ou seja, 06 capítulos, em apenas um único dia da trama. Refeições intermináveis com diálogos didáticos e sonolentos, além de situações que são irritantemente do cotidiano, como uma conversa entre adolescentes sobre como pentear um cabelo.

Novela realmente é um retrato do dia a dia, mas Manoel Carlos exagera ao criar personagens simples, sem conflitos, sem emoção, sem situações que podem ser exploradas e criar no público algum tipo de expectativa.

Uma amostra disso foi Páginas da Vida em que era irritante os diálogos entre Helena e sua filha adotiva, em que não se sabia a razão para se mostrar diálogos do tipo: “Vamos se arrumar pra você ficar bonita”, ou “Vamos visitar os amiguinhos?”. Cenas que poderiam ser facilmente retiradas sem fazer qualquer falta.

Assistir uma novela de Manoel Carlos é saber que basta assistir uma semana para conhecer os personagens e depois o fim, pois serão semanas e mais semanas de cenas repetidas que aparentemente são escritas uma única vez e depois somente mudando uma ou outra frase. É certeza que haverá longas refeições, é certeza que a Helena irá chorar porque irá errar ao abandonar seu grande amor, é certeza que haverá um personagem que não liga para nada e é todo largado, é certeza que haverá cenas que exageram na sensualidade, é certeza que haverá inserções de acontecimentos reais, enfim é certeza que não vai acontecer nada em mais uma novela dele.

O que se pode dizer sem medo de errar é que teremos uma ótima oportunidade de Viver o sono, pois será difícil assistir a novela sem dormir durante o capítulo modorrento e chato.

*Este texto inaugura uma nova parceria do blog "TVxTV". Agora semanalmente minha coluna estará disponível no site Famosidades. Visite o site e saiba das principais notícias do mundo dos Famosos.

sábado, 12 de setembro de 2009

As Piores Atrizes Internacionais de todos os tempos

Hoje é sábado e, como está se tornando tradicional no blog, é dia da Lista de Melhores e Piores. Lista essa elaborada por mim e por mais 9 amigos que estamos elegendo a cada semana os melhores e piores em cada área. Nesta semana é a vez de mostrarmos a lista das 10 Piores Atrizes Internacionais de todos os tempos, lista difícil e complicada, mas que conseguimos fazer. Confira:

10 – Penelope Cruz 1974



A jovem atriz espanhola tem se destacado nos últimos anos, marcando presença nos filmes de cineastas consagrados como Pedro Almodóvar e Woody Allen. Chegou, inclusive, a ser ganhadora do Oscar de melhor atriz coadjuvante por Vicky Cristina Barcelona [2008]. Então podem se perguntar 'o que uma atriz com tais predicados e tão bons trabalhos no currículo está fazendo aqui nessa lista?' Alguns críticos chegam a dizer que a atriz espanhola é muito bonita, mas não chega a convencer no sex appeal que suas personagens às vezes exigem.
Outro fato que contribui para que Penélope seja sempre duramente critica pelos especializados em cinema, é o fato dela ter filmes muito fracos em seu currículo, o que sempre atrapalha a vida duma atriz.
Ela venceu um Oscar, mas também já foi indicada ao Framboesa de Ouro em 2001 por sua pífia atuação no horrendo filme Blow. Por isso, Penélope Cruz abre nossa lista está no 10º lugar das piores atrizes de todos os tempos.

9 – Jennifer Lopez - 1969



A cantriz Jennifer Lopez tem uma carreira para lá de vitoriosa, em especial no que diz respeito à carreira musical. E, de fato, tem uma bela voz, presença de palco, enfim, tudo o necessário para uma carreira de sucesso na mídia. No 'tudo', incluam a beleza que enche as telas nos videoclipes e nos... Filmes! É justamente aí que queremos chegar.
Apesar de ter um currículo cinematográfico relativamente longo [estreou em 1986, em My little girl e estrelou algumas produções marcantes como a cinebiografia Selena, em 1997], seu histórico mais recente acumula uma série de produções mais puxadas para o 'água com açúcar', como O Casamento dos meus Sonhos, de 2001; Olhar de anjo, também de 2001; Encontro de amor, de 2002; e A Sogra, de 2005. Perfeitos para rir, mas a impressão que dá é que ela só sabe fazer um mesmo tipo de filme.
Os críticos especializados sempre ficam com um pé atrás quando a atriz está em cena, além de sempre interpretar o mesmo tipo de personagem, a impressão que se tem é que Lopez nunca consegue criar características únicas a seus personagens, nem aprofundar-se dentro deles.
O filme Cidade do Silêncio foi muito elogiado nos EUA, mas mesmo assim o desempenho da atriz não foi dos melhores e ela parece já ter o carimbo de uma boa cantora que insiste em se tornar atriz, mesmo sem muito talento
Por tantas críticas, Jennifer Lopez não poderia faltar numa lista de piores atrizes e aqui, no nosso blog, aparece em 9º lugar.

8 – Sandra Bullock - 1964



Mais conhecida por uma série de comédias românticas durante os anos 90 e 2000 – destacando-se o 'sessão da tarde' Enquanto você dormia [1995], Miss simpatia [2000], Amor à segunda vista [2002], Miss simpatia 2: armada e perigosa [2005] e A casa do lago [2006]. Sucessos de bilheteria? Sim, mas Bullock acabou ganhando o rótulo de atriz limitada. Fica um pouco difícil de diferenciar uma personagem da outra, já que as caras e bocas são praticamente as mesmas. Talvez seja chegado o momento da atriz mostrar um pouco mais de versatilidade.
Para a crítica especializada a atriz depende única e exclusivamente dos diretores que a ajudam da melhor maneira possível, mas com um currículo de filmes sempre considerados fracos e clichês, ficaria difícil para Bullock crescer.
Miss Simpatia e Miss Simpatia 2 são exemplos clássicos disso. Filmes de sucesso mundial, mas que não teve a benevolência da crítica especializada que considerou os dois trabalhos exagerados e clichês. Sandra Bullock sempre foi muito criticada por exagerar, aliás, em praticamente todos os seus filmes a atriz extrapola as caras, bocas e entonação.
A atriz já tentou a sorte em filmes de ação, mas sem conseguir a atração sequer do público, voltou para as comédias românticas. Com toda essa limitação Sandra Bulock fica em 8º lugar.

7 – Lindsay Lohan - 1986



O histórico de Lindsay Lohan é bem semelhante ao de outras estrelinhas hollywoodianas: estreou ainda muito novinha nas telas e o rostinho fofo poderia até lhe garantir um futuro estelar. Poderia. Mas os anos passaram, a menininha fofa cresceu e se tornou o rosto principal de várias produções Disney, como Sexta-feira muito louca [2003] e Confissões de uma adolescente em crise [2004].
Paralelamente, a moça fez algumas incursões no mundo da música [algo bem comum entre as jovens atrizes de hoje], e também se envolveu em uma série de escândalos na vida pessoal. Lohan continua fazendo participações em filmes e seriados, o que não quer dizer necessariamente que ela seja uma atriz primorosa.
Lindsay Lohan, na verdade, nem é levada muito a sério por quem entende de Cinema, muito menos os filmes em que a atriz participa, todos filmes que são completamente ignorados pela crítica e por boa parte do público apaixonado por cinema.
A moça faz sucesso nos Eua devido as inúmeras confusões que apronta e sempre está na mídia por uma polêmica qualquer. Ainda assim, insiste em ser chamada de atriz e esse rótulo faz com que sempre seja zombada. Em um jornal especializado dos EUA ela foi eleita a pior atriz da geração atual, o que causou muita ira na “atriz”.
A impressão que se tem ao assistir filmes com Lindsay Lohan é que ela não sabe interpretar papel diferente algum, pelo contrário, o melhor papel que ela interpreta é um papel tipo... Ela mesma e por isso, ela fica em 7º lugar.



6 – Angelina Jolie - 1975



Uma atriz belíssima, desejada por [provavelmente] 9 entre 10 homens e invejada [provavelmente de novo] por 9 entre 10 mulheres: esta é Angelina Jolie; atriz, mãe, personalidade engajada em causas sociais e símbolo sexual.
Jolie foi elevada ao status de estrela após participar do filme Garota: interrompida [1999] e, dali para a frente não parou mais. Mas nem só de sucessos vive o currículo cinematográfico de Jolie: se por um lado ela fez bons trabalhos como o já mencionado Garota: interrompida, Pecado original [2001] e Alexandre [2004], também acumula belíssimos tropeços, como Capitão Sky e o mundo de amanhã [2005] e o pavoroso Beowulf [2007].
Entre os críticos mais ferrenhos da atriz, uma das justificativas mais comuns para que ela figure nesta lista é o fato de que “ela acha que atuar é escancarar o olho e fazer cara de intelectual”, em todos os filmes.
Angelina é tida como uma das atrizes mais lindas de Hollywood e figura entre as mais bem pagas, mas os grandes cineastas sempre relutam em trabalhar com a atriz, tanto que ela nunca esteve em filmes com os principais cineastas do mundo.
Jolie já venceu um Oscar por um trabalho excepcional em Garota Interrompida em que pela primeira vez deixou de utilizar os trejeitos irritantes que carrega em todos os personagens, mas a impressão que se tem, é que foi apenas orientação bem dada do diretor, pois ela em seguida voltou ao mesmo estilo fraco de interpretar. Os fãs podem dizer que não, mas ainda há muita gente que pensa assim – e uma parte de nosso 'corpo de jurados' votou nela para figurar na 6ª posição dentre as piores.

5 – Katie Holmes - 1978



O papel mais expressivo da senhora Tom Cruise não é o de ser a esposa do ator e mãe da fofíssima Suri. Entre os anos de 1998 e 2003, ela foi intérprete de Joey Potter, na aclamada série Dawson's Creek, uma das principais, senão a principal, série teen de todos os tempos nos EUA e com sucesso em praticamente todos os países do mundo.
Acabou o seriado e pronto, a moça conquistou poucos e não muito expressivos papeis tanto no cinema quanto na televisão. Isso parece ser um mal que persegue a carreira de muitos atores e atrizes que fazem sucesso gigantesco em séries ainda durante a adolescência e depois não conseguem emplacar nada de sucesso na carreira cinematográfica, provavelmente porque seja muito diferente atuar numa série e num filme.
Provavelmente pelo fato de, apesar de ser uma das personagens principais do famoso seriado, não chegou a conquistar a crítica especializada; nem o público. A atriz que era idolatrada durante a série, não demorou muito para ser completamente esquecida do grande público e ainda tem de carregar em seu currículo grandes fracassos como no filme Batman Begins ou o ridículo A Filha do Presidente, em que tanto filme, quanto sua atuação foram massacrados nos EUA e ao redor do mundo.
Katie Holmes não tem em seu currículo nenhum grande prêmio, mas também sente-se aliviada por nunca ter recebido grandes prêmios negativos, ao contrário, ela normalmente passa despercebida pela crítica, mas é considerada uma atriz fraca haja vista que alcançou a 5ª posição dentre as piores atrizes.

4 – Demi Moore - 1962



Estreando nas telas no ano de 1981, no filme A escolha, Demi Moore tem uma extensa lista de filmes, entre eles Ghost [1990], Striptease [1996] e As panteras: detonando [2003]. Em nenhum dos três [apesar de protagonizar dois deles] a atriz se destacou por sua atuação e sim por sua beleza [nos últimos anos, até questionável].
Demi Moore é talvez a mulher que mais chamou a atenção dos homens americanos num determinado momento do século 20, principalmente após sua atuação sensual no filme Striptease, mas mesmo assim, a crítica sempre foi ferrenha com a atriz, nunca considerando um trabalho seu acima da média.
Claro que houve momentos dignos de nota, como em Jordan O’ Neil – Até o limite da honra, para o qual a atriz se despiu da vaidade a ponto de raspar a cabeça, mas nem nesse momento Moore conseguiu que a crítica aliviasse e recebeu algumas críticas a esse trabalho, mesmo que sejam mais moderadas.
Uma atriz tão famosa e que tenha recebido uma única indicação ao Oscar e mesmo assim saiu derrotada e recebido incríveis 11 indicações ao Framboesa de Ouro não poderia passar despercebida em lugar nenhum do mundo e de fato a opinião é quase unânime que Demi Moore é muito fraca como atriz, apesar de ter uma beleza rara. Por tudo isso a atriz fica em 4º lugar entre as piores atrizes de todos os tempos.

3 – Jessica Biel



Uma atriz que não agrada sequer o público num filme de razoável sucesso não pode ser encarada como uma boa atriz, isso é praticamente consenso entre todos. Essa é a história de vida de Jéssica Biel.
A jovem atriz tem entre seus principais trabalhos a série Sétimo céu [1996-2006]; e filmes como O ilusionista [2006], filme idolatrado por muitas pessoas, mas mesmo o público criticou muito a fraca atuação de Biel conduzindo uma personagem que tinha tudo para cativar a todos se fosse bem interpretada. Ela ainda esteve na versão mais recente de O Massacre da Serra Elétrica, recebendo inúmeras críticas por ter tentado copiar a personagem original e, evidentemente fiascando em sua tentativa.
Mas não parece ter tido uma grande evolução no que diz respeito a interpretação: o fato é que Biel ainda não convence e, pelo que a crítica insiste em dizer, aparentemente nunca irá convencer, já que os anos passam e ela continua a ter atuações abaixo da média e nada inspiradoras do ponto de vista técnico.
Biel tem a seu favor o fato de ainda ser jovem e não ter um currículo extenso, o que pode fazer com que em alguns anos ela mude a opinião do público e da crítica e mostre que tem sim talento e o que faltava era experiência, mas por suas atuações, isso é muito improvável.
Com trabalhos ruins e muitas críticas, Jéssica Biel não poderia ficar de fora da nossa lista e aparece com um “honroso” 3º lugar, chegando no pódio.

2 – Halle Berry – 1966



Talvez a maior surpresa de todas em nossa lista, Halle Berry constantemente elogiada pela crítica viu sua carreira desmoronar ao escolher participar de filmes com roteiros duvidosos e que acabaram se tornando fiasco de público e crítica e a partir daí teve suas atuações sempre marcadas por críticas duras.
A atriz tem em seu currículo personagens divinos como a Tempestade em X-Men, que lhe renderam muitas críticas favoráveis e a expectativa de que se tornaria uma grande atriz em breve, o que infelizmente parece não ter acontecido.
Uma atuação considerada primorosa e que fez dela a maior vencedora do ano de 2002 com o filme A Última Ceia em que ela recebeu todas as críticas positivas possíveis.
Mas ela escolheu aceitar o papel na super-produção Mulher Gato e a partir daí sua carreira desmoronou. Um dos maiores fiascos dos últimos anos, o filme foi duramente criticado por fãs de HQ e também pela crítica especializada, além de ter sido um fracasso de arrecadação.
Halle Berry foi duramente criticada nesse filme e, a partir daí os críticos passaram a ser mais duros com ela, como no filme televisivo Aos Olhos de Deus e A Estranha Perfeita.
A atriz tenta retomar o prumo de sua carreira e a crítica parece não ter mais boa vontade com ela, e o nosso blog, certamente com a influência de A Mulher Gato, elegeu Halle Berry a segunda pior atriz de todos os tempos.

1 – Sharon Stone - 1958



Provavelmente, a maioria dos leitores deste blog lembra de Sharon Stone como a dona da cruzada de pernas mais famosa do cinema, no filme Instinto Selvagem, filme este que levou a maior parte dos marmanjos da época a loucura e fez muita gente ir várias vezes ao cinema ver a sensualidade de sobra da atriz amostra (literalmente).
E a lembrança pára por aí. O fato é que, apesar de ter recebido indicações ao Oscar e ao Globo de Ouro [e ganhou um destes prêmios], a atuação de Stone fica sempre aquém do esperado. A atriz exagerou ao explorar sua sexualidade e aceitar papéis que não exigia muito talento na atuação e acabou ficando marcada pela crítica como uma atriz fraca que aceitava qualquer papel para continuar na mídia.
Ela não conseguiu se livrar do estigma de símbolo sexual que a consagrou nos anos 90 e chegou a desapontar o público em trabalhos posteriores como em A Musa ou Invasão de Privacidade em que sempre fazia a mesma expressão vazia que a crítica chegou a chamar de “cara de paisagem”. E a crítica valenão só no cinema, mas também na TV como em sua participação fraca no seriado Will and Grace.
Sharon Stone sempre afirmou não ligar para as críticas negativas e disse ser uma vencedora por ter chegado onde chegou, mas provavelmente ela também sabe que conseguiu tudo pela beleza, por seu talento fica muito a desejar. O filme Instinto Selvagem 2, a continuação do trabalho que a consagrou no cinema, acabou por manchar inclusive essa personagem famosa, pois a crítica considerou o novo filme muito abaixo do original e a atuação da atriz foi muito pior, ela não conseguia mais demonstrar toda a sensualidade de anos atrás.
Por tudo isso Sharon Stone venceu aqui e foi considerada pelo blog a pior atriz de todos os tempos.

*Texto de Evana Ribeiro e Daniel César

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Resultado da Enquete

O Blog "TVxTV" perguntou e o leitor decidiu: "Com quem Maya deve ficar em Caminho das Índias?"

Raj: 62%

Bahuan: 10%

Sozinha: 27%



Mesmo eu discordando do público, entendo que a maioria quer um final feliz para a protagonista da novela e é preciso reconhecer que o casal Maya (Juliana Paes) e Raj (Rodrigo Lombardi) protagonizaram lindas cenas e tiveram ótima química.
Eu registro meu voto em "sozinha" porque, principalmente como Glória Perez encaminhou toda a situação com todo o "mercado" sabendo que Maya enganou a família Ananda, é impossível pela cultura indiana que Opash e a família perdoem a moça. A melhor saída seria, talvez, Raj, um indiano moderno, perdoá-la e juntos viverem no Brasil. Mas ela voltando a casa da família? Nahim.

Esta enquete não tem valor científico e é apenas uma amostragem dos leitores do blog.

Participe da nova enquete, "O que você espera de Viver a Vida a nova novela das 8?"

Por que a Record é vice líder


Fiquei me perguntando durante boa parte da semana sobre qual o real motivo de mesmo cum uma grade bagunçada, mudanças constantes e programas de qualidade duvidosa, ainda assim a Record mantém o segundo lugar de audiência no país. A resposta para isso sugere alguns pontos interessantes sobre o telespectador brasileiro.

Creio que o mais óbvio se dá pelo fato de que a emissora da Barra Funda apostou alto nos últimos anos quando montou seu projeto ousado para chegar a liderança de audiência. O investimento da Record nos últimos anos não é algo que se deva ignorar, foram inúmeras contratações de peso em várias áreas, tanto na dramaturgia quanto no jornalismo, além de profissionais que não trabalham na frente das câmeras, mas que são experientes. Isso tudo fez a Record produzir programas de qualidade e que chamaram a atenção do público.

Outro ponto é que a emissora soube levar para si programas e modelos de programação de sucesso das concorrentes. No início isso não pareceu cópia, mesmo que os críticos insistissem em chamar assim. O modelo da Rede Globo em produzir novelas, a revista eletrônica aos domingos, formato de jornalismo, tudo que os profissionais haviam aprendido em outras emissoras estavam pondo em prática na Record e deu certo.

Com este salto de qualidade acompanhada da queda brusca de qualidade do SBT, a Record não teve dificuldades para se tornar vice-líder de audiência e, em alguns momentos apenas, chegou a incomodar a Globo e fazer parecer que seria possível uma disputa próxima com a emissora dos Marinho.

Hoje, sabemos que isso é impossível. Na ânsia por diminuir a enorme diferente entre ela e a Globo, a rede de Edir Macedo se perdeu. Começou a apostar em programas de audiência fácil, sensacionalistas e acabou por afastar o público. Esse tipo de programa só tem audiência grande durante alguma tragédia de repercussão nacional, fora isso, o resultado é pífio. Sem conseguir os resultados desejados, a Record importou do SBT a famosa "grade voadora" e deixou os telespectadores muito irritados com as constantes mudanças em sua programação. Além disso, a inspiração em outras emissoras se transofmrou em cópia descarada, com programas idênticos, apenas mudando o nome e deixando claro até para seu público que de fato copiou o formato.

A audiência da emissora caiu e muito no mês de setembro. Após o erro da alta cúpula da Record em apostar demais na Fazenda, deixando o programa como centro único da programação. Com o fim do Reality e desgaste dos participantes, a emissora não teve como segurar a audiência e raramente seus programas conseguem chegar a dois dígitos.

Mas ainda assim a Record é vice-líder e isso se dá pelo simples fato de que o público tem hábitos. Mudar de hábito não é fácil para o brasileiro, por isso ainda há tempo da Record recuperar-se melhorando sua programação e não perder o segundo lugar. Com a mentalidade de seus diretores, é improvável que isso aconteça, porque como aconteceu com o SBT, o público está se cansando e migrando, e ainda tem o fato de o SBT estar melhorando muito a cada dia e reconquistando o público.

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